sexta-feira, 3 de julho de 2026

Pensadores e seguidores.

 







Pensadores ou seguidores. 

 

 

Paira a ameaça.

 

 

No avanço tecnológico,

a cabeça do Bem e do Mal,

perto do lógico e do ilógico.

 

Meios e fundos milionários,

fazendo benefícios e malefícios,

para a mente humana com efeitos diários.

 

A magnífica democratização do conhecimento,

a fácil comunicação

contrasta como o golpe, deep fake em andamento.

 

Tem-se a imitação da realidade

como avanço e como sucesso

e fica escamoteada a verdade.

 

Nunca foi tão exigido

ter o correto discernimento

ao usar cada instrumento oferecido.

 

Dependência gritante,

independência e liberdade

ficando no lugar distante.

 

O dia preenchido pela alheia programação,

a agenda em ação e reação,

tão rápidas quanto o trânsito na população.

 

A vida das pessoas, o mundo dos negócios,

tudo regido pelo Wi-fi e o celular,

como grandes sócios.

 

Propalada estabilidade;

a rede cai no sistema

e faz renascer a instabilidade.

 

Um dia sem Provedor

e o mundo para,

a dependência tem aspecto assustador.

 

De minuto para minuto,

o tudo vira nada,

tudo fica em valor diminuto.

 

Rotinas esvaziadas,

o nada invade,

pessoas adoidadas.

 

O mundo vivendo no modo:  imitar,

copiar e colar, seguir. Perigosas ligações,  

paira a ameaça e não o limitar?

 

O ser humano como seguidor,

manada indo ao matadouro emocional,

deixando de ser pensador.

 

A trama nacional não tem fio

e leva o ser humano

a realidades que ele jamais viu.

 

Fio inexistente

quando o cidadão o percebe

já perdeu até a mente.

 

O grande negócio é fazer seguidores dementes,

modelando muitas desde a infância

para garantir consumidores doentes.

 

Manter as mentes cheias e agitadas

para preenchê-las quando desejar

com conteúdos de vidas esvaziadas.

 

Não é essa a moderna escravidão,

fazer a cabeça e a vida diária

geração por geração?

 

 

A liberdade concedida à inovação dos instrumentos de comunicação é um avanço, mas sempre está sujeita ao suo pelos malfeitores, que entre nós tem a porteira aberta para influenciar, guiar, conduzir e fazer um exército de seguidores cegos.

A Austrália ousou e tomou medidas apropriadas e se antecipou a sua metrópole o Império Britânico, o qual só agora acordou e segue a colônia.

Para os demais colonizados e fazendas de treinamento de marketing e ferinha de eletrônicos, todos ajoelham-se à necessidade de produzir, garantir a “economia” e gerar empregos a qualquer custo.

Há pouco questionamento quanto ao impacto na formação da infância, juventude e por que não a terceira idade? 

O campo livre permanece livre para modelar mentes e justificar tudo como progresso e novos tempos sem olhar os resultados mediatos, imediatos e futuros. Há a selvageria psicológica com efeitos psíquicos múltiplos.

Parece que aqui, temos o costume de dar a chance a todo tipo de inovação, sem nos preocuparmos em antever consequências maléficas.  Em nome da liberdade somos cediços a tudo e a porteira está sempre aberta.  Talvez seja o “tirar vantagem“, enquanto dá. Quando deixaremos de dar voos de galinha ou de sermos elefantes de circo?

Muitos Estados brasileiros já se anteciparam até mesmo aos ingleses proibindo o celular nas escolas, onde os adolescentes passam a parte do dia. Já foi uma boa proteção. Agora o passo seguinte é a proibição, mas terá que afrontar os interesses internacionais da ferinha de eletrônicos.

Não será um passo inútil, pois visa patrioticamente a defender a integridade nacional dos jovens, as gerações do futuro, o que hoje muitos políticos nem chegam a considerar face suas prioridades serem voltadas a reunir dinheiro para a reeleição e patrimônio pessoal.  

Já está ficando confirmado que não basta golpear, o interesse maior vem da má espiritualidade, ou seja: confundir, desinformar, desacreditar, separar, aterrorizar, perturbar geral. Quem sente prazer nisso?

Se investigado bem, nos promotores de tais episódios, há no fundo razões psíquicas para o ódio social, a raiva contra a sociedade, sementes do terrorismo em seu novo e mais amplo conceito.

Já não seriam muitos desses terroristas, as primeiras vítimas dos professores invisíveis que há décadas vem militando junto à infância e juventude com mensagens subliminares ou até diretamente?

O país virou uma casa de apostas, tudo é arriscado, pouca segurança em tudo. Se as novas gerações forem feitas nas tendências atuais, o futuro é que não terá segurança.

Se algo positivo existe nisso tudo, é que a cada golpe e mal uso dos meios informáticos, o sistema vai se aperfeiçoando e tornando mais difícil a implementação de ideias terrorista, o que afasta que se pense que a Era de descredibilidade, incerteza e insegurança, não terá fim. Isso decorre de algo bem simples e reiterado: o Mal só vence por um instante, embora sempre deixando consequências danosas.    

 

Odilon Reinhardt 3.7.26

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

O vento das palavras vazias.

 






O vento das palavras vazias,

 

 

trazendo a miséria

de gramática, de forma;

vive de conteúdo pobre em matéria.

 

Não só notícias,

música, conversas vazias, inúteis,

o barulho de aparelhos, toda imundícia. 

 

Aumenta no dia a dia,

fazendo linhas e frases,

preenchendo uma curiosidade de agonia.

 

Segue na realidade

à procura de audição maior

que as faça mentira ou verdade.

 

No mundo cheio de tanta rede,

muitos serão pegos,

para saciar sua inesgotável sede.

 

Necessidade de escutar

qualquer coisa que faça barulho

e que afaste o pensar.

 

Provoca um vento na cabeça cheia,

onde o conteúdo é ainda mais miserável

e os pensamentos e imagens, uma tragédia.

 

Hoje pensar bem tornou-se algo odioso;

o vento das palavras vazias

é o som da salvação para o ser já pesaroso.

 

Manter-se com barulho,

nunca pausar para pensar,

caso contrário a mente reativa seu entulho.

 

Eis o que estão fazendo com o ser humano,

que no barulho acha seu sossego e silêncio,

sua salvação de grande engano.

 

Tem que haver um barulho.

Vigiai! O silêncio pode estar espreitando.

Não o deixai entrar!,  dizem com orgulho. 

 

 

 

Há muitos meios de dizer: Atenção! Atenção! O espetáculo vai começar! E o hoje a mídia usa muitas alternativas, mas o que interessa é que dentro em breve, a tenda do Pão e Circo estará armada. Tudo será esquecido; a população será  novamente colocada em estado hipnótico maior. Todos os golpes, os escândalos, os grandes sucessos e insucessos serão raspados da vida cotidiana e nada será lembrado.

Pari passu, surge a esperada oportunidade para os grandes e novos esquemas, que certamente já estão sendo desenvolvidos e preparados por grupos de “bons” profissionais formados aqui ou no exterior para ludibriar alguém, mirando os cofres públicos e privados. Será a grande chance de passar as boiadas, pois a porteira estará aberta? Ninguém da população terá ouvidos e olhos para qualquer coisa que não seja o jogo e o pós- jogo, os gols ou a ausência deles?   

Assim, entramos no período de abstração nacional, o verdadeiro passaporte, o passe-livre, o salvo-conduto para colocar golpes em ação. Fazer bilhões como pipoca fossem sem fazer ruído nem cheiro. 

A torcida dos interessados foca a duração do efeito hipnótico. Quanto mais dias, melhor. Depois vem a taça de ouro, só deles, e a riqueza da merecida impunidade bem remunerada aqui mesmo ou no estrangeiro. Passarão as boiadas, tudo invisível, um período de maravilha.

E a imprensa arraigada ao princípio de que “só cabe uma notícia no mesmo  tempo e local” ficará limitada ao vazamento de informações, ao desabafo que quem não recebeu a sua parte, aos deslizes destoantes de envolvidos na mídia querendo aparecer ricos, às euforias dos gangsters em eventos eufóricos fora da normalidade do acúmulo e desfrute de material. Há sempre muita criatividade e diversidade no cenário nacional, de modo que o show está garantido, no entanto, mesmo que a divulgação tenha viés político, durante o intervalo, pouco ou nada disso alimentará o sensacionalismo e muito será guardado em banho-maria com tendência a ser esquecido, face o acúmulo de casos para a seletividade midiática. Muito será guardado e o mundo terá que aguardar a volta à normalidade, enquanto focado na TV de qualquer tamanho, esperando pelos gols da pátria de chuteira.

 Uma vez fechados os espetáculos do Grande Pão e Circo, tudo voltará ao normal do sistema já decantado? O país já estará enroscado na escolha nacional e algum golpe será divulgado, sem dúvida com viés político. O foco estará novamente acesso e o sensacionalismo ligado. A fase de detalhes e indignação guiada não falha, o ventilador será igualmente ligado, pois os bagrinhos estarão encurralados e agitados. A prisão de alguns e de grilos falantes atiçam o popular. Então, haverá a apreensão de alguns carros, casas, dinheirinho bloqueado como sinal de justiça popular e logo a turma da blindagem, do corporativismo e do deixa-disso vai interferir protegendo algo ou alguém. O golpe começa a perder audiência. É hora para surgir um novo golpe, como em um ato mágico. Retirado seletivamente da caixa de pandora; o novo caso tem sucesso estratégico e assim vai o país: corrupção- divulgação- falta de punição.

E assim a vida vai continuar cheia e vazia numa materialidade difícil, dura e pesada para milhares. É uma rotina também sujeita a pequenos espetáculos de teatro de revista, um pão e circo menor, mas persistente com efeito aguardente. Para manter o sucesso de bilheteria, em dias mais monótonos, sempre há os pequenos golpes que ocorrem nas negociatas, verdadeiros roubos de galinha entremeados por acidentes, crimes hediondos já banalizados e alguma violência contra algum pet, como orelha ou o caramelo das ruas. Como boi de piranha vale tudo.

O certo é que a qualquer momento, em algum lugar do país ou em escritórios internacionais mais sofisticados do exterior, algum grupo de profissionais de Faculdade com PHD e tudo, deve estar tramando um golpe inédito, um que acumule riquezas em tempo recorde, seja veloz e eficaz, e não leve ninguém ao jornal e à cadeia, garantindo assim, a preciosa e desejada impunidade total e irrestrita a bagrinhos e figuras de proa, os intocáveis, fluídos e evaporáveis.

 No sonho desses grupos, certamente o novo golpe deve atingir o “estado de arte” no mundo virtual, já utilizando a A.I para a lavagem impecável e irrastreável através de uma exemplar rede de lavanderias exclusivamente virtuais, nada mais de usar comércio tradicional, bom para operações miúdas de caixa dois.

 De golpe em golpe, de gole em gole, vamos em frente macerando as estatísticas como distração circense também. A pátria de chuteiras cresce assim. Vai fazer gols ou é só pontapé e cascudo mesmo? E sempre haverá no cenário de fundo um vento feito de  festival de palavras vazias, tentando justificar mundos e fundos.   

Para a caracterização de terrorismo ou não, dever-se-ia considerar não só a intenção do autor, mas as consequências do estado a que as vítimas são submetidas. Num estado de permanente possibilidade de fraudes violentas contra o patrimônio, qual a qualidade de vida do indivíduo?

Odilon Reinhardt 3.6.2026.

 

 

 



domingo, 3 de maio de 2026

Cai , caindo, caído.

 






Cai, Caindo, Caído.

  

Cai o sistema,

o da internet,

o financeiro,

muito problema.

 

Cai o regime,

A casa, o assessor,

o técnico do time.

 

Cai o sistema elétrico,

o contábil,

o operacional,

muito patético.

 

Cai o preço do alface,

o sistema de água,

tudo mostra sua face.

 

Cai a bolsa,

o índice, 

o valor da moeda,

e ninguém reembolsa.

 

Caídos ficamos

com olhares estarrecidos,

no golpe caímos,

é o comum nos dias recaídos.

 

A qualquer minuto podemos estar

no golpe de alguém,

caindo, caindo sem saber nem pensar. 

 

 

Eis a realidade posta, um grande desafio ao discernimento. Em todos os negócios há um ar de desconfiança e os relacionamentos são eivados de uma atmosfera de descredibilidade.

O ser humano se afasta do humano. A selvageria para atender necessidades egoísticas toma conta do dia privado e público. Em tudo há a possibilidade de golpe, de vício oculto, de segundas intenções.

Não é de hoje, há décadas e até séculos, aqui sempre foi usado o ditado faça algo para “inglês ver”, significa fazer algo belo, como em “ por fora bela viola, por dentro pão bolorento”, uma tapeação. Por muito tempo vendia-se carro chuchu beleza, ou seja, para esconder barulhos no motor, enchia-se de chuchu. Não era fantástico?

 E o que falar dos títulos de terra envelhecidos colocando-se grilos numa caixa, quando prevalecia o título mais velho antes da mudança da legislação para registro de transmissão de imóveis.

Tem-se lembrança de muitos golpes com nomes diferentes em regiões do país, como venda de bilhete premiado, pacote de notas de dinheiro, dinheiro falso, venda de terreno que não existia e o famoso o golpe do baú, o do cheque sem fundos.

Mas isto faz parte do período romântico da malandragem. Hoje o golpe recebeu o impulso dos aparelhos e está muito mais sofisticado e beira ao estado de arte em alguns casos, o que tem assustado os meios de investigação. Uma criatividade do outro mundo.

Face a diversidade e pluralidade, torna-se até platitude querer aprofundar-se nessa banalidade. O golpe ronda o celular, o telefone , o E-mail e cada um que se cuide, pois só o seu discernimento é que poderá salvar.

Ademais, somos o país onde se falsifica remédio, o leite das crianças, onde os ingredientes de vários alimentos não existem a não ser no rótulo.

E há os golpes processuais e de procedimento, onde a esperteza de profissionais políticos e jurídicos distorce a verdade e leva à impunidade, muitas vezes por programados erros formais. Tudo feito e legislado para não dar em nada após muito enrolar do tempo. É cultural, histórico e nasceu na Europa para proteger a monarquia e a nobreza.

Aqui até hoje sempre é útil e amplamente usado para proteção dos mais altos interesses e seus apaniguados em grandes golpes financeiros. Para os inimigos, a lei; para os amigos, os benefícios da lei.

Na virtualidade, podemos estar sendo objeto de algum golpe a qualquer momento sem nada fazer, sem nada aceitar, sem em nada clicar.  

A título de controle e segurança, vivemos em insegurança e descontrole, pois roubam os dados, as contas, o dinheiro, o nome, a identidade, a moralidade e a integridade. 

Reina uma grande insegurança que deixa a sensação de qualidade de vida em permanente queda. Não há mais limites geográficos, morais ou éticos, o golpe pode ver de qualquer lugar do planeta.

Indefeso, o cidadão vive assim. O Próximo pode ser o articulador do próximo golpe. E de nada adianta não ter ou desligar o celular, o computador, etc.  O cavalo de troia vem até num simples anúncio comercial, qual parasita. 

Hoje ainda existem os golpeados e os não ainda golpeados. Se as tendências atuais continuarem, um dia a criança já nascerá golpeada pelo próprio ato de nascer.   

 Odilon Reinhardt- 3.5.26

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Enganação, manipulação, ilusão.

 







Enganação, manipulação, ilusão.

 

Muito plástico,

brilho,

luz de Ilusão.

 

Plástica,

brilhante,

galanteios e sedução.

 

TV,

redes sociais,

influência,

o mundo em mutação.

 

Falseados sentimentos,

olhares viajantes,

maldade e ansiedade,

depressão.

 

Verdades 

Montadas,

sinopses manipuladas,

o teatro de dissimulação?

 

Bois de piranha,

pirotécnica,

jogo de ganha-ganha.  

 

 

E o cidadão segue

fazendo sua história privada,

na TV e redes, o grande circo,

na mesa, o pão.

 

Nexos desconexos,

alienação concertada,

senso coletivo escamoteado,

o mundo em falsa visão?

 

Golpe sucedendo golpe,

fraude,

corporativismo,

enganação.

 

Assaltos diretos

cofres arrombados,

fins sempre indiretos,

gavetas vazias e débitos concretos.

 

Tudo tem tido

começo, meio e fim,

mas aqui

o fim é que leva ao começo.

 

Tudo fica m no meio,

misturam-se começo e fim,

não interessa mudar enfim.

 

 

Fala-se em farinha do mesmo saco, tal a origem e objetivos dos políticos e  empresários, já que estes dominam aqueles e seus interesses econômicos estão diariamente ligados ao mútuo financiamento. É o sistema mundial do Ocidente. Um carro que deverá ser consertado andando. 

Nada de mais, se não estivesse envolvida a corrupção, o egoísmo e muitos objetivos meramente pessoais à revelia do interesse público, seja lá o que for isso depois de tanta deturpação.

A ascensão e queda de cada hedonista e egocêntrico trazem lições para os aparatos de repressão, mas sempre a indignação do cidadão que vê com mente assustada a criatividade e evolução das ideias criminosas.  Mas tudo visando o mesmo fim, já que o limite do que se pode auferir com os crimes é limitado pela existência de bens atuais: casas, carros, vestuário, bebidas viagens e vida de luxo geralmente cercada de capangas, amigos interesseiros e mulheres remuneradas. Objetivos hedonistas e simplórios. Muito pouco para vender a liberdade e pagar em anos de cadeia e desonra pública. Ou isso nem conta mais? O ego sempre sai rindo após vencer mentes assim montadas.

Einstein dizia que “a vida é como andar de bicicleta, para manter o equilíbrio é necessário ir para a frente”, mas aqui onde tudo é adaptado ao jeitinho corrupto, o equilíbrio é de difícil garantia, pois entre rotas de direita e esquerda, demora-se muito para ir para a frente. Ficamos quase sempre na perda de energia e desgaste, consertando a bicicleta que a cada ano fica mais gasta e atrasada em tudo.  

Sempre a mesma patética samsara. Das altas rodas, onde se fazia influente e importante, a palhaço de jornais, redes e TV. Mais um refém do ego, que só gera cego. Outro e outros virão para fazer o mesmo ciclo venenoso, pois nesse não há lição, só a burra e imbecil repetição.

Uma vida como de muitos mais, onde impera o dito “por fora bela viola, por dentro bolo bolorento”. E onde ficam os apoiadores, os que ajudaram a construir o esquema? E as vítimas, como sofrem, com o que ficam? Não é terrorismo, mesmo que afete a imagem de vários órgãos, instituições e o país inteiro?

Impressiona mesmo o corporativismo para proteger membros envolvidos e que  possam afetar a imagem do todo. Escolhe-se bem as bordas, os bagrinhos, as contas menores.  A imprensa é informada dos pormenores bem menores que possam distrair a boiada, enquanto o mar continua aberto e a pescaria continua livre. O povo fica indignado e irritado com a fumaça, pois o fogo mesmo nunca é visto.

Eficaz rede de proteção é o que faz a sucessão de casos que ajudam muito para tirar de cena os grandes eventos da malandragem. Mas nosso tradicional jeitinho  parece estar sendo observado por pessoas poderosas no mundo que estão discordando das tendências e realidades já instaladas, possivelmente porque a sociedade do crime tem conexões com a internacional.

Com tantos golpes e sistemas criminosos já instalados, até quando o país vai aguentar o convício com essa realidade que nos enfraquece? Nesse macro contexto, como fica a raia miúda quanto às contratações de serviços e obras  em órgãos desde os municípios até as empresas de economia mista país a fora? Está tudo ileso, paraíso de anjos, leite e mel?

Quem ainda não perdeu o discernimento que veja se o país não continua sendo o país do tirar vantagem de tudo, mesmo já tendo tudo; a terra do trabalhar pouco e ganhar muito; o país das vantagens e dos privilégios. A terra das castas, todavia sem brâmanes, mas muitos dalits e parias, onde nada muda para a grande maioria.

Quem não começa a ter vergonha da imagem do que estamos ficando?  Quem viaja para fora se esconde, quem estuda lá fora sempre tenta esconder sua origem, quem fica aqui dentro emudece.

Como verdadeiros gângsters, que usam o mercado financeiro com seus golpes, vitimizando milhares de pessoas em suas economias de vida, não são terroristas?

O cidadão comum ou mesmo o mais esclarecido, tenta formar o quebra-cabeça com peças de vários outros, que a imprensa tenta diariamente fornecer; nunca dará certo. E como dizia Tarcísio Meeira/ Hugo Carvana: “Não se preocupe, nada vai dar certo!”.

Se todo processo social  tem um começo, meio e fim, onde estamos nós? Qual a sentença que está sendo escrita? Para certas gerações em formação, muitas linhas da sentença serão duras e perpétuas. 

 Odilon Reinhardt 3.4.26