quinta-feira, 3 de maio de 2018

O Brasil que queremos....


  




                                       







 

                                         O Brasil que queremos, agora ainda não.    
                                          Para as gerações novas, só muito depois.




                               Do autóctone das matas ao astronauta, do ribeirinho ao imigrante refugiado  este é o Brasil em sua mistura populacional, onde há gente ainda vivendo o Brasil da monarquia, o da república de 1910 ou 1932, 1950 ou 1964 até os anos atuais, com pouca ou muito lenta evolução civilizatória e sempre perto da selvageria moral e física, da prática concreta do fisiologismo egoístico e do rude e tosco sobreviver.
Perdemos o imã do progresso e desconcertamos o pouco que tínhamos em termos de civilização. O país ficou demente com graves prejuízos para sua autonomia e independência. Entretanto, se houve avanço político-social, pode-se considerar que o país ficou forçosamente democrático, pelo menos em ímpetos de consumo, tendo grande parte da elite político–econômica revelado ser da pior espécie em Governo e em caráter ao ter elaborado e adotado um sistema egoístico para se perpetuar no Poder. Sem dúvida um bando refinado de subdesenvolvidos caloteiros oportunistas, ora financiando ora sugando, mas sempre usando o Governo. 
A falta de boa e ajustada Educação de qualidade para todos estagnou para ser a maior pedra no caminho da intenção de obter o progresso almejado pela Constituição. Com o objetivo de democratizar o ensino, desvalorizou-se o colégio público para que grupos privados se ocupassem da Educação ao seu modo e prazer lucrativo. Abandonou-se quem não podia pagar, a população. Perdeu-se precioso tempo de preparo da mão de obra e de pensadores para inserir o país no mundo progressista. Um erro estratégico colossal. Só igualado pelo controle de natalidade quando se tentava transformar o país em quartel, com orçamento apertado face o fechamento das relações com o mundo econômico.  
Ficamos assim como meio selvagens e meio esclarecidos, que diante de uma novidade qualquer não sabem, se a destroem ou a tornam um deus.  Ficamos discutindo ideias ultrapassadas sejam de direita sejam de esquerda enquanto o mundo evoluía e agora pode ser que oportunidades de mudança já tenham passado.  Direita, centro ou esquerda no Governo, qualquer que seja  dependerá de um só item: a receita tributária, vinda do “consumo”. Os números têm mostrado “saldo negativo” crônico e apontam para o dia do encontro final com a realidade da Economia.   Sem consumo, não há tributo, sem este, o Estado entra em perigo. Fracassamos no comércio exterior e nossa diplomacia ainda é preparada para transitar em castelos que não existem mais e vive nos tempos do Barão do Rio Branco, apesar de valorosos diplomatas e cônsules de talento, que resistem às pedras do caminho. O mundo mudou e nossa diplomacia é obrigada a seguir diretivas políticas ocasionais e vazias no tempo e no espaço.  
Teríamos atingido o “no turning point” num dolorido processo de atraso?  Para as gerações atuais e seguintes até 30 anos, sim. Só o bebê, que esteja nascendo hoje, poderá ver o futuro diferente, se receber adequada Educação, caso contrário nada mudará.
Sem Educação formal adequada, estaremos retardando qualquer processo de mudança estável e que signifique progresso. Apesar da aparente deterioração dos centros urbanos e a já agonia de seus cidadãos, o país dificilmente conhecerá avanço humano, mesmo que a idiossincrasia de sua população é sua maior fonte de compensação. Se o Norte vive uma realidade por alguns tempos, o Sul pode a desconhecer e vice–versa. Essa imensa diversidade apresenta-se também como garantia contra qualquer radicalismo de regime de esquerda ou direita. Nada vira caos suficiente para abalar o país como um todo, justamente por causa das diferenças regionais em cultura, população, política e economia popular. A miséria e as diferenças de realidade, até certo ponto, são garantia contra o caos uniforme e a radicalização.
Mas é bom não abusar deste aspecto, pois a latência da insatisfação individual pode a qualquer momento unir-se em ato coletivo, bastando o acendimento de um estopim gerado por motivo qualquer, como, por exemplo, o aumento de uma passagem de ônibus, o que provocou as manifestações ao início pacíficas em São Paulo, mas espalhando-se logo a seguir pelo país de modo violento, como que gritando a dor de toda uma população nacional, a qual, até então, curtia a insatisfação individualmente. O Brasil acordou ali mais uma vez. A população deu o recado democraticamente. E é assim, uma massa insatisfeita vai sempre reagir de acordo com sua qualidade de educação e meios.
Considerando que no Brasil dificilmente pais de família e trabalhadores têm se expostos em manifestações de rua mais agressivas, embora estejam original e massiçamente muito insatisfeitos, a demonstração de revolta tem ficado por conta de jovens e aí qualquer proposta meramente abstrata e libertária ganha a rua onde as “ideologias” se misturam confusamente em qualquer utopia ou fantasia sob o comando de lideranças com ou sem bandeira. Os atos diversificados acontecem sem que se explique claramente a motivação e sem que o ativista saiba mesmo o porquê de estar ali, mas toda a autoridade contestada e odiada no momento fica dirigida contra o mero policial militar ou soldado de exército, destacado para a missão local. O protesto acaba sendo resumido como briga de rua entre anônimos revoltados, por múltiplas razões disformes e individuais, e a polícia.  O resultado político é indeterminado até as eleições, dependendo só do prolongamento das manifestações e seu impacto para a produção e comércio.  No mais, a manifestação mesmo que mais séria e abrangente, foi só uma válvula de escape temporária, já que nenhum Governo eleito é deposto, no regime democrático, por demonstrações de rua. Esta é a grande vantagem de um país continental, mesmo assim é bom não se aproveitar de tal aspecto. A massa tem suas forças de boiada.       
Poderemos demorar pares de décadas para atingir os estágios de civilização mais evoluída, mas chegaremos lá. Para o arrepio das gerações atuais, não adianta lamentar nada, para elas nada mudará ainda, daí talvez o desespero atual de certas camadas da sociedade ao saber que estão barradas em possibilidade de mobilidade e ficarão estacionadas com a forte tendência de queda em face da idade e aposentadoria. O que está errado continuará errado, talvez com picos de agravamento, mas progressivamente com viés de mudança, mesmo porque uma sociedade tão diversa só será nivelada pela Educação formal adequada e de nível, uma que faça pensar, criticar e não uma que só ensine matérias básicas e prepare o indivíduo para a linha de produção. Uma que desenvolva o potencial das crianças e não sirva para formar só cegos seguidores. 
Mesmo o nivelamento das conquistas materiais em infraestrutura etc. demorará muitas décadas face à diversidade geográfica, embora tal nivelamento possa ser objeto de maiores avanços, dependendo do investimento feito e o interesse a ser atendido.  As diferenças regionais existem face setores que estão muito bem em algumas regiões com sucesso até internacional, o que não é visto em outros setores. É óbvio que mesmo nas regiões progressistas, o sucesso material não é acompanhado de sucesso na evolução humana, apesar de todos os esforços. O Rio de Janeiro é o exemplo mais grave. Progresso material sem reflexo na evolução humana é fantasia, ilusão de momento.  O nivelamento não é obtido porque o sistema continua errando ao não ver a parte humana do progresso. O país se deixa usar pelos interesses que não são públicos. Por que há favelas em volta das indústrias? Por que basta a instalação de uma fábrica em uma cidade, onde nunca houve indústria, e logo surgem favelas no entorno?   
O momento a que chegamos na evolução como povo, aqui existente em terra de colônia, é uma das muitas esquinas históricas que enfrentamos e vamos enfrentar. É um instante que exige reflexão e decisão precisa, atributos de difícil endereço aqui. Não sendo possível unificar ou mudar a cultura por uma canetada, não sendo possível mudar a cabeça do cidadão, tão diversamente distribuído pelas várias realidades do país, a reforma mais plausível, possível e factível é a mudança do modo de gestão da coisa pública, sua estrutura e seu modo de existir. Tal gestão parece ser caótica em alguns pontos, mas no geral é absurdamente cara e sem qualquer dúvida um dos centros de desperdício a serem tratados com atenção. Se nada for feito, um dia o elefante vai atolar.  
Até agora, na mão de um sistema arcaico, intencionalmente burocrático, arrogante e monárquico, “momesco” e vazio de espírito, com vários balcões de negócio e sinecuras preenchidas à custa dos impostos, pouco conseguimos além do enriquecimento dos próprios inquilinos de Palácios, todos compromissados com interesses de seus financiadores, enquanto, passo a passo, entramos num viés de aumento da selvageria nas relações pessoais, marcando momentos de desespero e horrendos exemplos de desamor ao Próximo, mas louvor ao umbigo e aos motivos e intenções egoísticas jamais vistas.
É o Brasil doente, onde as pessoas já desacreditam de tudo, pois a gestão tem se mostrado errada por décadas; os Governos tropeçam na incapacidade pessoal do gestor e na ineficiência do próprio sistema em continuidade; têm funcionado para si mesmo e muito a favor de seus ocupantes, todos movidos pela cultura de “agora eu vou me arrumar”, “ganhar sem muito trabalhar”, considerando o Tesouro como uma mina a desbravar ao seu bem querer e com a sempre presente sensação de que o mandato é um passaporte para o livre proceder, furtar para se garantir e porque não se perpetuar na fictícia sensação de pertencer à “nobreza”.
Já se configura mais ou menos o quadro de candidatos para 2018, os mesmos. Todos com seus esquemas, apoiadores e más intenções. Mudanças então, onde, quando, com quem, para quem?  O sistema que os rege é o mesmo.
E o que dizer dos sistemas de controle e fiscalização, que nunca barraram ou intimidaram a malandragem oficial. Companhias do Governo e economias mistas estaduais continuam gastando como se fossem extensão das secretarias de Estado ou Ministérios, o que catapulta o valor das tarifas e preços públicos sem que a população saiba que tudo poderia ser muito mais barato. Quantos milhões escorrem por esta raia, ainda considerada miúda, face os grandes escândalos já conhecidos a nível federal?  
Assim ainda conviveremos ainda com políticas desencontradas, com medidas que punem as consequências sem tratar da causa, com a falta de entrosamento entre órgãos públicos, marcadamente em função dos seus ocupantes, indicados por partidos políticos diferentes e peritos em interesses os mais variados possíveis, todos a minar a Administração. Perdidos nos tiroteios do Poder e brigas de corredor palaciano, os Governos têm recorrido a protelar estatísticas, esconder mudanças na realidade agravada, manipular mensagens em eterna preocupação com a imagem eleitoreira, adotar discursos cheios de sofismas, falsamente positivos, sempre apontando para medidas ou obras futuras, mas nunca mostrando medidas eficazes e concretas.  E mais, através de psicologia de massa, há frequente estímulo para que a população seja complacente com a mediocridade reinante no Governo; provoca o frequente desvio de atenção para problemas amplificados e doenças, cuja gravidade é largamente ampliada, fazendo com que o indivíduo sinta-se ameaçado quanto à liberdade de ainda estar vivo, vendo o Governo como o grande salvador ou valorizando mais seus problemas pessoais com o consequente abandono do coletivo. Mais ainda, fazer com que a culpa pelas mazelas da realidade recaia sobre o próprio indivíduo, fazendo-o sentir-se  culpado por não ter qualificação, não ter saúde, não ter conseguido nada. Mas os Governos sempre surgem com o “amanhã tudo será diferente e melhor, depois de passada a crise”. Os meios são plurais quando se trata de escamotear a realidade e preservar a imagem política. Vale o “se colar, colou”, ícone de uma geração que tem se enganado e vem mentindo para si mesma.  
Com anos e anos de políticos nos Governos, experimentando modos de gestão kamikaze, já está por demais claro, que o problema, em grande parte, está na gestão e no gestor. A desculpa mais frequente acaba sendo a falta de recursos, mas basta mudar a direção de um órgão e os recursos aparecem ou desaparecem de vez. E a população é levada a engolir tal desculpa.  A cada novo Governo, vemos que as iniciativas são pessoais; há pequenas melhorias, avanços na burocracia, barroca e grudenta; medidas óbvias que poderiam ter sido adotadas a qualquer tempo em Governos anteriores, mas por que não foram? Porque havia pessoas e seus interesses pessoais diretos e indiretos que seriam contrariados. Tudo é muito lento, quase cosmético e de impacto eleitoreiro e sem qualquer garantia de durabilidade. Quem pensa o Brasil de longo prazo? O Ministério do Planejamento, qual a sua transparência? Quem poderia participar da leitura de seus planos? Há planos diferentes dos planos para 4 anos do Governo do momento?  O desenvolvimento humano da Nação entra no planejamento ou este é feito só para obras?  Há planejamento? Qual sua orientação e parte mais acreditável?
Delfim Neto, na época de hiperinflação, 2% ao dia indo para 3%, disse para a imprensa, atordoando alguns ouvintes, que “a inflação é decisão política”. É o que podemos constatar em várias ocasiões. O perigo maior parece então ser a decisão de manipular a inflação por motivos eleitoreiros. Em ano eleitoral já vimos Governos criarem euforia econômica e fazerem o país crescer falsamente 7% no PIB; já vimos decisões de segurar tarifas públicas como luz ou segurar o preço dos combustíveis, fazer renúncia fiscal para aumentar o consumo e dar o ilusório cenário de fartura e prosperidade, e podemos estar diante de outras estratégias quanto ao juro e inflação para estimular a economia e para a mesma finalidade eleitoreira. Mas sempre temos descoberto, em dias de mais dor, que passado o ano das eleições, tudo volta ao que deve ser como resultado do verdadeiro passo da economia, onde 2 mais dois são quatro e não há outra verdade. 
O fato é que após tantas manobras e estratégias, passo a passo, estamos piorando os índices sociais com reflexos para a produção. As pessoas vão perdendo resquícios de humanidade e vão vendo a humanidade animal, o ego prevalecer. Estabelece-se aos poucos a cultura regida pelo utilitarismo, pragmatismo, individualismo vindos da linha de produção como única referência filosófica a seguir. Prevalece, então, o zero de refinamento, o zero de cultura geral, zero de sensibilidade por homens e mulheres, já quase nivelados em sua conduta rude, tosca e insensível. Cresce a prepotência pessoal e institucional, a inflexibilidade, a intolerância. Enfim, a mulher iguala-se socialmente ao homem, ambos são violentos e insensíveis.
Uma Nação é feita de todos e para todos e por todos. A vida deve se  desenvolver com liberdade e estímulo à responsabilização de todos pelos caminhos decididos democraticamente. Na Nação, fica-se em casa, com o sentimento de ser o construtor de algum pedaço. O cidadão deve ter e garantir a liberdade de qualquer um decidir sobre sua liberdade de decidir, ser o que decidir ser. Para a Nação é importante o ambiente de liberdade individual sadia que traga felicidade no modo do indivíduo viver e conviver. Se a Nação tratar o indivíduo como mera engrenagem da produção, não estará assegurando nada, além da criação de comportamentos secos e pragmáticos.  Se a Educação é dada no nível do mínimo necessário, que desenvolvimento será alcançado? Em 15, 20 anos muitos dos jovens de hoje estarão preparados para o mercado de trabalho em todas suas necessidades? Tais jovens ficarão contentes ao descobrir que perderam anos em atividades de mera subsistência ou distraídos por modinhas inventadas no mercado para lhes explorar economicamente e que não poderão adquirir tudo que o condicionamento consumista lhes colocou na cabeça como imaginário padrão de vida razoável?
Como um jovem de hoje e do futuro sente-se quando descobre que não poderá casar com sucesso, sustentar uma família e educar filhos e prosperar dentro do modelo imposto pela mídia? Quando este tempo chegar como será que esses jovens reagirão, sabendo que estão bloqueados talvez para sempre por terem sido usados? Não é desde já que, na condição de impetuosos e ansiosos, estão reagindo e aumentando a violência dia a dia?   É no Brasil desses jovens que os Governos e seus inescrupulosos políticos têm mexido, sem mostrar qualquer preocupação com o futuro, sempre no espírito de “quem pode, pode, quem não ....” .
Sem educação formal de qualidade, o esclarecimento, necessário para a participação e inclusão, fica prejudicado.  Darcy Ribeiro disse” a criança só tem 7 anos uma vez”. Ninguém escutou Darcy suficientemente. Em seus últimos dias de vida, disse que havia fracassado em várias tentativas na Educação, mas seu fracasso era sua vitória, pois não gostaria de viver no lugar de seus vencedores.
Não é selvageria furtar equipamentos escolares de escolas públicas, deixando um rastro de distribuição no local, que raiva é esta? Não é selvageria abandonar obras de escolas porque a propina já foi paga e o objetivo era esse mesmo? Não é selvageria roubar cabos de energia, deixando bairros inteiros sem luz? A casuística é enorme e repleta de casos inacreditáveis de absoluta inconsciência cívica. Que gente é esta?                 
A que tudo parece, o velho hábito de empurrar os problemas com a barriga, jogando tudo para a gestão seguinte montou esta realidade atual. Reformas são urgentes e impostergáveis, mas como o problema esbarra na cultura e no atraso em que estamos atolados, é a gestão do Governo que deve ser reformada. Tributos para pagar custeio e pessoal estão afogando o país. O elefante pede cada vez mais forração. A gestão dos Governos têm se preocupado principalmente em deixar o barco flutuando, de modo que as reformas econômicas são basicamente dirigidas para esta intenção. Infelizmente todas as receitas estão esgotadas e ninguém mais engole este angu de terra e caroço, caro, desumano. Está longe de ter gosto de feijão e não serve para dar a entender que comeu camarão. É socialmente intragável. 
Infelizmente, vã é a esperança para 2019 e anos seguintes. A única garantia é que haverá posses em janeiro, com cerimônias onde muitos cidadãos sentirão o que Rui Barbosa soube bem sintetizar no começo do século passado: “ de tanto ver triunfar as nulidade, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
E mais uma vez poderemos que o texto abaixo, escrito há muito tempo, é realidade mais uma vez. O texto deve ser lido, em primeira leitura, na ordem de cima para baixo e depois de baixo para cima: 

ANTES DA POSSE, o discurso tem sido sempre:
“Nosso partido cumpre o que promete.”
 Só os tolos podem crer
que não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é
A honestidade e a transparência são fundamentais para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguraremos sem dúvida que a justiça social será o alvo de nossa ação
.Apesar disso, há pessoas que imaginam que
 se possa continuar a governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
compreendam que,
somos a nova política.
DEPOIS DA POSSE
(Basta ler o mesmo texto acima, de baixo para cima.)


                       Para fazer com que tudo isto desapareça em 2018 e anos seguintes, é necessário discernimento, amor ao Próximo, amor à Pátria e à Nação. Um dia chegaremos lá, alguma geração do futuro verá isto e terá orgulho em responder: que país é este?  

Odilon Reinhardt.  3.5.2018





terça-feira, 3 de abril de 2018

Hora de repensar, sem parar.


 
                                             
 
                                                 
                                                         Hora de repensar, sem parar. 



O Brasil que resultou de pelo menos 1 século de gestão burocrática e corrupção mais agravada, negligência e tamponamento das verdades, não deu em nada seguro e estável para o cidadão de qualquer classe social. Não habilitou, e continua não habilitando, suas gerações para o futuro. Fica cada vez mais atolado no pântano do socialismo sem reservas monetárias, do capitalismo selvagem e do anarquismo ignorante, produzindo um híbrido ideológico, sem pé nem cabeça, inaproveitável e gerador de doenças físicas, mentais e econômicas, típico de qualquer colônia sem identidade e sempre de portas abertas para qualquer “ismo” que aqui deseje sugar algo, bastando “propinar” as pessoas certas.  
É necessário repensar, projetando-se para 20, 30 anos ou mais, um país que seja mais do que uma mera fazenda ou feirinha fácil de manipular e explorar. Urge investir em reformas de base: a humana, inteiramente coordenada por um sistema novo de Educação Pública. Sim, Educação, algo que nunca deu voto, algo cujos resultados nunca aparecem no curto prazo, algo que não  é palpável, mas cuja falta contribuiu para o estado atual da Nação, hoje um nada, se preparando para um futuro de nada válido e da qual se possa orgulhar.
Discursos meramente vazios, falsos, acompanhados de inauguração de escolas, onde não se ensina nada direito e que resulta numa tragédia anualmente revelada no Enem; nos índices de miséria e violência, já sem controle, com exemplos diários de selvageria e banditismo, lembrando filmes do oeste americano, onde cidades eram invadidas por quadrilhas para o roubo a banco e barbáries. 
As gerações, com pessoas na idade de 20 a 50 anos, hoje atuando no sistema produtivo, inevitavelmente, repetem a mesmice da pobreza intelectual, o vazio da rotina produtiva ineficiente e extravagante. Não evoluem em nada, só em meios de informática, que os ensina e favorece a continuar cometendo os mesmos erros, só que através do uso de meios mais ligeiros.
Terão que ser estimulados a repensar, se quiserem preparar o Brasil para as gerações que estão nascendo e que em 20 ou 30 anos substituirão as atuais gerações. Um país de iletrados, de semianalfabetos não conseguirá sobreviver, sendo assolado pela crescente violência, selvageria e barbárie, elementos que dão sinais que serão cada vez mais fortes à medida que jovens se tornam adultos sem emprego e sem meios para satisfazer as necessidades materiais que lhe são incutidas pela propaganda a fim de garantir o consumo e a tributação. 
A se continuar com a cópia de receitas passadas e repassadas como presentes pelas esteiras portuárias do colonialismo inglês, francês, alemão, chinês, japonês, americano, suíço, holandês etc. que aqui fazem o que querem, seremos ao longo do tempo uma Namíbia, um deserto esgotado e espoliado. Acabou o garbo do estrangeirismo das décadas de 40 e 50. Poderia ter dado certo se os bons exemplos vindos de fora tivessem sido seguidos ao Inês de copiar o negativo e o que não deu certo. Nenhuma chance de mudança, se não tivermos inteligência própria para mudar este cenário, selecionar as melhores ideais vindas do exterior, aprender, ao invés de sermos meramente explorados. As classes acadêmicas continuarão a imitar a intelectualidade de outros países e contribuirão a formatar profissionais que serão portadores para o ceio da população da mesmice dos erros do atraso, da falta de identidade, da falta de esclarecimento e pensamento que criam a pior escravidão, a intelectual.  São profissionais e técnicos, investidores e empresários, no setor público e privado, que usam modelos, conceitos e princípios importados ou não, copiados um dos outros e que acabam deteriorando o gerenciamento, a administração, gerando despesas excessivas, por vezes desnecessárias, gerando preços erroneamente fixados, sistemas de sistemas onerosos num campo fértil para trapaças e fraudes, falta em ética e erros de produção, sempre numa condição pré–falimentar, onde a salvação é não pagar impostos e contribuições. 
A população continuará a ser condicionada a consumir todo o lixo industrializado, colocada em caixas atraentes, satisfazendo os interesses do consumo de 5ª qualidade, mas robusto ao satisfazer a fome da receita tributária da gestão eleitoreira, mesmo que a conta da saúde cresça causando sustos em gestões posteriores.
Sem mudança de base, simples, mais investimento em Educação Pública com mais dedicação ao ser humano, continuará o país na mesma mentalidade pobre, vazia e atrasada, egoística, fisiológica, farsante, corrupta e violenta. Não é progresso nenhum ter carros dirigidos por verdadeiras cavalgaduras nem ter casas melhores habitadas por gente vazia, autoritária, inflexível. Não vale nada ter avenidas e estradas por onde passam os coitados, os negligentes, os brutos, os irresponsáveis e os corruptos de sangue.  São arremedos de cidadãos, que em todas as classes sociais, bastando serem contrariados, afrontados em seu ego, e assim na posição de insatisfeitos, reagem inapropriadamente com a incontrolável ira, colocando-os nas barras das consequências geradas ela falta de amor ao Próximo. Sistemas que jogam o Próximo contra o Próximo, diariamente, não dão certo.
É tudo violento, “é horrível, é uma mistura do Mal, com atraso e pitadas de psicopatia”. É bílis, é maldade, é sentimento mal mesmo. Isto vale para os mais simples e vulneráveis cidadãos em sua rotina até os mais elevados ocupantes da nobreza nacional em palácios tais, onde, com sua linguagem barroca, empolada, usam a camuflagem do carneiro, para esconder o ego alerta e irado, que existe em seu interior. Todos são vítimas de sistemas defasados, atrasados culturalmente.
Ninguém com consciência aguenta a violência diária nem o teatro de horrores, o fascismo de certas autoridades com seus discursos fingidos, cheios de repetidas mentiras sobre providências positivas de um mundo de sofismas. Horríveis são os protagonistas da baixa teatralidade que aparece na TV. Horrível ser caçado nas ruas, terrível a sensação de insegurança, que leva a cada um a impor-se uma prisão doméstica noturna, horrenda a troca de mentiras, tenebroso o desperdício de tempo, às custas do erário público, escabrosa a guerra civil , horrível Brasil.
Por hora, algumas reformas no sistema precisam ser feitas no campo humano, através da Educação do ser humano, cidadão, enquanto se continua com a montagem para a infraestrutura material necessária. Com uma receita tributária de 3 bilhões ao dia, quando se está à beira da depressão, não é crível que a Educação continue nos atuais estágios. Algo está errado nas prioridades escolhidas pelo Governo. Até mesmo obras significantes perdem o colorido, face à desconfiança popular. Se o Governo faz, seus feitos são ofuscados pelas notícias de propina e corrupção. Não há crédito dado a ninguém. 
Por falta de investimento em pessoas, nesta fase pré-eleitoral, já se antecipa a verdade, os candidatos são os mesmos. A quem escolher? Todos são frases do mesmo texto, letras das mesmas palavras. Prometerão o que o eleitor quer, mas não mostrarão como fazê-lo, porque sabem que mudanças sempre mexem com pessoas e grupos reacionários. Contudo, um necessário choque radical na gestão pública no campo dos gastos públicos e na gestão de recursos humanos, dando estímulos ao funcionário público para que ele se realize no cargo e abandone a condição de ficar esperando a aposentadoria. Quando e como isto será realidade?    
A insatisfação popular irá às urnas, mais uma vez sem alternativas novas de escolha. 2018 e tudo igual. E como seria diferente? Que plantação foi feita, que fundamentos foram instalados, que base foi preparada para mudanças de base destinadas a assegurar um futuro bom?  Nada.
Os eleitos serão os mesmos em cadeiras diferentes na mesma sala. Hábeis estrategistas em manobras, intrigas, boatos, “fake news”, guerras internas de corredores do Poder. Assim, continuarão a jogar o jogo político do atraso, em busca de apoio, prestígio e aceitação unânime, gastando os dias da Nação. Uma vez eleitos terão que respeitar os acordos de Poder, venderão cargos para ter apoio, liberarão verbas para conseguir aprovação, terão que respeitar cargos de preenchimento deste ou aquele partido, não poderão mexer no Judiciário e seus porões com medo de retaliações, seguirão na cartilha de manutenção do Poder sem nada mudar. Vão somente aprimorar o que já existe hoje, mesmo sabendo que vários modelos estatais estão esgotados. O que existe não funciona, só gera exclusão e insatisfação. Sabem de antemão que não poderão acabar com marajás sobreviventes, sinecuras e benefícios que só causam indignação.
O sistema montado é centralizador, fisiológico, egoístico, “empreguista”, nepotista e colonial; gosta de burocracia, medalhas, discursos pomposos e vazios e muitas regalias a custa do erário, vive da criação de dificuldades e da venda de facilidade. Esquecem que tudo na vida é um processo que nunca escapa das consequências, tendo começo, meio e fim. Nada sendo para sempre, um dia as consequências de atos irresponsáveis ao longo de várias gerações surgirão e começarão a danificar a realidade de modo perigoso e irreversível. Já não é o que está acontecendo?
Neste cenário de assegurada continuidade, onde falta a Educação Pública de qualidade é o pano de fundo, nada é imprevisível. Pelo contrário, tudo é bem previsível: burocracia, corrupção, abuso de poder, fisiologismo, desrespeito ao Próximo, autoritarismo, inflexibilidade, aumento da violência e da criminalidade, falta de crédito nas autoridades, no Governo e nas Instituições. Falta a alma verde e amarela .
Anos e anos de gerenciamento confuso da coisa pública, a brincadeira de direita e esquerda, resultou num “umbiguismo” sem pátria. A visão míope, egoística, mexeu no futuro das gerações numa contínua brincadeira de mau gosto.
Em 15 ou 20 anos, o Brasil estará totalmente na mão das gerações que hoje ingenuamente estão ainda brincando no celular, desperdiçando tempo de estudo com diversões inúteis, alienando-se constantemente da coisa pública e do interesse coletivo, afundando-se progressivamente nas entranhas do individualismo, do pragmatismo etc. Inevitavelmente o Brasil será delas. O que pegaram, aprenderam, copiaram das gerações atualmente no Poder? Bons exemplos? Será o Brasil delas e imporão seu modo de pensamento, cultura e modo de vida, certamente, um arremedo do que viram até agora. Isto porque nenhum sistema as estimulou a pensar além do próprio umbigo. Serão meras seguidoras e continuarão no mesmo formato.
Somente uma reforma da Educação Pública poderá dar novas coordenadas, princípios para reformas do ser humano neste canto do Universo. Não é nada que se poderá colher até o final de cada gestão, mas a longo prazo. Se continuar o sistema pragmático e utilitarista, preparando pessoas para a linha de produção, mulas de carga e cortadores de frango e carne, nada irá mudar na base da cidadania. Só com Português e Matemática não estaremos preparando ninguém para ser cidadão, pensar, criticar, participar e votar em candidatos de ideias e propostas boas. Estaremos só criando cegos seguidores do bumbo da mesmice e da manipulação de massas.
Reformas de fundo, descompromissadas com interesses que não sejam puramente patrióticos, devem ser pensadas e implantadas por pensadores. As reformas para aprimorar o Estado, seu modo de gestão, seu modo de receber projetos do setor privado, seu jeito de gerenciamento da coisa pública, seus recursos humanos, suas despesas e endividamento; as reformas do sistema econômico, seu sistema de fiscalização etc. são importantes, mas não são o centro das reformas necessárias para mudar cultura, estimular comportamentos produtivos do cidadão e pensar projetos e sistemas dentro do amor à Pátria com base no amor ao Próximo. Estas reformas é que são importantes e só poderão ocorrer com a reforma da Educação Pública, que inclua disciplinas que levem a aluno a aprender a pensar, questionar, criticar e lutar por um país melhor para ele mesmo.
A corrupção é uma doença que pode ser curada, mas é necessário deixar claro que a corrupção com propina não foi nem é a principal causa da crise econômica atual. Ficamos todos indignados, diariamente, sim, mas devemos lembrar que a União arrecada mais de 3 bilhões de tributos por dia e tal cifra está longe do montante até hoje apurado como volume de propina oriunda de corrupção pelas operações policiais e processos judiciais envolvidos. A corrupção importa quanto a sua causa, sua origem: 1- a mente de quem corrompe e de quem se deixa corromper. Por que corrompem e por que se deixam corromper? Que sistema econômico social e político leva à corrupção? E mais, salários abusivamente altos das autoridades e agentes públicos, pretensamente destinados a evitar a corrupção, provam que de modo algum evitam a transformação da função pública em balcão de negócios. Não é, portanto, com salários altos nem com a polícia e com processos judiciais que se cura a corrupção, mas com educação voltada a respeitar a Pátria, o cidadão e os objetivos do país, que estão na Constituição, patriotismo, e isto só pode ser dado ao aluno através de uma Educação Pública (inclusive a universitária) forte e séria. Assim, não se pode acreditar e deixar-se levar por conversa tendenciosa de que a corrupção com propina é por si só a responsável por crises econômicas, encobrindo erros de gestão, de estratégia econômica eleitoreira de qualquer governo, de cultura política etc. A doença é maior, é de cabeça, e o país está em um processo de doença mental há muito tempo, porque as pessoas estão doentes na mente; o ego as produz e conduz em seu pensamento, levando à depressão, drogas, suicídio, alienação e abandono, levando a violência em sua diversidade, levando à criminalidade crescente. Num dos maiores países cristãos, o Próximo tem medo, desconfia e odeia o Próximo.      
O Estado e toda sua estrutura tem que ser objeto do repensar para melhor, antes que as consequências sociais dentro das tendências atuais o engulam e o tornem inviável; antes que as novas gerações se habituem a desconsiderar o Estado e comecem a desrespeitar tudo, vivendo numa sociedade paralela e em desrespeito ao “establisment” e este tenha que ser protegido e respeitado somente mediante o uso de força policial e militar. Uma camuflada  desobediência civil pode estar saindo das sementes para se apresentar como mais um dos fruto da época.  É cego quem não vê esta necessidade e acredita na preservação do que temos hoje. O mundo mudou e os meios de comunicação, pelo celular, nos mudaram também. Não podemos preservar uma estrutura que usa sistemas arcaicos que não atendem à sociedade e só geram insatisfação.
Mudanças são necessárias e devem ser objeto de análise da população. É certo que é muito fácil criticar tendenciosamente e destruir do que construir. Mas a pergunta é a seguinte: qual a chance que o cidadão tem de propor e ver suas ideias aceitas? Nenhuma. Tantos têm sido os interesses da gente do Poder com seus financiadores e partidos, que o Governo não funciona para a população, mas para si mesmo, ou seja, para os interesses da gestão, guiada para objetivos de financiamento eleitoral e pagamento de dividas de campanha. Nada de interesse público e Nação, só umbigo, é a cultura estabelecida.
Qualquer um que proponha algo de interesse geral sabe que não terá sucesso, pois há tantas barreiras e tantas análises para verificar a viabilidade da proposta quanto aos interesses existentes, que mesmo que haja aparente boa vontade da gestão, a mesma nunca caminhará. Um verdadeiro muro de contrariedades de interesses pessoais e partidários impede qualquer proposta que não seja de interesse direto e tenha nascido dentro do próprio Governo. E mesmo que haja aceitação, tantas serão as emendas, para atender os  ajeitamentos políticos, que não guarda mais a ideia inicial.  Facilmente se cavalo era, virou camelo. E mais, para a aprovação final, tantos serão os esforços para garantir a votação que o sistema de “propinagem” será acionado oficialmente. É o sistema político, é a cultura existente, é o que temos. Portanto, não há motivação alguma de que a população participe a não ser das coisas para sua rua e bairro e mesmo assim, se for reduto da oposição, terá que esperar até a queda da situação, geralmente de 8 em 8 anos. 
O Governo é para o Governo eleito. Pode aparentar ser reformista, inovador, mas continuará a ter que pagar dívidas de campanha e atender a seus financiadores. Pode fazer teatro e fazer discursos usando palavras democráticas, mas continuará objetivando reunir dinheiro para a reeleição e massacrar a oposição. Pode dar de bonzinho, mas será autoritário e antidemocrático como qualquer um que seja contrariado em seu interesse privado, oficializado como interesse público. E usará a polícia e o exército para sua defesa como se fosse a própria Nação.
Após tantas décadas de negligência e falta de investimento sério em Educação, tornamo-nos um país da violência em cidades, grandes e pequenas, em vilarejos e zonas rurais, porque temos cidadãos toscos, na maioria fisiológicos, inflexíveis, insensíveis, pragmáticos, intolerantes, impacientes, antidemocráticos, orgulhosos, com baixo nível de esclarecimento e que não gostam de ser contrariados, dar a vez, ser cordial,  bastando que algum de seus interesses estejam em jogo etc. Como as autoridades e seus partidários, saídos de dentro do povo, poderiam ser diferentes?
Mas tal estado mental que fez do país um doente passional é resultado de um  processo que começou há longo tempo e vem se desenvolvendo como qualquer doença psicológica ou neurológica. Seus portadores não estão satisfeitos tampouco. Há um incomodo geral, uma instabilidade e uma insatisfação que atormenta a todos. Quais sistemas estão dando origem a tal modo de vida perturbador? Quais sistemas devem ser reformados?
Observe-se a vida no dia à dia, a dos bairros, das empresas, a da rua, nos esportes, na vizinhança, nos condomínios, na política miúda e graúda; exemplos de violência são banalizados a toda hora. Não se tolera pensar diferente, ser ou ter diferença. Mas somos também hipócritas porque somos “solidários” e cheios de direitos humanos quando a violência é nos outros, é em outra cidade. Escandalizamo-nos facilmente com notícias de violência na casa dos outros. Nossas autoridades de qualquer nível gostam de abuso de poder, “carteiraços”, prepotência econômica, social e política. São iguais ao povo, o cargo e o diploma não os isenta de o serem e reagem com explicita ou camuflada violência. É necessário voltar a termos políticos que sonhem não com a reeleição, mas com um Brasil de gente grande, qualificada, educada para um país de futuro.  
Dizia-se que brasileiro não é solidário nem na morte, talvez hoje, nada tenha mudado. Gostamos de holofote, de aparecer, dizendo coisas da platitude e de bancar Napoleão de hospício e general da banda, fazer cortesia com chapéu alheio, endossar causas gerais que não nos toquem de perto; aqui vale o ditado “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Gostamos de bravatear e tomar posição a favor de causas de longe e que não atingem diretamente nosso ego, interesse pessoal e medo de perder. 
As religiões tentam dar uma espiritualidade para todo este cenário horrível, mas têm que lidar com a falta do domínio das letras pelo povo e acabam criando derivativos perigosos como adoração, fanatismo e um perigoso "divisionismo" social, semente para mais violência e exclusão.  Um país onde o Próximo é visto como potencial inimigo, como vai dar certo? Deixaram o individualismo ir se instalando e agora os sinais e perspectivas para o futuro derivam do comportamento de pessoas cada vez mais frias, calculistas, insensíveis, egoísticas. Já se pode observar que as reações comportamentais são animalescas e o desentendimento é por coisas mínimas.
Em 2018, talvez uma das mais importantes eleições dos últimos 50 anos, cada um terá somente um voto. É o poder do cidadão. Cada um com sua consciência e inconsciência, com seu poder de avaliação e sua liberdade de escolha.  Que cada um exerça tal poder, mas terá que esperar mudanças de base para outra época, pois mudanças que realmente interessam à Nação dificilmente deixarão de ser aquelas que só interessam ao aprimoramento do que já existe e que sabidamente não têm dado resultado bom.  Direita ou esquerda no Poder, mas nem um passo para a frente no Brasil, se não houver Educação Pública de qualidade, voltada a formar pessoas pensantes, livres, patriotas, esclarecidas, menos egoísticas e menos violentas porque conscientes.   


Odilon Reinhardt.3.4.2018.
    
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