Pensadores ou seguidores.
Paira a ameaça.
No avanço tecnológico,
a cabeça do Bem e do Mal,
perto do lógico e do ilógico.
Meios e fundos milionários,
fazendo benefícios e
malefícios,
para a mente humana com
efeitos diários.
A magnífica democratização do
conhecimento,
a fácil comunicação
contrasta como o golpe, deep
fake em andamento.
Tem-se a imitação da realidade
como avanço e como sucesso
e fica escamoteada a verdade.
Nunca foi tão exigido
ter o correto discernimento
ao usar cada instrumento
oferecido.
Dependência gritante,
independência e liberdade
ficando no lugar distante.
O dia preenchido pela alheia
programação,
a agenda em ação e reação,
tão rápidas quanto o trânsito
na população.
A vida das pessoas, o mundo
dos negócios,
tudo regido pelo Wi-fi e o
celular,
como grandes sócios.
Propalada estabilidade;
a rede cai no sistema
e faz renascer a
instabilidade.
Um dia sem Provedor
e o mundo para,
a dependência tem aspecto
assustador.
De minuto para minuto,
o tudo vira nada,
tudo fica em valor diminuto.
Rotinas esvaziadas,
o nada invade,
pessoas adoidadas.
O mundo vivendo no modo: imitar,
copiar e colar, seguir.
Perigosas ligações,
paira a ameaça e não o
limitar?
O ser humano como seguidor,
manada indo ao matadouro
emocional,
deixando de ser pensador.
A trama nacional não tem fio
e leva o ser humano
a realidades que ele jamais
viu.
Fio inexistente
quando o cidadão o percebe
já perdeu até a mente.
O grande negócio é fazer
seguidores dementes,
modelando muitas desde a
infância
para garantir consumidores
doentes.
Manter as mentes cheias e
agitadas
para preenchê-las quando
desejar
com conteúdos de vidas
esvaziadas.
Não é essa a moderna
escravidão,
fazer a cabeça e a vida diária
geração por geração?
A
liberdade concedida à inovação dos instrumentos de comunicação é um avanço, mas
sempre está sujeita ao suo pelos malfeitores, que entre nós tem a porteira
aberta para influenciar, guiar, conduzir e fazer um exército de seguidores
cegos.
A Austrália ousou e tomou medidas apropriadas e se antecipou a sua metrópole o Império Britânico, o qual só agora acordou e segue a colônia.
Para os demais colonizados e fazendas de treinamento de marketing e ferinha de eletrônicos, todos ajoelham-se à necessidade de produzir, garantir a “economia” e gerar empregos a qualquer custo.
Há pouco questionamento quanto ao impacto na formação da infância, juventude e por que não a terceira idade?
O campo livre permanece livre para modelar mentes e justificar tudo como progresso e novos tempos sem olhar os resultados mediatos, imediatos e futuros. Há a selvageria psicológica com efeitos psíquicos múltiplos.
Parece que aqui, temos o costume de dar a chance a todo tipo de inovação, sem nos preocuparmos em antever consequências maléficas. Em nome da liberdade somos cediços a tudo e a porteira está sempre aberta. Talvez seja o “tirar vantagem“, enquanto dá. Quando deixaremos de dar voos de galinha ou de sermos elefantes de circo?
Muitos Estados brasileiros já se anteciparam até mesmo aos ingleses proibindo o celular nas escolas, onde os adolescentes passam a parte do dia. Já foi uma boa proteção. Agora o passo seguinte é a proibição, mas terá que afrontar os interesses internacionais da ferinha de eletrônicos.
Não será um passo inútil, pois visa patrioticamente a defender a integridade nacional dos jovens, as gerações do futuro, o que hoje muitos políticos nem chegam a considerar face suas prioridades serem voltadas a reunir dinheiro para a reeleição e patrimônio pessoal.
Já está ficando confirmado que não basta golpear, o interesse maior vem da má espiritualidade, ou seja: confundir, desinformar, desacreditar, separar, aterrorizar, perturbar geral. Quem sente prazer nisso?
Se investigado bem, nos promotores de tais episódios, há no fundo razões psíquicas para o ódio social, a raiva contra a sociedade, sementes do terrorismo em seu novo e mais amplo conceito.
Já não seriam muitos desses terroristas, as primeiras vítimas dos professores invisíveis que há décadas vem militando junto à infância e juventude com mensagens subliminares ou até diretamente?
O país virou uma casa de apostas, tudo é arriscado, pouca segurança em tudo. Se as novas gerações forem feitas nas tendências atuais, o futuro é que não terá segurança.
Se algo positivo existe nisso tudo, é que a cada golpe e mal uso dos meios informáticos, o sistema vai se aperfeiçoando e tornando mais difícil a implementação de ideias terrorista, o que afasta que se pense que a Era de descredibilidade, incerteza e insegurança, não terá fim. Isso decorre de algo bem simples e reiterado: o Mal só vence por um instante, embora sempre deixando consequências danosas.
Odilon
Reinhardt 3.7.26
