segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Atualidades

 







Atualidades.

 

 

O que sabemos da atualidade ,

senão só superficialidades?

Pensamos saber de toda a realidade. 

 

Será que interessam as informações

dos noticiários , das redes,

só para dizermos que estamos por dentro das situações?

 

Será que sabemos nos desvencilhar

de tanta  frugalidade ,

que em nada nos faz melhorar?

 

Em sendo a vida um fluxo,

tudo se desatualiza de um dia para o outro,

nosso esforço de estar atual não é um luxo?

 

Nos momentos sem TV e celular

como fica em casa, a vida,

e só esperamos o sinal voltar ?

 

Interessa mesmo saber

sobre acidentes, mortes, corrupção, operações,

e como as autoridades querem nada dizer?

 

Nunca seremos modernos nem atuais ,

com tanto orgulho e bagulho na mente,

vendo o ego nos dar seus comandos e sinais.

 

Urge uma nova programação pessoal,

 que preencha a mente

com eventos de elevada criação especial.

 

Reféns da agenda

que a TV , as redes e os outros nos dão,

somos e agimos como gado na fazenda. 

 

Inutilidades que nos assombram ,

futilidades que nos perturbam

notícias que nos derrubam. 

 

É necessário muito discernimento    

para assistir a tudo sem se indignar,

pois os assuntos escolhidos são de constrangimento.

 

De ponta de iceberg em ponta de iceberg em via normal

a incompletude se realiza

e a vida fica ligada no modo: albergue intelectual.  

 

 

 

Com o fracasso de um ponto de suma importância para o Pão e Circo,  os episódios da bola fracassaram e nenhuma das tentativas de fazer um herói nacional teve sucesso. Os heróis estão mortos ou velhos demais. A oportunidade mediática de distração geral foi curta. Serviu talvez para ter um efeito não intencional, resgatar as cores nacionais e a bandeira do país sem tendência política. Não era um resultado objetivado, mas pelo menos foi o que sobrou de mais valioso e necessário. 

 

 

Se ganhou ou não, 

 

 

o importante foi a união,

no país de todos

uma só aspiração. 

 

Amigos, famílias reunidas,

pessoas felizes, momento de pausa na rotina,

a qual mantem as pessoas desunidas.

 

Instante de festa,

todos numa mesma sintonia,

o Brasil ainda vive em grupo. Vamos nesta.

 

Correria para chegar no bar,

o grupo em qualquer casa, boa ansiedade,

a apreensão, euforia, histeria no comunicar. 

 

A cada gol uma consagração,

gritos, cornetas, sirenes, buzinas,

o povo tem sua celebração.

 

Alegria, Alegria!, bonito de ver ,

na vitória ou derrota, sobra a fé e esperança

no que vai acontecer.

 

Não é a visão do adulto racional

que vai estragar a festa. Pelo menos esta festa,

que a criançada e juventude merece como alegria geral.

 

Deixa a boa rolar,

inspira amor à Pátria,

o brasileiro sento o Brasil no perder ou no ganhar.

 

Viva a festa, os álbuns de figurinhas,

toda a expectativa, a comemoração.

Fora com tanto negativismo e críticas murrinhas.

 

Se ganhou ou perdeu

o pouco importa, valeu o durante,

valeu a festa, valeu!

 

Último reduto de igualdade,

no futebol, todos juntos na figura de torcedor,

no mais, um episódio de quase extinta realidade .

 

Aqui todo mundo é brasileiro.

Colocado de lado os acertos e erros políticos,

o que resta é algo bem maior: o Brasil brasileiro.

 

Mas como vai o Brasil que se quer brasileiro. Com a falha da bola furada, algum boi de piranha terá que se tornar atração, espero que não seja alguma doença extraordinariamente feita alarmante ou   mesmo algo incontrolável como o El Niño ou algum caso do mundo dos Pets, que são usados para manter as massas acuadas mediante dor, temor e distração hipnótica. Em qualquer caso, sempre pode-se escolher um bom e novo caso de corrupção em qualquer nível de Poder, isso nunca falha. E sempre a haverá a guerra do Rio de Janeiro, já quase folclórica de tão banalizada. Há muitas fontes de espetáculos hipnotizantes. A hipnose coletiva e individual está no centro da psicilogia de massa. 

Mas que boiada está passando que merece persistente e contínua distração? Grande ou pequena, deve ser mesmo inusitada, pois até o golpe financeiro recentemente maior ficou na névoa do desinteresse da mídia.

 

Sem dúvida, precisamos da imprensa verdadeira, para pelo menos podermos desconfiar de algo, caso contrário, boiadas irão passar de fazenda para fazenda sem nenhuma restrição por parte da mídia.

 

De qualquer modo a audiência ficará sempre na ponta do iceberg, pensando estar atualizada e saber de tudo. O que é filtrado e divulgado, se verdade ou mentira, atende algum interesse igualmente dúbio, pois o total da obra já mostrou quem é quem, mas nem isso importa tanto, já que após anos do mesmo ciclo, a mídia só tem assustado a população com extratos criminais, para poder invadir a casa do cidadão e sentar-se na sala de estar ou na cozinha sem ser convidada , ou fazer coceira na palma da mão, e assim, manter o que lhe sustenta , o sensacionalismo , que no Brasil brasileiro está ficando cada vez mais baixo e apelativo.

 

Casos criminais ainda causam indignação e mantém a audiência, talvez o último recurso antes até mesmo dos setores políticos e marqueteiros desligarem o noticiário e as redes sociais do seu dia a dia, porque grande parte da população já o está fazendo, nem que seja para procurar filmes retrô de 50-80 anos atrás para preencher o tempo e talvez ainda ver em algum episódio o Brasil brasileiro .

 

Odilon Reinhardt -3.8.2026

 


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