terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Surdos e mudos?

 





Surdos e mudos?

 

 

Em terras de cegos

quem tem olho é rei;

reis muito espertos?

 

Quantos cegos há,

como seguem com tais reis,

e como vai a vida a cá?

 

Falastrões espalhados no território,

reflexos da educação deficitária;

lideranças por osmose com destino inglório.

 

Mentiras, estilos equivocados,

planos de enriquecer, poder e dar golpes

e o sonho de saírem ilesos e poderosos.

 

Por vezes, alguns nadam na lama,

mas logo se safam com bois de piranha e jabutis,

e volta a imperar a calma.

 

Silêncio sepulcral,

a volta à normalidade, 

e nada mais aparece no jornal.

 

Todos vencedores e abonados,

e os cegos prosseguem,

nada aconteceu, são também surdos? 

 

Felizmente vemos esses líderes de papel,

catando oportunidades e facilidades.

Exceções numa terra de leite e mel?

 

Quantas gerações ainda passarão,

vendo essa realidade,

que desmotiva o esforço da Nação?

 

Como serão afetadas

com tanto engodo e fake-news

que lhes entregam imagens estragadas?

 

Delirantes e sorrateiros puxa-sacos,

falsos nobres do terceiro mundo,

lustrosos ratos bajuladores, fracos.

 

Compram logo todos os estereótipos de poder,

ficam grandes e o ego lhes agiganta,

cegos querem mais e mais para ter.

 

Reúnem bilhões como pipoca,

atraem e enganam milhões,

ilustres trapaceiros com sua engenhoca.  

 

Sobem rapidamente, golpeiam,

saem assobiando e rindo,

depois afundam.

 

Egopatas,

bagrinhos de aquário;

a que esquema pertencem tais sociopatas? 


 

Na democracia é liberdade individual ser de direita, esquerda ou centro, desde que intencione fazer o país ir para a frente. A ideologia é livre e está de tempos em tempos exposta à reprovação popular.


Em vários locais do mundo, ainda não se aprendeu a conviver com as diferenças e o discurso é de ódio, inflexibilidade, intolerância e maldade contra qualquer opositor. Ações e reações prosseguem fazendo carma e um dia o pagamento vem. Por um tempo, prevalece o ego e suas manifestações, mas um dia tudo volta à normalidade, todavia com o aprendizado pela dor.

Lento progresso individual e coletivo, mas o ser humano tem mostrado um refinamento coletivo mesmo que ainda sujeito a retrocessos.

Seja lá como for, o que é condenável é quando alguém com ideologia ou não, em suas ações e reações na vida privada, atua na cara dura, mostrando cinismo e sempre escorando-se em mentiras e hipocrisia ao defender seus projetos errados e mal intencionados. O cara de pau sempre é bem aceito e tem rápida ascensão no meio que escolher.

Há ampla liberdade de empreendimento e o meio acredita pensando ser algo novo e progressista. O dinheiro vem fácil para a implantação do projeto, todos os santos ajudam para a subida de mais um ser-tentativa. A imprensa bajula e acompanha querendo anúncios de promoção do novo líder. Não há barreiras iniciais e tudo sobe logo e rapidamente, inclusive o ego do recém chegado e seu  esquema, que velozmente quer ser igual aos poderosos em todos seus patéticos estereótipos de poder: carros, casas, mansões, relógios, aparição em eventos importantes, amigos poderosos, patrimônio offshore, companhia de pessoas de elegância, fazer show off em revistas e coluna social das redes, adotar os meios de lavagem de dinheiro ofertados, infiltrar-se nas rodas importantes e garantir apoio e sucesso. Ser aceito é a meta. É o novo membro de sucesso e importância, abrindo as portas aos demais esquemas em vigor. Que brilho, que sucesso!! A euforia faz esquecer a lei, o Judiciário e os impostos e logo tudo parece ser mais um membro bem sucedido da impunidade.

 

E tudo vai se desenvolvendo em milhares de operações invisíveis, velozes, altamente lucrativas. Uma maravilha! O novo líder acredita ter acertado na terra do laissez-faire, com controle eventual e se conveniente a posteriori. Que empreendedorismo na terra do leite e mel!  Os poderosos querem a ele se filiar , associar e o chefe do esquema se sente privilegiado, tem amigos em todo canto e sabe que se algo der errado, ameaçará abrir a boca e meio mundo pode vir abaixo, o que lhe dá segurança política de que só os bagrinhos serão responsabilizados.

Apesar do esforço oficial de controle, fica cada vez mais difícil prever o que tanta agilidade criminosa é capaz de fazer. O esquema é veloz e reúne bilhões em meses. Com a mesma velocidade o dinheiro é lavado, enviado para fora do país e escondido.  Não falta criatividade. Por que não é usada para algo positivo?  

Usar a posição de ”liderança em negócios”, para defender que os fins justificam os meios, que tudo tem que ser levado na base dente por dente, que tudo é dinheiro por dinheiro, sempre revela uma mente tomada pelo ego e, portanto, radical, intolerante, inflexível, emitindo pensamentos rudes e impulsivos. Qualquer líder que nos seus negócios seja tomado pela megalomania e ganância faz de tudo cego interesse individual. Na política, quer seja de direita, centro ou esquerda a liderança egóica tem o mesmo fim e tira energia positiva da Nação.

São estas pessoas terrorista ou não? Uma explosão mata pessoas, destrói coisas; um golpe pode matar centenas de pessoas, deixando-as vivas sem recursos para a vida material. O golpista não é terrorista porque não tem viés político nem ideológico, será? No fundo, um psicanalista irá descobrir a razão terrorista nele, uma revolta, a ira silenciosa contra o mundo, as pessoas, a sociedade. Toda ganância tem em si a insegurança e a carência. 

E assim vamos na atualidade, surpreendido diariamente com tantos golpes. Será que o país não estaria já bem longe, em outro estágio econômico avançado e sua população em melhores condições de tudo fosse justo e produtivo?    

Rui Barbosa resumiu bem a situação dizendo: “De tanto ver triunfar as nulidade, de ver prosperar a desonra, de ver crescer a injustiça, de ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. “

O fim da citação é retórica, mas nunca uma realidade, pois o Bem sempre será um objetivo prevalecente e o que estamos vendo é passageiro e não deixa de ser punido. O que assusta é a quantidade de golpes.

 Quem vai na vida fazendo kharma, sempre paga caro, mesmo no país do golpe.   . E como disse M. Luther King, “ o que espanta não é só o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”...(a continuar)

 Odilon Reinhardt   3.2.2026

 

 


sábado, 3 de janeiro de 2026

Silenciar, pausar, pensar.

 

 

 

Silenciar, pausar, pensar;

 

difícil desafio

para vencer os efeitos da realidade

sempre por um fio;

 

vida ansiosa,

situações do ego,

cada dia em via belicosa;

 

O apelo é ficar ligado,

alerta, estar por dentro, saber do inútil,

é o permanente chamado do mercado;

 

pessoas com medo

de ficar sozinhas,

temor do vazio que começa cedo.

 

Estão acostumadas com a mente cheia,

não sabem silenciar, pensar com elevação,

já caíram na teia.

 

Forças ativas agem nisso,

muita manipulação e indução,

ensinam o que pensar e vivem por isso.

 

É necessário se libertar, pausar, silenciar,

ficar com o verdadeiro ”eu”,

uma jornada para se trilhar.

 

Livrar-se do medo de ensimesmar-se,

de não saber lidar como os sentidos,

todos ali a girar e confundir-se.

 

No comum, continua a instigação do medo,

do alerta para situações que para a maioria

dificilmente farão parte do seu enredo.

 

Mas persiste a conspiração,

instigar o medo,

controlar , ter poder sobre a multidão.  

 

 

 

A reação inconsciente é que em tudo, o ar é sempre de desconfiança, descrédito. E assim segue uma crescente e nunca auferível ilegitimidade, que fica no meio sorriso, na alienação contumaz e no repúdio a tudo que é público ou privado. 

 

Décadas dessa realidade têm levado ao enfraquecimento do que é público, ao descrédito na origem do que é privado; é a desconfiança do cidadão.

 

A teoria da conspiração já está no “sangue” das pessoas. Chega-se a pensar que tudo isso é parte de um esquema de psicologia de massa que mira a manutenção desse pensamento negativo, com a finalidade de favorecer a grupos que desejam se aproveitar de populações que vivem como se fossem em suas fazendolas no campo mundial onde atuam.

 

Ademais, é sabido que se o noticiário for só positivo e mostrar o progresso e o sucesso alheio, a maioria terá um choque existencial e de realidade, passando a ver que ela está excluída da maravilha do sucesso e progresso, gerando a reação individual que poderá aumentar sua insatisfação e de revolta, fato cumulativo para a massa. Portanto, se o noticiário mostrar problemas, acidentes, danos e corrupção, a ruindade dominante não afrontará ninguém e a estabilidade social e oficial estará garantida. “Todo mundo mal e sofrendo, então, não sou exceção”, pensa o estressado o cidadão em seu sofá na frente da televisão.

 

O reflexo de tal mensagem é um grande desafio até para as pessoas de maior discernimento e visão de mundo já espiritualizada.

 

Muitas são as consequências práticas, de modo que as novas gerações podem já estar sendo derrotadas desde o início por uma errônea visão de mundo. O “nem estuda, nem trabalha “mudará para algo bem pior.

 

Já se escuta o “não adianta tentar nada!”, “nem adianta começar!”, “dois trabalhos: começar e fechar!” Subliminarmente, todas as mensagens negativas estarão dando resultado e seus idealizadores estarão sempre  se beneficiando das oportunidades de um país enorme e novo, do tipo “ em terra de cego quem  tem um olho é rei”.

 

Como criar um ambiente de empreendedorismo, de investimento sustentável com mensagens negativas fazendo potenciais derrotados? 

 

Darci Ribeiro dizia que uma criança só tem 7 anos uma vez e que se não construirmos escolas, gastaremos o dobro com presídios. O que tem ocorrido até hoje então? Grande recursos são gastos com forças policiais, equipamentos e penitenciárias. Será que no futuro os jovens não vão pedir para morar na prisão onde encontram seus amigos e tem comida e assistência de graça? Pode hoje soar improvável. 

 

E assim vai a nossa energia coletiva sendo desgastada com maus propósitos e o país vai se ajustando a graus mais elevados de violência e suas formas. Surge o Estado invisível de Governo abstrato, paralelo, mas com resultados bem reais e poupudos.  

 

Todo dia joga-se a toalha molhada sobre o país. O que esperar disso? Alguém está lucrando muito e preparando o bom terreno para seu bons negócios.  

 

Onde estão os bons exemplos, os bons modelos para serem mostrados às novas gerações que a vida nacional pode ser outra, não a baseada em exceções escolhidas a dedo pela  mídia? Como vencer tal barreira derrotista? Nos negócios, pessoa a pessoa, nas compras e vendas mais simples, há confiança, boa-fé, segurança? É o país onde se diz” antes você do que eu”.

 

O que se vê é que há uma queima da energia positiva de um povo ou seria essa energia a verdadeira energia, a da corrupção, fornecendo estímulo para a ideia de obras e investimentos públicos e privados, motivando interesse no progresso, desde que algo sempre escorregue para os alforjes?

 

Num país onde se alterou o leite das crianças com formol, onde se fabrica remédio falso e aposentados são enganados etc., nada é infelizmente confiável. País do crime, país do golpe e da  fraude.  Talvez o reflexo de princípios como: trabalhar pouco e ganhar muito; ficar rico rapidamente; tirar vantagem de tudo; entrar para a vida pública para se fazer etc.

 

Observe-se até onde a teoria da conspiração pode chegar? Desmotiva, desacredita, desestimula, cria o negativismo.

 

Nos níveis mais populares de todas as classes sociais, pode-se observar reflexos vulgares do pessimismo no uso de tatuagens com figuras horrendas, monstros, caveiras, cabeça de bodes. Em tempos obscuros da História, havia ao medo de espíritos do mal, que precisavam ser mantidos longe com o uso de carrancas e diabretes, amuletos etc. De quem os tatuados querem se proteger? Do Próximo. Que visão de mundo leva a isso, senão a mais pessimista? A quem beneficia o negativo?

 

Jogos de guerra intelectual entre poderes elevados da economia que tem conduzido a mente do cidadão para que só olhe o lado negativo e nada faça além do que lhe é inculcado.  Que tipo de liberdade pode conviver com isto? A ideologia é mesmo manter o cidadão cabisbaixo e ao mesmo tempo alerta para situações que nunca lhe vão ocorrer?  

 

 

Veracidade.

 

 

 

Vidas em distração,

realidades materiais múltiplas,

teatro de revista na televisão.

 

E o cidadão,

no sofá dos desprazeres

engole o seu pão.

 

Poesia com rima em “ão”,

pobre  , básica e algo chão,

mas útil para tratar de tal enganação.

 

Realidades várias

escondem a individual,

que vai com muitas avarias.

 

No país da fartura,

não falta realidade,

tal é a vida insegura.

 

Analgésico, hipnose,

tudo está na TV de graça,

o Pão e Circo dispensa diagnose.

 

Vivas à realidade

fantasiada ou manipulada!

Ninguém quer a aparição da veracidade.

 

Muita variedade situacional,

mas na cabeça comum,

uma só realidade mental.

 

Uma verdade raramente tocada

que dirige o senso do sofá

e está fazendo a vida derrotada.  

 

Vamos, então, para as grandes palhaçadas de 2026, de modo que novos shows e novas mentiras irão garantir o fantástico show de cada dia. Choros, risos, gargalhadas e muitas balas farão a magnífica ópera bufa de 365 atos.

  

3.1.26 Odilon Reinhardt.

 

 

 

Oooooooooooooooooooooooooooo

 

 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Descrença, desconfiança e descredibilidade.

 










Descrença , desconfiança , descredibilidade.

 

 

                               Ideologia, o que vem acontecendo?

 

 

Muitos fatos e atos fatais,

de uma piscina surreal

cheia de ratos reais.

 

Ideologias atrasadas se batem;

a sociedade afastada

nem desconfia de tal bobagem. 

 

Sente as faíscas do embate,

mas a vida diária  para não morrer

tem outros desafios e ali se bate.

 

Direita ou esquerda,

centros sem fundo,

questiona-se o que se herda.

 

Visão com discutível fonte,

manhãs sem céu ,

não é bom o caminho para o horizonte.

 

Procura-se um país,

o meu, o teu, o de qualquer um;

aquele que hoje quer achar sua raiz.

 

Tempo de nuvens de rotina incerta,

neblina em ventos de discórdia,

o futuro encolhe, se aperta.

 

Estradas em buracos sem rumo,

palavras em discursos e decisões etéreas

laranjas sem sumo.

 

Bandeiras sem mastro,

desunião e vazio em todos,

no chão o antigo e diário astro.

 

Choram o tupi e o Manoel,

algo na semeadura não deu certo,

mas a terra ainda é de leite e mel.

 

Em meio a revoltas e tiro no pé,

saltos no escuro;

o futebol não tem mais Pelé.

 

Dinamite na cova;

esquinas sem rua;

ideologia, uma ova!

 

Segue a vida comum,

com ou sem planície e planalto,

em algum lugar uma rodada de 51.

 

Música alta, cerveja e picanha,

ideais, objetivos maiores do dia;

nada de mais, alguém estranha?

 

Inusitadas cenas em frases desconexas,

pessoas sem letras, vidas sem grandes causas;

aqui , visões cada vez mais perplexas.

 

É a melhor ideologia possível?

Algo que se possa comer e beber;

no mundo visível tudo ficou risível.

 

No invisível,

transcendente para alguns,

intelectualmente horrível?

 

Risível, sem dúvida,

shows humanos diários e ininterruptos,

quem já entendeu não duvida.  

 

 

 

 

 

 

Num contexto que se alonga por décadas, como não ser adepto da teoria da conspiração e viver desconfiando de tudo e de todos?

Um desafio para mentes boas; no entanto, um alimento para o cidadão golpeado, negativista, derrotado.

Num ambiente mediático, onde são selecionadas notícias ruins para atender ao sensacionalismo e garantir audiência, torna-se impossível não pensar que há sempre algo pro trás, uma segunda intenção e que é sempre ruim.

Golpes, corrupção, fraudes todo dia e que se sobrepõem rapidamente, em eventos um mais escandaloso do que o outro; pessoas enganadas pelo Próximo no relacionamento diário; desastres causados por imperícia, negligência ou imprudência fazem o cenário que vai ser sintetizado ao começo da noite na TV ou a qualquer hora nas redes sociais. Tudo superficialmente narrado, mas com imagens ricas de tragicomédia. Tudo em sínteses rápidas, formando um caleidoscópio que gera a generalização, a ideia de que tudo vai mal e está podre. Tudo num emaranhado de frases, fotos, fatos e depoimentos picotados onde o discernimento se confunde e sempre algo se perde: a verdade. 

Descrédito, má fé, desconfiança, pé atrás, um olho no prato outro no gato com hábito já consolidado. Como não ter a teoria da conspiração a tiracolo? Ademais com fake-news, deep-fake, AI manipulando imagens etc., a desconfiança é uma regra. Preste-se atenção no conteúdo das frases de marketing. Identifique-se as mensagens subliminares de mestres invisíveis. Nada tem espírito próspero. O negativismo está em tudo.  

Pelo que se observa, sistemas criados para estimular a prosperidade, como as fundações de previdência etc., não podem colocar em prática sua missão, pois quase absolutamente tudo é ou vira golpe financeiro. Para tais sistemas, a fim de garantir a remuneração necessária, o recurso é viver da inflação e renda fixa, sem as quais não subsistirão; e vivendo do mercado financeiro, estão expostas a golpes.

Todos os dias, o cidadão retorna a sua casa e recebe a ducha de más notícias em doses, por vezes, cavalares; décadas após décadas de persistente negativismo homeopático.  Se não é um cidadão com discernimento e escolaridade para entender o que recebe no todo, resta pelo menos a síntese dada pelo âncora de TV e analistas, ressaltando a dose de negativismo. Munição diária suficiente para criar o subconsciente coletivo de que nada é isento de golpe no setor privado e público.

Gerações são criadas sob está toalha fria, cobertor molhado; um país mantido sob a ideologia de espírito negativo. Não é exclusividade no mundo, mas é o nosso e a nossa realidade.

E o que faz com que o esquema seja revelado? Algo ainda mais assustador.  A denúncia vem de quem não recebeu sua parte ou por qualquer outro interesse político, de modo que não é questão de moral e ética, mas de dinheiro. Os meios da informática acabam rastreando o caminho das moedas e os esquemas chegam ao seu fim virando notícia. Os envolvidos, na maioria um punhado de bagrinhos operacionais e por vezes um peixe para não ficar tão na cara que tudo vai virar pizza. E os auxiliares: contadores, financistas, advogados, economistas etc. que estruturam e criam o esquema onde ficam? Nunca se sabe o que acontece. Será que tudo já é uma receita feita com IA sem envolver ninguém?

Mas o que chama a atenção são os valores envolvidos, sempre bilhões de reais , que são tratados e mencionados como pipoca; para o povo é mostrado um punhado de relógios, carros importados e a menção a confiscos variados para não dizer que os envolvidos não ficaram sem danos. A Justiça tem seus trâmites que a retardam e é feita polêmica pela imprensa. A reparação de danos e devolução das somas nunca aparecem na TV ou redes sociais e o caso fica logo esquecido, porque logo outro já é notícia.

Há tantos esquemas e maracutaias, trambiques etc. presumivelmente em andamento, que se poderia dizer que há uma economia e um Estado informal paralelo e criminoso. 

O “negócio” é tão promissor, que “organizações” internacionais, dedicadas a economia paralela estão “instalando-se” para garantir a sua gorda fatia no saboroso bolo.

A legislação, o ordenamento jurídico e os órgãos oficiais são incapazes de fazer frente a tanta diversidade, criatividade e velocidade. Entre as primeiras denúncias e a operação de combate, muito tempo escorre, o suficiente para o esquema encher seus alforjes e lavar tudo por vários meios. O combate oficial fica parecendo o de enxugar gelo. Ademais as fronteiras do país parecem queijo furado, já que é impossível fiscalizar tudo a todo tempo.

Então, como dizer ao cidadão, ao jovem e crianças que por trás de qualquer projeto, plano, proposta não há um golpe? Como defender empreendimentos e obras públicas e explicar o porquê de obras e investimentos  privados, diante de um cenário onde tudo cheira segundas e impuras intenções? E os relacionamentos pessoais atingidos por esta desconfiança, persistem?  (A seguir.....)

 Odilon Reinhardt. 3.12.25