terça-feira, 3 de novembro de 2026

O que vai ser feito?

 






O que vai ser feito?

 

 

O bom do que passou

é ter visto que tem gente

que se candidatou, que votou,

interessando-se pelo país e seu horizonte.

 

Vencidos e vencedores

lutaram por algo, talvez do ego pessoal,

talvez a interesse de corruptores,

ou talvez isentos, movidos pelo interesse geral.

 

Quais as reais intenções?

Todas serão reveladas ou não,

às claras em confusões,

que certamente repetirão

jeitos do passado em feias ações?

 

Os vencedores ,

o que vão repetir, copiar,

inovar ou continuar

cada dia vai contar

ao povo com ou sem dores?

 

Seja lá como for, a Nação

algo vai aprender,

evoluir de geração em geração,

no nascer ou no morrer ,

sempre alguma histórica patacoada-lição.

 

Quem puder que olhe para trás

e veja que tudo já foi muito pior

e que o presente traz

algo de vencedor

é o que a democracia faz.

 

E assim vemos todos com fé e esperança;

um dia o Brasil vai para algum lugar,

depois de tanta prometida mudança;

será um mundo novo e vai avançar,

esse subdesenvolvimento ainda é uma criança.

 

Cada um do povo votou em sua particular utopia e dentro em breve nem saberá em quem votou. Os eleitos, com seus passaportes para  o mundo dos nobres passageiros, estarão mergulhados em desafios novos, conhecer “os trâmites e quem é quem ” de suas casas legislativas, atividade suficiente para esquecer o que prometeram e que existe um povo. Contrariar essa normalidade já seria uma renovação.

 

Milhares mostraram   ter dado as costas para à política e sua revolta silenciosa refletiu nacionalmente, mas não gerou qualquer reflexão. Uma tendência que vem aumentando há décadas, face ao péssimo desempenho dos atores da cena pública.

 

As instituições poderosas aparecem em cenários desmotivantes com destaque para muito estranhas na manifestação de seu ego e megalomania. O que era para ser sinfonia vira ópera bufa, o que era para ser comédia acaba em tragédia. A pizza pode ser a festa de uma tragicomédia.  O ápice foi atingido com as notícias sobre a mulher da balança e isto fez a marca da gestão da pátria brasileira neste quadrante da História. Os três poderes determinaram a qualidade do conjunto da obra e a plateia  respondeu com abstenção jogando no palco suas impressões. Muitos milhares viraram as costas para o cenário público, uma espécie de desobediência civil, punida com menos de 4 Reais. O termo mais ajustado seria alienação civil, uma inconsciente vontade de libertação.

 

E agora vai ser iniciada uma nova rodada. A bilheteria ainda está fechada, mas os atores já se aprontam com suas intenções partidárias e extrapartidárias, todas aptas a serem misturadas no jogo do poder de tornar o interesse privado em oficial?

 

Do lado de fora, a vida continua e a população passa pela frente do teatro, esperando o mínimo.  Pouco interesse e meios de participação, mas no fundo há a utopia pessoal que ainda espera e tem fé em alguma coisa.

 

Talvez desta vez, os eleitos mostrem às novas gerações que não serão iguais aos eleitos e reeleitos do passado; que deixarão de ser  farinha do mesmo  saco; que não vão fazer da função pública o seu esperado balcão de negócios; que não vão vender vírgulas e palavras em projetos de lei para beneficiar seus financiadores;  que “ não vão aproveitar o mandato para se fazer “; que não farão do interesse privado o interesse oficial; que não usarão do carteiraço para serem respeitados e abusar do poder; que não se ajoelharão ao ego maligno; que não colocarão “o eu por primeiro” e acima de tudo; que terão interesse pelo país mesmo que isso custe a reeleição; que não serão demagogos e mentirosos no dia a dia; que não vão se corromper diante de ofertas financeiras e vontade de fazer tudo para se reeleger.

 

A esperança do eleitor é que eles não se iludam com o poder; que não sigam o cantar da sereia de empresários e banqueiros surgidos do nada; que não se iludam como a megalomania dos altos círculos; que na dúvida, pensem no Brasil em primeiro lugar; que o mandato não seja o passaporte para a desonra,  cadeia e difamação; que não cedam aos interesses da máfia estrangeira e nacional; que não cedam a propostas perigosas de financiadores. Esta longa enumeração já mostra por si só o mundo sujo em que estarão transitando.

Atitudes como essas seriam  renovação ao pé da letra, esta seria  a mudança do Brasil.  É quase utopia desejar isso, mas seria o certo, o correto, o justo para todos e é nisso que o eleitor pensa quando escolhe um nome.

 

E mais uma vez partimos para uma nova rodada de esperança e fé. É bom repetir que no passado todo esse processo já foi bem pior e não havia internet. A História Comparada, quando olhada bem de perto, mostra o quanto evoluímos. Hoje, como população temos mais acesso, mais informações, sabemos mais, mesmo que num oceano de icebergs, onde só vemos o topo, mas no conjunto temos a noção da obra toda e formamos um consenso coletivo, certo ou errado.  

 

E no todo, sempre que os meios de comunicação divulgam notícias do seu escolher exceções com interesse sensacionalista, gerando impressão genérica  que a fábrica de decisões, a fábrica de leis e a fábrica de gastos estão em confusão, o peão do chão da fábrica de todas as classes econômicas, no limite de seu limite de discernimento, vira as costas, porque não acredita mais e não se importa em pagar 4 reais. E este desinteresse não é só em relação à vida pública, mas aparece no dia a dia nos relacionamentos pessoais e profissionais com a negligência, relaxo, desconsideração do Próximo, imperícia, incompetência, sensação de que tudo é golpe, insegurança nos serviços operacionais, insegurança contratual,  etc. 

 

E quanto ao evento das recentes eleições, antes havia o suspense e a interrogação passageira e localizada, agora há  interrogação e o suspense de como tudo vai continuar evoluindo no processo sócio- político- cultural, agitados pelos dramas econômicos dentro do cofre cheio, mas dessa vez quase todo destinado.  O equivalente ao um cofre vazio.

 

O que mudou? Nada, porque os problemas de fundo tampouco são meramente materiais, pois o país afunda gravemente em aspectos educacionais, científicos, espirituais. Mas o invisível não é acessível para os que não pensam e não leem. Há no buraco mais profundidade do que se pode imaginar, observar e questionar. “ O país está doente”, segundo Teory Zavascki, falecido em 2017,   ministro do STF.   Não é teoria, é prática efetiva e maldosa.

 

Odilon Reinhardt 3.11.2027

 

sábado, 3 de outubro de 2026

Uma das democracias em festa.

 

 

  




 Uma das democracias em Festa. 

 

Hora de muito discurso,

tudo bonito, coerente e popular,

tudo de boa e estudada lavra em curso.

 

Muita promessa, muito plano,

candidatos e seus sonhos;

o Tesouro com saldo irreal para o ano.

 

De repente todos tem interesse  público,

querem acabar com todas as mazelas,

defeitos, consertar o mundo público ao governar.

 

O candidato a governador tem projetos de vereadores,

o para presidente perde-se na maionese,

o para senador  nem sabe sobre o caldeirão da dores.

 

Na ordem do dia: tramas,

traições, ataques, muito desvio de verba,

a vida vai contando suas lamas.

 

O ego tem seu festival de ações malvadas

com orgulho, vaidade, cobiça, ganância etc., 

talvez uma a menos de suas milhões de rodadas.

 

Depois, tudo é mandado às favas,

ninguém lembra de mais nada,

e a democracia continua com suas palavras.

 

Viram mirabolantes as visões de melhoria,

coerentes como o desejo popular,

o mundo prometido sem carestia.

 

Um mundo novo, melhor, honesto,

cheio de pureza e humanidade,

shows e debates de boas ideias,  luz e todo o resto.

 

De pessoal interesse  

para o espírito realmente público

ainda falta muito interesse.

 

Lenta evolução a cada passo de timidez,

assim vai a nossa Humanidade aqui,

muito, talvez esperando algum dia a sua vez.

 

 

 

 

Lá em Maracangalha

 

 

 

 

agora surgem os homens da panaceia, os que vão de vilarejo em vilarejo com sua carrocinha de produtos para melhorar tudo. Todos  darão solução para todos os problemas de todos. É a hora do  ser-solução, o super-herói do discurso cheio  de palavras bonitas e cativantes, todavia acaciano, vazio. Momento para o megalomaníaco vestido de povo. O egoísta vestido de santinho.

 

Agora surgem os homens que falam o que o povo quer escutar para preencher a esperança de que tudo vai ser diferente;  sonhos de que haverá um novo alento, um ar elevado e diferente para afastar tudo que estava errado . Todos querem mudar o país.

 

Agora não haverá mais corrupção nem as mazelas sociais decorrentes de décadas de analfabetismo diversificado, endêmico e estrutural. Agora tudo vai.

 

Todos os esquemas serão santos e puros. Só haverá boas intenções e o ego irá se render. Afinal, Deus é daqui, é nacional.

 

Cessarão todos os meios de lavagem de dinheiro ; o caixa 2, 3, 4... não existirá mais. Todo recém-nascido será chamado de Honesto.  

 

Os bandidos e farsantes irão cessar suas atividades e adotar o Bem como sistema de vida. Os meios virtuais e seus mecanismos serão só utilizados para ajudar o Próximo. Será decretada a morte nacional dos interesses escusos.

 

E assim seguem os candidatos a nobres, em palácios pagos pelos impostos, discursando para seu próprio cercadinho, convencendo os  já convencidos. O resto é a mídia que faz ou desfaz no perder ou ganhar o passaporte para o sonhado “agora eu vou me fazer”.  

 

Maracangalha será enfim a sonhada terra de leite e mel. Novos tempos .

 

E o cidadão normal acreditará em tudo e todos. Assim ninguém mais será manipulado e objeto de trapaça e golpes, pois tudo virará passado, impune e santificado. O tecnocrata doravante considerará todos os aspectos sistêmicos na implantação de planos estaduais e nacionais  e propostas de lei.  A lei não será objeto de riso e de comentários como “ essa lei não pegou”.

 

E um diz: eu vou implantar ....., eu vou fazer...... o outro diz: eu vou mudar....., eu vou eliminar.....Eu vou...., eu vou. Quem manda nesse “eu”? Depois, em Maracangalha, nada acontece, porque não é para acontecer. 

 

Todos querem, conforme suas utopias pessoais, mudar a Maracangalha , mas ela sempre fica no mesmo lugar,  mormente quando os movimentos de direita  e esquerda , em jogo de cabo de guerra, impedem o ir para a frente.

 

Mas como sempre logo o povo esquecerá tudo. Em poucas semanas, os interesses comezinhos prevalecerão e tudo voltará à rotina porque em Maracangalha, a maior atividade intelectual é a esperança e a fé, que movem montanhas, fazendo esquecer a semana passada , as  dívidas e a vida precária.

Mas quem tem  que lembrar , no passado eleitoreiro tudo e todos foram em vibe muito pior.  

 

Odilon Reinhardt 3.10.2026  

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Quem vai mandar no pensar?

 

 






Quem vai mandar no pensar?

 

 

 

Surge a uniformização,

sintetizar, resumir;

some a diversificação.

 

Reino das imagens e do som,

diminui a leitura e escrita;

pensar livre não é de bom tom.

 

Aparelhos se unem,

sistemas se resumem,

organizações se fundem.

 

Desparecem as particularidades,

nada de singularidades,

cativantes  são as superficialidades.

 

Novas realidades,

tudo feito para ter velocidade,

a produção e suas prioridades.

 

Contínua simplificação,

otimização, reengenharia,

de olho na competição.

 

A economia como linha mestra,

o  cidadão só consumidor,

condicionado a pensar o que não presta.

 

Nada de pensar fora da forma,

ser igual, normal, comezinho,

mente focada na fonte que desinforma. 

 

Quem dará a forma,

para as pessoas se formarem,

qual a qualidade humana  da forma? 

 

 

 

 

A evolução histórica tem sido de progressiva uniformização e simplificação, com a consequente eliminação das particularidades e individualidades.

 

É  o que vem acontecendo com as línguas, os costumes,  as nacionalidades,  as particularidades e excentricidades locais, regionais e nacionais. A ideia da Aldeia Global vem se desenvolvendo.

 

O mesmo acontece com os sistemas e processos de produção no ciclo de plantar, industrializar, vender e consumir. Tudo em veloz processo de simplificação, pois o “time is money” ainda é regra de ouro no mundo.  

 

Tudo muito rápido. Há pressão para ser mais rápido, ágil, lucrar com menos esforço, economizar matéria prima, reduzir custos num contínuo afã de competitividade para progredir materialmente. Menos tempo de pensar, menos tempo para consultar e considerar, negociar de boca, tudo ligeiramente. Fácil de contratar, terrível para descontratar.  Alguém lê algum contrato, bula, bom livro, etc.?

 

E como apoio da informática, tudo fica muito veloz. Vários aparelhos agora são reunidos todos no celular. Cria-se a dependência de sistemas falíveis. Gasta-se milhões de dólares para garantir a defesa contra ataques virtuais.  Os limites de geração energética pressionam e limitam.

 

A cada dia a dependência aumenta e há medo nas fábricas , nos escritórios de que o serviço virtual tenha uma parada ou seja sequestrado e nada possa ser feito. A uniformização do fazer e do ver estão apresentando limites perigosos com consequências imprevisíveis. Como pior cenário, está a paralização de um país inteiro se os dois fios na tomada nacional não funcionarem.

 

Mas a uniformização apresenta também o perigo do conteúdo uniformizado e simplificado que condicione pessoas a pensar  superficialmente, formando um consenso coletivo pobre e manipulável.

 

A ameaça de uma superficialidade de conteúdo está presente e os meios de comunicação, atuando em imagens e sons, ajudam a aumentar o condicionamento, que vive da ansiedade de mentes mantidas em impaciência e intolerância. Nada de leitura, desenvolvimento do intelecto.  Pensar está ficando raro. Pensar com os ouvidos e com a língua é o comum .     

 

A modelagem para  chegarmos a uma população de autômatos está em curso. O país da oralidade simples e rápida. A realidade do burro  falante no país cada vez mais comezinho. Como falar em liberdade?

 

Se o complexo e o mais profundo vão  ficar na mão de poucos , quem estará mandando no pensar?  Uma pessoa, um grupo, uma organização só, um país, uma máquina? 

 

E mais para a frente. Quem assumirá o controle final? Quem vai  escolher e decidir desligar um país ou um continente ou o mundo? Ou quando um sistema poderá perder a proteção geral e ser atacado?

 

No geral, está se formando a manada de mulas eufóricas e falantes que possam  responder a um único estalo.

 

 Odilon Reinhardt 3.9.2026

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Atualidades

 







Atualidades.

 

 

O que sabemos da atualidade ,

senão só superficialidades?

Pensamos saber de toda a realidade. 

 

Será que interessam as informações

dos noticiários , das redes,

só para dizermos que estamos por dentro das situações?

 

Será que sabemos nos desvencilhar

de tanta  frugalidade ,

que em nada nos faz melhorar?

 

Em sendo a vida um fluxo,

tudo se desatualiza de um dia para o outro,

nosso esforço de estar atual não é um luxo?

 

Nos momentos sem TV e celular

como fica em casa, a vida,

e só esperamos o sinal voltar ?

 

Interessa mesmo saber

sobre acidentes, mortes, corrupção, operações,

e como as autoridades querem nada dizer?

 

Nunca seremos modernos nem atuais ,

com tanto orgulho e bagulho na mente,

vendo o ego nos dar seus comandos e sinais.

 

Urge uma nova programação pessoal,

 que preencha a mente

com eventos de elevada criação especial.

 

Reféns da agenda

que a TV , as redes e os outros nos dão,

somos e agimos como gado na fazenda. 

 

Inutilidades que nos assombram ,

futilidades que nos perturbam

notícias que nos derrubam. 

 

É necessário muito discernimento    

para assistir a tudo sem se indignar,

pois os assuntos escolhidos são de constrangimento.

 

De ponta de iceberg em ponta de iceberg em via normal

a incompletude se realiza

e a vida fica ligada no modo: albergue intelectual.  

 

 

 

Com o fracasso de um ponto de suma importância para o Pão e Circo,  os episódios da bola fracassaram e nenhuma das tentativas de fazer um herói nacional teve sucesso. Os heróis estão mortos ou velhos demais. A oportunidade mediática de distração geral foi curta. Serviu talvez para ter um efeito não intencional, resgatar as cores nacionais e a bandeira do país sem tendência política. Não era um resultado objetivado, mas pelo menos foi o que sobrou de mais valioso e necessário. 

 

 

Se ganhou ou não, 

 

 

o importante foi a união,

no país de todos

uma só aspiração. 

 

Amigos, famílias reunidas,

pessoas felizes, momento de pausa na rotina,

a qual mantem as pessoas desunidas.

 

Instante de festa,

todos numa mesma sintonia,

o Brasil ainda vive em grupo. Vamos nesta.

 

Correria para chegar no bar,

o grupo em qualquer casa, boa ansiedade,

a apreensão, euforia, histeria no comunicar. 

 

A cada gol uma consagração,

gritos, cornetas, sirenes, buzinas,

o povo tem sua celebração.

 

Alegria, Alegria!, bonito de ver ,

na vitória ou derrota, sobra a fé e esperança

no que vai acontecer.

 

Não é a visão do adulto racional

que vai estragar a festa. Pelo menos esta festa,

que a criançada e juventude merece como alegria geral.

 

Deixa a boa rolar,

inspira amor à Pátria,

o brasileiro sento o Brasil no perder ou no ganhar.

 

Viva a festa, os álbuns de figurinhas,

toda a expectativa, a comemoração.

Fora com tanto negativismo e críticas murrinhas.

 

Se ganhou ou perdeu

o pouco importa, valeu o durante,

valeu a festa, valeu!

 

Último reduto de igualdade,

no futebol, todos juntos na figura de torcedor,

no mais, um episódio de quase extinta realidade .

 

Aqui todo mundo é brasileiro.

Colocado de lado os acertos e erros políticos,

o que resta é algo bem maior: o Brasil brasileiro.

 

Mas como vai o Brasil que se quer brasileiro. Com a falha da bola furada, algum boi de piranha terá que se tornar atração, espero que não seja alguma doença extraordinariamente feita alarmante ou   mesmo algo incontrolável como o El Niño ou algum caso do mundo dos Pets, que são usados para manter as massas acuadas mediante dor, temor e distração hipnótica. Em qualquer caso, sempre pode-se escolher um bom e novo caso de corrupção em qualquer nível de Poder, isso nunca falha. E sempre a haverá a guerra do Rio de Janeiro, já quase folclórica de tão banalizada. Há muitas fontes de espetáculos hipnotizantes. A hipnose coletiva e individual está no centro da psicilogia de massa. 

Mas que boiada está passando que merece persistente e contínua distração? Grande ou pequena, deve ser mesmo inusitada, pois até o golpe financeiro recentemente maior ficou na névoa do desinteresse da mídia.

 

Sem dúvida, precisamos da imprensa verdadeira, para pelo menos podermos desconfiar de algo, caso contrário, boiadas irão passar de fazenda para fazenda sem nenhuma restrição por parte da mídia.

 

De qualquer modo a audiência ficará sempre na ponta do iceberg, pensando estar atualizada e saber de tudo. O que é filtrado e divulgado, se verdade ou mentira, atende algum interesse igualmente dúbio, pois o total da obra já mostrou quem é quem, mas nem isso importa tanto, já que após anos do mesmo ciclo, a mídia só tem assustado a população com extratos criminais, para poder invadir a casa do cidadão e sentar-se na sala de estar ou na cozinha sem ser convidada , ou fazer coceira na palma da mão, e assim, manter o que lhe sustenta , o sensacionalismo , que no Brasil brasileiro está ficando cada vez mais baixo e apelativo.

 

Casos criminais ainda causam indignação e mantém a audiência, talvez o último recurso antes até mesmo dos setores políticos e marqueteiros desligarem o noticiário e as redes sociais do seu dia a dia, porque grande parte da população já o está fazendo, nem que seja para procurar filmes retrô de 50-80 anos atrás para preencher o tempo e talvez ainda ver em algum episódio o Brasil brasileiro .

 

Odilon Reinhardt -3.8.2026