Surdos e mudos?
Em terras de cegos
quem tem olho é rei;
reis muito espertos?
Quantos cegos há,
como seguem com tais reis,
e como vai a vida a cá?
Falastrões espalhados no território,
reflexos da educação deficitária;
lideranças por osmose com destino inglório.
Mentiras, estilos equivocados,
planos de enriquecer, poder e dar golpes
e o sonho de saírem ilesos e poderosos.
Por vezes, alguns nadam na lama,
mas logo se safam com bois de piranha e
jabutis,
e volta a imperar a calma.
Silêncio sepulcral,
a volta à normalidade,
e nada mais aparece no jornal.
Todos vencedores e abonados,
e os cegos prosseguem,
nada aconteceu, são também surdos?
Felizmente vemos esses líderes de papel,
catando oportunidades e facilidades.
Exceções numa terra de leite e mel?
Quantas gerações ainda passarão,
vendo essa realidade,
que desmotiva o esforço da Nação?
Como serão afetadas
com tanto engodo e fake-news
que lhes entregam imagens estragadas?
Delirantes e sorrateiros puxa-sacos,
falsos nobres do terceiro mundo,
lustrosos ratos bajuladores, fracos.
Compram logo todos os estereótipos de poder,
ficam grandes e o ego lhes agiganta,
cegos querem mais e mais para ter.
Reúnem bilhões como pipoca,
atraem e enganam milhões,
ilustres trapaceiros com sua engenhoca.
Sobem rapidamente, golpeiam,
saem assobiando e rindo,
depois afundam.
Egopatas,
bagrinhos de aquário;
a que esquema pertencem tais sociopatas?
Na democracia é liberdade individual ser de
direita, esquerda ou centro, desde que intencione fazer o país ir para a
frente. A ideologia é livre e está de tempos em tempos exposta à reprovação
popular.
Lento progresso individual e coletivo, mas o ser humano tem mostrado um refinamento coletivo mesmo que ainda sujeito a retrocessos.
Seja lá como for, o que é condenável é quando alguém com ideologia ou não, em suas ações e reações na vida privada, atua na cara dura, mostrando cinismo e sempre escorando-se em mentiras e hipocrisia ao defender seus projetos errados e mal intencionados. O cara de pau sempre é bem aceito e tem rápida ascensão no meio que escolher.
E tudo vai se desenvolvendo em milhares de
operações invisíveis, velozes, altamente lucrativas. Uma maravilha! O novo
líder acredita ter acertado na terra do laissez-faire, com controle eventual e
se conveniente a posteriori. Que empreendedorismo na terra do leite e mel! Os poderosos querem a ele se filiar ,
associar e o chefe do esquema se sente privilegiado, tem amigos em todo canto e
sabe que se algo der errado, ameaçará abrir a boca e meio mundo pode vir abaixo,
o que lhe dá segurança política de que só os bagrinhos serão responsabilizados.
Apesar do esforço oficial de controle, fica cada vez mais difícil prever o que tanta agilidade criminosa é capaz de fazer. O esquema é veloz e reúne bilhões em meses. Com a mesma velocidade o dinheiro é lavado, enviado para fora do país e escondido. Não falta criatividade. Por que não é usada para algo positivo?
Usar a posição de ”liderança em negócios”, para defender que os fins justificam os meios, que tudo tem que ser levado na base dente por dente, que tudo é dinheiro por dinheiro, sempre revela uma mente tomada pelo ego e, portanto, radical, intolerante, inflexível, emitindo pensamentos rudes e impulsivos. Qualquer líder que nos seus negócios seja tomado pela megalomania e ganância faz de tudo cego interesse individual. Na política, quer seja de direita, centro ou esquerda a liderança egóica tem o mesmo fim e tira energia positiva da Nação.
São estas pessoas terrorista ou não? Uma explosão mata pessoas, destrói coisas; um golpe pode matar centenas de pessoas, deixando-as vivas sem recursos para a vida material. O golpista não é terrorista porque não tem viés político nem ideológico, será? No fundo, um psicanalista irá descobrir a razão terrorista nele, uma revolta, a ira silenciosa contra o mundo, as pessoas, a sociedade. Toda ganância tem em si a insegurança e a carência.
E assim vamos na atualidade, surpreendido diariamente com tantos golpes. Será que o país não estaria já bem longe, em outro estágio econômico avançado e sua população em melhores condições de tudo fosse justo e produtivo?
Rui Barbosa resumiu bem a situação dizendo: “De tanto ver triunfar as nulidade, de ver prosperar a desonra, de ver crescer a injustiça, de ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. “
O fim da citação é retórica, mas nunca uma realidade, pois o Bem sempre será um objetivo prevalecente e o que estamos vendo é passageiro e não deixa de ser punido. O que assusta é a quantidade de golpes.
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