sexta-feira, 3 de julho de 2020

Depois e mais depois.

  







                                                       Depois e mais depois.  



Depois todos sairemos
para  o mundo outra vez;
como renascidos seremos?

Abraçaremos,
passearemos;
muito mais faremos?

O céu ,a terra , o sol
estarão onde sempre estiveram,
compondo o diário arrebol.

Um concerto, tons banalizados
a vida , uma sinfonia sem igual,
eventos, por muitos, nunca observados.

Principalmente por quem faz da vida
um frio corredor de tarefas diárias
e não sente o caminho que é só de ida.

Talvez, agora a vida com novo olhar ,
talvez mais consciência;
uma existência para refinar?

Sairemos todos pelas avenidas,
encontraremos amigos,
faremos outros e juntaremos vidas?

Depois não haverá barreiras,
não haverá amarras,
a vida mostrou agora suas fronteiras.

Quem não as viu, não as sentiu,não entendeu,
ainda prosseguirá cegamente,
quem o faz, agora enfim consolidou e percebeu.

E assim, se o humano continuar a temer o humano,
não só de ação e reação, mas agora de sua mera presença,
será uma adição a um  contínuo engano.

Deixaremos que saiam vitoriosos
o individualismo, o pragmatismo, o racionalismo
e os vários aspectos do egoísmo?

Uma antecipada ampliação
da realidade de alguns nichos humanos de sempre
e uma catastrófica visão?

Se o humano aceitar tal realidade,
muito irá mudar antes do futuro
e teremos a cada dia inédita verdade.

Ademais, sem um beijo, um abraço,
um aperto de mão, uma reunião,
como será a cortesia, o amor, a amizade, qualquer laço?

Só desconfiança, dúvida, medo,
angústia,  afastamento,
fazendo da vida um horrível arremedo?

Não! Temos que dizer não,
para não nos arrancarem o coração, a alma ,
para não nos jogarem no calabouço da solidão.

Teremos que reagir, não aceitar que ações
como acenar à distância, mandar beijos e abraços pelo ar,
seja a consagração das virtualização das relações.

Que a inteligência humana concentre-se
na ciência e traga uma vacina e um remédio
para o humano poder de realidades adversas safar-se.

Não é questão só de sobreviver ,
a Humanidade quer Luz, Paz, Amor em alto grau,
para poder existir com qualidade , viver, conviver.

Todavia , a História nos conta
de experiências passadas
e pouco diz de mudanças  de ponta. 
 
Foi a peste negra e seus efeitos,
depois a gripe espanhola ,
as grandes guerras e seus defeitos.

E a cada evento,
a Humanidade em quase nada melhorou,
a oportunidade pregou ao vento.

O sobrevivente sai sempre ainda mais orgulhoso,
cada um com sua justificativa,
e o ego causador resurge de cara nova e maldoso.

Durante as crises da Humanidade,
sempre há esperança e fé de melhora,
mas depois quase nada melhora na realidade.

O comércio e indústria comemoram novos aparelhos,
novos materiais,  novas coisas e tecnologia
e o mundo continua com seus moços e velhos.

Vale, portanto, o durante,
alguns poucos devem mudar,
já é o bastante.

O humano que tinha medo da ação e reação do outro,
em 2020 viu uma mudança,
agora passou a temer a presença do outro.

O outro visto como portador,
possível contaminador,
o outro é o animal  inimigo e predador.

Todos viramos párias,
intocáveis, indesejáveis,
em nossas lidas diárias. 

Nada de sincero aperto de mão ,
de beijos e abraço,
nada de coração.

Solidão, mais individualismo,
pobreza de espírito,
reforçado egoísmo.

E os maus justificam
que sobreviveram, porque foram maus,
os bons porque não cederam.

Os ricos porque tinham dinheiro,
os pobres porque tiveram fé,
os poderosos porque o poder foi certeiro.

Cada um com sua razão de andar,
acreditando no seu modo de vencer,
nenhum reconhece que deve mudar.

É assim e assim será,
o humano é hipnotizado e fica cego,
“Luz, Paz , Amor” só com muito mais dor virá.

Mudanças coletivas irão demorar,
Todavia, o indivíduo não pode desistir,
deve a manada contrariar.

Esta crise de Vírus faz a reflexão ser mais intensa;
quem pode expande seus momentos
para as profundezas que tornem a vida menos tensa.

Variam os assuntos do pensar,
cada pessoa sabe de suas prioridades
que resultam de seu observar, sentir  e questionar.

Uns pensam em suas coisas, seus objetos, no perder;
em projetos do ter e do fazer;
ainda outros na existência humana e na vida do conviver.

Odilon Reinhardt.  



O “depois” já tem se mostrado à medida que outras partes do mundo vão se livrando parcialmente da pandemia. Mesmo assim, há no ar a pergunta de como será o “depois”. O depois material e o depois humano? O depois dos negócios e o depois das gentes? Primeiro as coisas e depois os humanos? Depois em que local, no mundo como um todo, com a globalização de resultados, na família, na cidade? Ora, todas estas respostas já estão sendo respondidas no imenso caleidoscópio da vida mundial e, a grosso modo,  já se alinham com os exemplos históricos onde verificou-se que o depois só tem efeitos visíveis no material, pois a manada humana que já segue e seguirá tal e qual, continua pegando-se, apegando-se  e agrupando-se pelo material e sempre elegendo o egoísmo como mestre.  
Várias epidemias e pandemias passaram pela História da Humanidade, deixando milhares de mortos e pouco mudou para melhor. Novos costumes, novos usos por enquanto, de modo que as necessidades materiais são fortes e condicionam a vida, que deve prosseguir. O certo que esta pandemia de 2020 já vem mostrando desinformação, informação apressada, politização, briga de Poder, de Mercado, medo de um ou outro país ter recuperação antes e tomar vantagens no mercado, em suma, o pragmatismo e o egoísmo obstruindo a reação conjunta e unida para combater um inimigo invisível e inteligente; muita manipulação, sofismas, corrupção e desmando; a ação dos urubus da sociedade, aproveitadores, o jogo de números e previsões tentando condicionar opiniões e mercados, o medo de fatal depressão econômica.  Em tudo, há preocupação com o dinheiro, as coisas, o comércio, indústria e o reflexo sobre as pessoas, não como cidadãos, mas como consumidor.
O consumidor que era só um número na multidão, dado estatístico, classificado de vários modos, sem cara, agora torna-se o centro da atenção e voltará a ser considerado como humano, com coração, sentimento e idade. Enfim, o consumidor como centro continuará comprando como antes?
Agora, o suplício da Indústria. Todo o aparelhamento de marketing, habituado a criar e manipular mentalidades para comprar, deverá se esforçar para convencer o consumidor a comprar. O consumidor pode destruir tudo com um só ato: não comprar. Durante a crise, se muitos estão criando e/ou represando  necessidades, outros podem já estar redefinido hábitos e planos futuros em função da idade e do tempo de vida ainda restante; outros tantos ainda podem ter deixado de existir, perdido tudo, falido, criado dívidas enormes ou estar perdendo o poder aquisitivo. O consumidor está em crise e arrasta todo o mercado e suas ações.
Como o maior poder aquisitivo está concentrado no bolso de pessoas acima de 40 anos e idosos já se pode antecipar aquela hipotética realidade de um  Brasil de idosos em 2050, sem muitas necessidades e que certamente deixarão de consumir muito. Haverá um Japão no centro de cada sociedade, isto é, cheio de poupadores antigos e pessoas que quase nada compram. Algo positivo começará, se os idosos começarem a gastar tudo e se desfazer bens ou mesmo favorecer a família e seus indivíduos, antecipando herança, distribuindo o que têm, mas contra isto milita a insegurança da terceira idade, o egoísmo, o apego. Difícil que pessoas habituadas a acumular a vida inteira façam isto. Quanto ao jovem, já havia a tendência de não acumulação, de não se sacrificar por nada, de não se entregar a nada definitivo, de ganhar e gastar para o momento, isto dentro de uma mentalidade de descompromisso, desapego e até desalento em virtude de incertezas pessoais e coletivas quanto à durabilidade das relações pessoais, a obsolescência de tudo, a transitoriedade da vida bem como a constatação de que há impossibilidade de vencer as dificuldades econômicas e existenciais em um país marcado por pobrezas que não são só materiais. Seja lá como for, a crise no consumo virá e a pandemia poderá turbinar as tendências que vinham caminhando bem como a realidade da economia em um país de idosos, quer por falta de dinheiro, quer por apego e vício de acumular ou pela simples falta de necessidade ou vontade de  comprar. Ademais, há outro tipo de consumidor, extraído de um nível de pessoas já mais conscientes ou que estavam em processo de crescimento interno na sua evolução espiritual, a qual, com o isolamento e afastamento social, tornou-se menos materialista e afastou-se de muitos atos de consumo, inclusive alimentícios, porque consolidou de vez seu entendimento de mundo, vida e existência diante das fases da vida que ainda têm pela frente, tudo em ato de redução de consumo.
Enquanto estas e tantas outras camadas de consumidores são redefinidas em essência, o consumidor subsistente será aquele da grande maioria subempregada, desempregada, autônoma, de pequenos salários ou salário nenhum; está será a saída de curto prazo sem dar garantias de que será suficiente para a economia e geração de empregos. 
A questão é diversificada e pressionará o marketing, as campanhas publicitárias, os jogos de crédito e parcelamentos maiores. Que tal oferecer carro em 1000 vezes, leite em 12 vezes, carne em 5 vezes, talvez dê certo? Mas como estarão os consumidores?
Muitos perderam renda, emprego, parentes, imóveis, suas pequenas e médias empresas, quais os reflexos disto em termos humanos? Alguém se preocupa?  A pobreza material junta-se à espiritual, ao vazio intelectual já largamente instalado em todas as classes sociais.
A pobreza e o analfabetismo costumam fazer prato cheio contra o capitalismo e abrem porta para variações ideológicas que sempre propõem o sonho mentiroso, enganador, manipulador fascista. Conforme o que for se formando, pode surgir o momento propício para o domínio do discurso dos líderes negativos, mestres invisíveis e campanhas subliminares que têm pregado as novas gerações, falsos, senão obtusos ideais. Há muitas décadas já se tem observado mensagens que estão formando um caldo de contestação através de coisas aparentemente simples como se pode exemplificar aqui com o uso de uma camiseta dizendo ” Kill your masters” ; o mesmo se pode dizer de músicas e obras de cinema que louvam o fim do capitalismo, sem nada propor por meios democráticos. São inúmeras as peças de um quadro que vai incitando o espírito de contestação, destruição, desmoralização das instituições, violência, quebradeira rebelde etc.
E tal praga vem sempre na mão da promessa fantasiosa de mudanças súbitas e não das mudanças feitas com debates e questionamentos que contribuam para a melhoria dos defeitos atuais e que precisam ser corrigidos democraticamente.
No contexto de luta e contestação libertária, espalha-se a praga da rebeldia imatura de algum grupo sonhador e de lunáticos que usam inocentes e pessoas combalidas por efeitos do momento; é já sabido que uma vez no Poder, tais grupos cedem fácil à tentação de seus líderes, que a título de pregarem coerência com suas loucas ideias, instalam a centralização, o patrulhamento ideológico, o controle dos indivíduos, a supressão da liberdade pela uniformização de vontades da pessoa, o esvaziamento de qualquer manifestação de ideais divergentes e afinal o encarceramento no local de trabalho que o regime julgar apropriado para a grande fábrica, o país, onde a escravatura é a normalidade e poucos privilegiados tem acesso às festas da “diretoria” e seus asseclas, cuja euforia é ouvida de longe pelos milhões de crédulos, prisioneiros, desterrados e banidos.
Quem defende tal futuro e tal peste, ou não conhece a História ou sonha em seu um dos chefes. Nenhuma forma, por mais desvirtuada de capitalismo sem democracia que possa existir, é pior do que qualquer outro regime que a História já sepultou no cemitério dos eventos fracassados, que sempre fizeram das pessoas suas escravas, sem que estas percebessem suas algemas intelectuais, ficando os efeitos mais sensíveis para a classe média, esta com algum esclarecimento, todavia facilmente modelada e desejosa de se adequar e lutar para ocupar cargos de Poder.
O “depois” desta pandemia poderá na infeliz hipótese acima, trazer miséria política, social e econômica ainda maior e poderá neste sentido expor o país aos aproveitadores de ocasião, aqueles líderes e senhores de soluções únicas para trazer paz e tranquilidade. Resurgirão os sofistas, os retóricos enganadores, que sempre menosprezam a força da democracia, o poder criador e construtivo do debate contínuo como via para soluções.
Diante de tanto analfabetismo e despreparo para participar e o paternalismo com que a população vem sendo tratada há séculos, não será a nossa quieta população aqui que promoverá uma súbita revolução, porque nenhuma  acontecerá por meios não democráticos. O que acontece e acontecerá é o surgimento de oportunidades em que líderes fantasiosos e oportunistas  apresentem-se como  portadores de cartas de salvação. São os direitos assegurados pela democracia que lhes dá o direito de surgir, falar, pregar e prometer, todavia, se tiverem sucesso nas urnas, serão os primeiros a acabar com tais direitos, pois logo pisaram no povo e nos seus adversários como forma de manterem o Poder. A História é rica em exemplos destas óperas de mal gosto e tragicomédias. Todavia, ninguém vence a persistência e força da democracia e as instituições democráticas. O sucesso de eventuais grupos ou líderes aventureiros de ocasião, que possam vir a surgir no “depois”, perfaz uma hipótese que se espera seja remota e não pesteie novamente a História. Virão mas serão derrotados.
No entanto, no quadro de empobrecimento, a pandemia no Brasil está deixando vir à tona verdades, realidades que vinham se formando, tendências novas e revela que a União e todo o aparato centralizador precisa ser redefinido, deixando claro que os Estados e Municípios precisam de mais autonomia e recursos (mas como crer que as verbas não serão objeto de corrupção); que a União usa a libertação de verbas de acordo com seu interesse político e preservação de poder político aumentando a mendicância e encilhamento; que o pacto federativo precisa ser revisto; que a Constituição está defasada; que o Poder Municipal e Estadual é que estão junto à população e a acolhem, que o Município é o que interessa; que o semianalfabetismo é um empecilho ao progresso; que a Educação tem que ser prioridade embora não garanta votos imediatos, tendo dificultado muito o combate ao vírus e demonstrado por parte da população indisciplinada, rápida banalização e desobediência civil; que os meios de comunicação desempenham força relevante no controle das massas através de divulgação de medidas de psicologia de massa, manipulando a opinião pública como desejar, ora usando bois de piranha, distrações espúrias, factoides e promessas de falsa esperança ao transmitirem falas de autoridades, órgãos públicos e as de seu próprio interesse; que a falta, demora ou desinteresse no ajuste quanto às medidas uniformes entre os três níveis do Executivo revelam incompetência, falta de planejamento e liderança inteligente;  que a politização de qualquer questão é comum e meio usado entre os políticos diante do não saber o que fazer e o constatar que a carreira está fazendo água; que a ansiedade coletiva já se instalou entre a população como sistema de vida a caminho de depressão e outros problemas sociais e mentais reduzindo ainda mais a qualidade de vida; que nossa economia está capenga e defasada em termos de diversificação e qualidade etc., etc. São todas questões que devem ser resolvidas pela Democracia.
Se e quando forem sendo sanadas estas questões, tudo será tido como evolução e um passo à frente, no entanto, o processo democrático exige paciência, diálogo, argumentos e tempo, por isso mesmo, provoca grupos mais inflexíveis, radicais, donos da sabedoria, que tentam achar soluções únicas , refletindo sua pretensão de donos da verdade e sempre se aproveitam do momento de penúria e carestia, em que o povo ansioso exige soluções rápidas para problemas que vieram se formando há décadas.
Ademais diante do modelo de liderança que sempre esteve presente no país, onde políticos geralmente tem comportamento pessoal autoritário e de professor de Deus, há o entendimento de que possibilitar diálogo, debate, confronto de ideias é visto como sinal de quem não sabe governar ou, mais comumente, como resistência, oposição e perda de tempo. O método mais aceito é de imposição de decisões, falar alto, mostrar força e se possível grosseria, inflexibilidade, “pulso forte” e até ameaça. Mostrar-se líder autoritário agrada as massas e lhes dá garantia, todavia, nunca deu certo.
E a presença sempre constante de tais líderes, com vários exemplos na História de várias décadas, têm levado a questionar se entre nós existe realmente esquerda, direita, centro, ou só há um partido, o pessoal de cada político, defendendo a qualquer preço e causa o acesso ou manutenção do Poder para fins pessoais, nestes, incluindo certamente o do grupo que o financia. Muitas vezes observa-se que a Pátria e os elementos constitutivos da Nação não recebem a mesma prioridade, pois esta é facilmente subjulgada pelos interesses fisiológicos de vaidade, prestígio e a intenção de enricar, eleger-se, garantir a reeleição e sua perpetuidade no Poder. O que vale mesmo são os negócios pessoais, camuflados e oficializados como interesse público do momento; e assim, prosseguimos, tal e qual como antes, durante e depois, mesmo que haja por algum tempo danos econômicos radicais; que as pessoas mudem o comportamento  de consumo, mas não sua personalidade e egoísmo; que a política continue no mesmo caminho do seu próprio descaminho. Afinal, para os aproveitadores toda crise cria novas oportunidades, novos negócios. Aqui é onde acontecem as coisas; é terra dos “vivos e expertos”.  Em acréscimo, aqui, apesar de a Educação ser um problema nacional determinante, ocorrem pagamentos de construções de escolas sem que nada ou pouco tenha sido construído; alguém quer fazer seu caixa com compras durante a crise de Pandemia, mesmo sabendo que a compra é superfaturada ou o objeto não serve nem funciona, mesmo conhecendo o fato que há pessoas morrendo aos montões. Tal desrespeito é a despreocupação com o todo, dando crédito para a tese de que a corrupção está no sangue desde o tempo das caravelas. É o país onde se fabrica remédio falsificado, adultera-se o leite das crianças, desvia-se merenda escolar, rouba-se fiação de luz de estações de tratamento de água, de hospitais e escolas etc. Muitas vezes os políticos responsáveis por crimes milionários contra a pátria e contra as novas gerações saem ilesos, sendo que só os ditos “bagrinhos” sofrem revés mais sério. Então, não é uma maravilha? E a vida continuará tal e qual, tudo legal, e se for ilegal, é uma questão normal. A repetição de casos de impunidade degrada tudo à banalidade cotidiana. Tudo imexível. Quem desejar mudar esta cultura rapidamente acaba sendo sempre expurgado e desmoralizado, pois ninguém dos grandes esquemas quer perder. Está ficando cada vez mais difícil aguentar o Brasil neste negativo.
Na verdade, falta a este país o resgate de um imã de progresso sólido, justo e honesto, que leve os jovens e as pessoas a algo positivo, à prosperidade, a qual aqui parece ser considerada pecado. A continuar esta falta de modelos de progresso pessoal e coletivo, vamos viver os resultados desta contínua desconstrução, contestação a qualquer modelo, sem nada ter para substituição.  Seremos o país onde tudo “desacontece”, e as novas gerações, usadas nesta miragem, sofrerão cruéis consequências, hoje ainda camufladas em sinais espalhados. Estas novas gerações, hoje, estão sendo cegadas e tornadas objeto de manipulação e serão abusadas no futuro incerto de cada dia. Aqui, enfim, os mestres invisíveis e também os visíveis estão fazendo tudo para que nada dê certo em termos de progresso honesto.
Nenhum sistema de gestão pública que não impulsione o cidadão a estudar, crescer pelo trabalho honesto é válido em termos de bom futuro. O analfabetismo ou semianalfabetismo é o maior entrave para a democracia   e inclusão social. Nas últimas décadas pouco temos visto que tenha sido feito para mudar o rumo de um destino fadado a não ser bom. Gerações estão passando e sem modelos inteligentes, as mesmas estão sendo condenadas a repetir atitudes ruins, sem ou com pouco progresso intelectual, tudo porque não há um imã modelar, somente uma contestação continuada sem nada para   propor.
Nenhum indício de mudança está em curso, talvez a pandemia, pelo menos para 2020, tenha rebaixado ainda mais a qualidade do ensino com este forçado uso de aulas pelo computador, com resultados bastante questionáveis.
A realidade que vem sendo construída nos últimos 50 anos pouco mudará se nada for feito democraticamente  As consequências já estão por aí em vários lugares do mercado de trabalho num processo de começo, meio e fim. Portanto, para o “depois”, se materialmente considerado, já se antecipam danos e prejuízos para um mundo que foi pego na euforia de um progresso não sustentável; no campo humano, nada mudará de essencial, continuará este vazio e o egoísmo predador; o fim do processo irá acontecendo para ser concluído em algum tempo do futuro com o estrangulamento da competência para fazer frente às necessidades do mundo e o suplício existências das gerações.
Quanto ao mundo de hoje, por algum tempo, haverá medo, receio e a tensão entre economias, a falta de sincronia entre países recuperados e a recuperar, endividamento, nacionalismo, xenofobia, segregação, dúvidas quanto à globalização, revezes contra a China, incentivo à industrialização nacional e independência desta quanto a importações, etc., mas pouca mudança para o ser humano, que continuará na sua tendência egoística.  E doravante haverá suspeita de o vírus voltar como Covid-21-22 ou já sob cápsula de algo mais danoso e mortal, pois é inteligente, mutável  e persistente  em sua intenção de eliminar humanos.  Todavia, é desafio para a ciência e mais cedo ou mais tarde será vencido na luta de vida ou morte. O “depois” e sua qualidade dependem só de um fator: o humano, vindo dos seres que se aperfeiçoarem como humanos.  Na falta de soluções, só se pode dizer que o vírus que mata o humano não é menos terrível do que a falta de boa Educação formal, que aleija a mente e deixa muitos vivos e expostos aos mestres invisíveis e visíveis da manipulação.

Odilon Reinhardt -3.7.20
  

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Guerra do invisível. O exterminador do futuro pode estar entre nós e não é só o vírus.












                                               Guerra do Invisível.
                  O exterminador do futuro pode estar entre nós e não é só o vírus.



                              The Stars of the Banner will prevail.


My beloved America,
I have known you for so many years.
You always will be that America.

Born from the brave,
from hard work to be the New World
where freedom and future all must have.

The spirit of pilgrims , that of mccoy of the hills
together with the great names of a proud Heritage
meet now to pray and renew the Will.

America will reborn,
but must now stand and endure
to show to the World again why it was born.

Yes, after this ordeal,  time will show
the real value of this land
and the people  once more how.

Hard fight ,
invisible Evil,
still killing day and night.

The one thing who caused this
will repent , for here
 the land of the Good has never been this. 

The sound of victory
is coming slowly ,
soon will show glory.

No dead will return,
but every one of them will be part
of the parade of victory in the first turn.

All survivors will have tasks
to reshape America
and clean it from the time of masks. 

New generations will be born.
All this will soon be past
and History will register this painful thorn.

But as always
new facts will make the present
and that will be in shining brand new days.

Keep on going,
optimistic, positive, sound,
a stronger America is coming.

Odilon Reinhardt.


No aguardo, a vida continua e é de se observar que pertence mesmo à mediocridade do ser humano, quando querendo subir, ter sucesso, agir egoisticamente e tomar atitudes para bombardear quem está a sua frente, ou pior, justificar seu estado de atraso e fracasso, no sucesso e atos de poder de seu imaginário ofensor ou opressor. Isto corre no popular, no crítico , em qualquer um.
Em sendo um país a expansão de um organismo individual, fato já conhecido pelos pensadores gregos, o ego de um país age exatamente como o de uma pessoa; comete os mesmos erros durante sua experiência histórica. Assim, é do “olhar baixo” seguir, exaltar e ao mesmo tempo: maldizer o “olhar soberano” de quem vence na vida, quando não, fazendo-se de vítima;  desejar um dia  receber sua piedade e vê-lo, em quimera, um dia, igualar-se ao seu nível de comportamento físico e moral, obliterando diferenças profundas de origem, evolução cultural, social e econômica, baseadas em princípios de liberdade. Com tais esperançosas atitudes, deseja que o mais evoluído o entenda e agrade e um dia venha ao seu nível para sentir a mesma dor de oprimido, após algum caos e insucesso, como se tais atitudes o fizessem sentir-se igual  devido ao pretenso e imaginário rebaixamento do outro. Entre países, os egos conflitam e guerreiam com se duas pessoas fossem e a mediocridade é a esperança do fracassado, que a tudo e todos culpa pelos seus insucessos.   
Isto é típico do país em desvantagem, frustrado nas oportunidades que por si só perdeu para investir em sua própria identidade e valores próprios. Tendo permanecido na indefinição quanto a modelos a estabelecer ou seguir, perdeu tempo e vê agora os resultados de seus devaneios e se perde no jogo econômico e político dos interesses diversos de grupos e indivíduos de momento, obrigando-se a se entregar aos roteiros impostos e modelos que pega do exterior que nem mesmo sabe customizar a contento, criando uma idiossincracia do absurdo e do desesperado que não pensa mais por conta própria.
Seja lá como for, se for certa esta análise, quem continua cedendo  seu presente  a modelos selecionados e copiados sem cuidado e a projetos sem qualquer intenção a não ser interesses econômicos pessoais passageiros, deveria ter um compromisso pelo menos ético e moral com as novas gerações e com a Nação.  
Lendo o pano de fundo do teatro diário, observa-se que há algo  fundamentalmente errado. É tempo de repensar a política, a vida e os rumos a seguir, definir o que se pretende como Nação. É tempo de investir em objetivos dignos de educação e criar estímulos motivacionais de sucesso para pessoas e empresas. A saúde nos pegou por primeiro, atacou o centro da economia, debilitou o tesouro. A Educação revelou-se na sua realidade de fracasso total. A segurança é o mau reflexo da crise das duas, uma tragédia diária.  
Com a crise mundial do Corona vírus- 2019, muito foi revelado, principalmente a qualidade de nossa democracia e de seus políticos com seu nível de mentiras, hipocrisia e comportamentos umbilicais, tudo ficou escancarado. Agora vão surgir novos tempos e será necessário se readaptar para prosseguir? Sem educação, a saúde e segurança entram em pane permanente, vindo a ser sumidouro de dinheiro e fonte de corrupção. A quem interessa isto? Se interessava por motivos de negócio meramente pessoal, agora tal interesse é no mínimo antipatriótico.
Um dia no passado, quisemos seguir o “American Way of Life”, mas tendências outras da época minaram tal pretensão e ficamos no desvio dos jogos políticos ideológicos e do mero fisiologismo pessoal desde então; nisto ficou a vida e qualquer modelo, para ela pretendido, prejudicado pela política e pela vultuosa corrupção. O país perdeu a chance de ter boa trilha. Perdeu-se na falta de investimento em Educação, como linha básica para mudar o comportamento com qualidade e liberdade de quem quer progredir e ter sucesso. Face às permanentes dificuldades econômicas, nos tornamos o país onde a moral, a ética e a virtude cederam para a má-fé, o ganha-ganha do umbigo e o simples golpismo de operações diárias, de projetos de ocasião oportunista e que visam o umbigo de quem os implanta, certamente visando a corrupção, uma doença de sangue.   
O “American Way of Life” como modelo hoje sofreu suas mutações no tempo  também por forças internas na própria América, mas ainda continua sendo um bom modelo. Embora em muitos países tenha deixado de ser adotado, porque as bases econômicas de sua adoção foram sabotadas por disputas de ideologia que conduziram populações à progressiva e decadente pobreza intelectual, é um bom e honesto modelo que se pode seguir como imã de progresso. Ademais, o que deseja um cidadão além de uma família, casa, carro , móveis e alimentação digna num país de Educação forte onde se possa progredir nos negócios honesta e pessoalmente, com saúde e segurança ?
Boas práticas e modelos de progresso pessoal e coletivo ainda continuam sendo expostos e todos vem da América como referência. Todavia, contra tais modelos persistem as ideologias contrárias que gostam da pobreza, do povo eleitor cativo, da falta de esclarecimento e condições de sucesso material, da persistente visão de que ser rico é ruim e ter lucro é pecado. De tal luta, na maioria do tempo pouco visível, nos aproximamos de condições para permanecer como cão vira-lata e estamos cada vez mais degradados e candidatos a ter o indesejável, o modelo daninho  da mediocridade,  da falta de liberdade coletiva e individual, próprias de regimes de controle do ser, do ter, do fazer, do pensar e do existir. Em tal nível, só teremos o controle das massas, conduzidas ao trabalho e condicionadas para serem manipuladas. Para isto, o analfabetismo é uma mão na roda, a precariedade na saúde é o elemento coercitivo e a segurança o medo.  Nada se sabra do  viver e conviver com qualidade,  só do sobreviver. E o país continuará só uma fazenda e uma mina, tudo sem independência e liberdade. O momento atual poderia ser usado para repensar, para redefinir rumos nacionais, mas as lutas entre direita e esquerda continuam e não há definição. Como seria um pacto social para repensar ?
Que modelos seguiremos?  Que mestres invisíveis estamos seguindo ou estão atuando nas novas gerações hoje?  Sem educação, apetite pelo saber, sem adotar bons exemplos de progresso e liberdade, sem termos metas de conhecimento pessoal e coletivo, refinamento intelectual através de cultura e virtude, dificilmente teremos um nível de democracia desenvolvida e uma economia forte. Quem quer ser grande no pensar e no comportamento precisa ter modelos grandes, dignos. Aqui cabe bem a frase “ ter coragem de deixar o que se é, para alcançar o que se quer ser”. Tomar bons modelos para desenvolvê-los e a eles acoplar a particularidade e criatividade de nosso país, onde temos muita gente de talento, mas que infelizmente não contam com a oportunidade nem ser descoberto face à conjuntura.
Com a adoção de bons modelos teremos uma linha mestre, algo por onde as novas gerações possam guiar seus projetos e sonhos. Que não fiquem na mão de mestres invisíveis que forçam modelos sem qualquer restrição; isto porque pais e mestres perderam as coordenadas do certo e errado, perderam a voz, face as circunstâncias criadas para os desmoralizar e colocar fora do “moderno”. Alguém discorda disso? Quem criou ou deixou isto acontecer tem interesses de destruição, de pensamentos lunáticos de libertação, enganos niilistas frutos de suas cabeças frustradas.  
O momento seria de repensar onde estamos, por que chegamos a tal nível e onde queremos ir. Se não houver o início de aproveitamento deste momento histórico, em que a Pandemia fez a Humanidade ficar estarrecida, continuaremos a ter governos e mais governos do mesmo para os mesmos e pelos mesmos erros. Parecemos ser uma Nação à deriva. Por que quando voltamos do exterior temos a nítida sensação de que aqui tudo é de 5ª qualidade?  Estamos permanentemente fazendo esforços para conseguir ao menos boiar no cenário de ideologias de direita e esquerda, sem ir para a frente. A cada onda afundamos um pouco mais e encalhamos no mar da desorientação. Só progredimos esporadicamente quando interesses econômicos de fora conseguem grupos de apoio interno para empreendimentos pontuais, deixando, ao vagar, inúmeras outras oportunidades e potenciais.  Somos ainda a feirinha de eletrônicos, o campinho de testes, a quadra de exercícios, a ferrovia inglesa no meio da selva ligando a mina ao porto sem qualquer proveito sustentável para o país. Só esporadicamente chamamos a atenção de grupos de investidores para projetos reais e benéficos, ademais somos só um local de jogatina na Bolsa de Valores e na cotação do dólar e euro. Com estas atitudes, resultantes de décadas de negócios de umbigo, colocamo-nos numa posição histórica de atraso e dependência, ( hoje com mais gravidade, pois há necessidade de participar do mundo da exportações  num cenário mundial de progresso tecnológico de grande competição e muito pouco temos de ciência. O que temos para participar nesta fase sem mão de obra qualificada, ciência etc.? ), o que nos leva a ter que seguir modelos frutos de intelectualidade de outros países mais desenvolvidos. Não há como sair disto agora. A única alternativa é ter pelo menos cabeça para  escolher bons modelos e não os piores.     
Enquanto isto a América do Norte vai se recuperar, a crise de saúde vai passar, e a América vai voltar ao seu lugar, ao seu porto, ao seu caminho e normalidade. E nós? Não temos para onde voltar porque cada fase do nosso passado é pior do que a anterior. É isto, chegamos ao nível de não saber para onde voltar quando a crise de saúde mundial acabar. Para os demais países evoluídos, o novo normal será mera adaptação comportamental, mas depois tudo voltará ao normal. Para nos só restaria a oportunidade de ir em frente com novas ideais de como melhorar a educação, a saúde e a segurança; mas  tudo perfaz campo, porto, selva ainda no escuro, no indefinido, tendo o inseguro ainda como futuro. A nossa política não se acerta e não há acordo; a Nação parece ser só um detalhe no jogo de interesses mesquinhos pelo Poder.
Sem bons modelos, continuaremos a ser objeto de aulas dos mestres invisíveis, cujos objetivos são trazer negativismo e descrença em valores virtuosos da Humanidade. São mestres que vem atuando há décadas, fazendo a cabeça de gerações conduzidas ao nada em termos de modelos a seguir na educação, no trabalho e no pensar, sendo estas as verdadeiras armas para o indivíduo pensar bem , conviver melhor e prosperar.  
Que tal dar uma olhada, mais crítica e menos divertida, no que vai pelas  redes sociais, nos filmes de TV a cabo, vídeo games, mensagens em geral etc., disponibilizadas a todos de qualquer idade a qualquer momento, a título de promover diversão, mas subliminarmente explorando a juventude com mensagens de péssima qualidade e destrutivas. Não são sinais de que algo bem negativo vai sendo disseminado entre as pessoas? Que realidade estão plantando como normal?   Uma extensa programação de decadência, crimes, tragédias, catástrofes pessoais e planetárias, pessoas sem destino, desligadas,  que pregam ideais de relaxo e abandono, sem comprometimento, libertários sem causa, que sistematicamente dão lições através de imagens e frases quando não, tudo é subliminar endereçado diretamente a fazer opinião controversa e manipulação. Que plantação é esta?  Que ideologia está por trás disto? Pintam a América decadente, vendem uma imagem e uma realidade errada da primeira economia do mundo? Como isto vem da própria indústria do cinema para dar aulas diárias para as outras Américas? Quem no 2º e 3º mundo seleciona tais filmes e para atender qual interesse? O critério é de preço, filmes mais baratos? Não é de se crer nisto. Talvez pensem, vê quem quer, tem a opção de mudar de canal. É a liberdade de expressão, o cidadão é que deve escolher.
Ninguém tem o retrato inteiro do que é a América do dia a dia baseada no espírito americano, se vendo detalhes em fatos isolados de TV e filmes. É o mesmo que querer imaginar o Brasil como um todo, a partir de documentários sobre favelas e lugares afastados no Nordeste. O que quero dizer é que há para as pessoas a força das imagens, sendo que o desafio da discricionariedade geralmente não é vencido a contento e a pessoa acaba tendo uma visão incompleta, com a qual julga a realidade mesmo que imaginada e manipulada. Portanto, é necessário cuidar das mensagens e dos impactos diretos e indiretos que possam decorrer das imagens que estão sendo acessadas, mesmo que de passagem, já que a ansiedade do espectador, em ansiosa troca de canais e mensagens, a elas, muitas vezes, só superficialmente presta atenção.
É necessário reavaliar o impacto desta imagem distorcida face uma audiência,   que por analfabeta não tem discernimento suficiente para filtrar mensagens. Assim sendo é bem provável que por aqui se pegue de cada filme o pior ( justamente aquilo que o cinema americano quer criticar e remediar quanto à sociedade americana em si, tentando chamar atenção para curar aspectos que precisam ser consertados no American Way of Life em andamento. A estratégia de saturar a audiência com atitudes erradas para que sejam detestadas, num país atrasado em Educação como o Brasil, não dá certo e o ato a ser repudiado acaba tornando-se modelo, aula, dando ideias de como agir, no geral ilegalmente. Aulas diárias, que desafiam a polícia, especializada ou não, que já não consegue agir com eficácia, pegam a infância, adolescência,  juventude e a bandidagem de cheio. São exemplos diários visto nos filmes que vão desde armações criminosas, as roupas da periferia, o uso de armas, o vocabulário do submundo etc., etc. Seriam, então, no mundo emergente, atos assimiláveis, lá como corruptelas ou exceções no sistema, seriam comportamentos que se quer corrigir; mas aqui é escola, vira modelo de comportamento e ideia negativa. Aqui isto atinge de uma maneira bem democrática, qualquer lugar em São Paulo e vai para regiões mais distantes, onde a população não está no mesmo nível de evolução social para filtrar e entender, podendo só copiar. A manutenção de tais lições favorece a contestação de tudo, coloca em dúvida tudo, o poder constituído, a ordem, e por vezes enaltece a corrupção, a devassidão, o negativismo etc. e vai ao encontro da mentalidade superficial e ingênua do socialismo com dinheiro dos outros, regimes centralizadores que retiram a liberdade do cidadão e vivem do controle e opressão do povo.  Quem defende tais regimes só pode pensar que será um dos cabeças, deixando de se colocar  na hipótese de ser povo. Uma quimera.   
A América voltará mais forte, mais resoluta, mas precisa olhar que muito do que dela sai e vai para os mundos adjacentes está expondo sua imagem erroneamente, um império em decadência, e isto não é verdade. A América não pode se descuidar de sua imagem para o exterior. Deve cura-se da Epidemia e voltar a pregar e garantir a liberdade sadia, produtiva e assegurar que o modelo por ela proposto é o melhor para o indivíduo prosperar.
Como entre nós tudo tem que atender à liberdade de expressão e nada pode ser censurado, não teremos sucesso quanto a barrar qualquer programação comprada, pelo que a consciência deve ser de quem a vende e a compra lá fora. Aqui, com o alto grau de analfabetismo, nunca se espere que tal programação não seja aula de como agir e pensar. Isto tudo fica no invisível, ponto que o discernimento comum não é capaz de captar e entender, todavia é o pano de fundo do teatro nacional em todas as suas péssimas sessões.
Se este tempo de corona trouxe prejuízos ao mundo dos dinheiros grandes, pode pelo menos propiciar uma reflexão maior quanto a conceitos e princípios que estão sendo deixados de lado. É o tempo ofertado para pensar em rumos e redefinir rotas e objetivos. O aviso foi dado, a sineta tocou, o alarme foi dado ,o sinal vermelho está na fronteira.
Ao voltar ao seu normal, a América terá seus problemas próprios, mas nem de longe estes terão a dimensão brutal das consequências nas outras Américas. Mais um motivo para a América,repita-se, não esquecer seu papel de inspiradora de um espírito de liberdade e trabalho, de livre iniciativa e sucesso para a vida de uma pessoa e sua coletividade.  A questão é a preservação de uma imagem, de modelos a serem continuados, ajustados e que estão em jogo. O outro lado é de insucesso e escravidão, mas pode estar querendo tirar vantagens nesta época e consolidar-se face à pobreza e o analfabetismo.
A América de todas as gentes imigrantes, que fez o espírito americano, hoje está atuando em vários níveis de ciência e política; sai da Terra, procurando no espaço o futuro da Humanidade em esplêndidas naves espaciais; procurando ali o passado que explique tudo, mas também é agora afrontada por microscópicos seres maldosos numa inacreditável devastação, inexplicável fragilidade, mas perfazendo questão de ciência, que certamente será vencida com o espírito americano de sempre; é uma questão de tempo, a solução virá. Por hora, no entanto, ninguém convencerá o cidadão americano de que algo pode estar errado, seja quanto à imagem externa ou relações internacionais, quando a vida interna dá certo, é próspera e traz bons resultados para o dia a dia, como ele foi construído numa nação de progresso, mesmo com eventuais problemas sociais que são assunto de solução exclusivamente seu. Há problemas americanos que exigem aperfeiçoamento, mas a dinâmica lá é outra e numa democracia forte e irreversível, o povo americano logo achará soluções. O conjunto de resultados de progresso é bem maior do que defeitos. Lá há instituições fortes, legítimas, mais fortes do que qualquer cidadão ou autoridade; são as verdadeiras fortalezas para qualquer crise. Lá ninguém tem vergonha de comemorar dias nacionais e seus símbolos. Podem ter suas diferenças e problemas de discriminação, mas todo e qualquer cidadão tem orgulho de seu país e de sua bandeira. 
Se o problema é de imagem para fora e como está sendo usada contra a América nas demais Américas, deve-se perguntar se há preocupação quanto a isto por parte da própria América. Se não há, é bom revisar  a política externa e as relações internacionais, porque há muita gente interessada em boicotar e ultrajar os bons modelos americanos de democracia e liberdade. Há mentes lunáticas que criticam a América como uma fonte de Poder opressivo e dominador; é a atitude intelectual do fracassado, do atraso e do apego a quimeras ideológicas do passado que não deram certo. A ideologia de tais mentes é certamente descaracterizar a América, favorecendo outras bandeiras. Neste sentido, encontramos em jornais, blogs e colunas com viés ideológico, visando a crítica do sistema americano como autoritário, arrogante, fascista, de extrema direita etc. e com base nisto, tentam analisar até o passado sob a ótica libertária inconsequente de quem quer derrubar o muro sem saber o que há do outro lado ou simplesmente não tem assunto outro, senão afundar-se no negativismo. Erram em querer criticar o passado como os olhos do presente. Parecem se ressentir das várias derrotas passadas nas tentativas de implantação de ideologia do avesso ou simplesmente não têm o que escrever para satisfazer seus patrões. Neste condão, até os super-heróis do desenho animado assumem papel fascista e de opressão. A Disneylândia é centro de fantasia e ilusão e afasta as pessoas da realidade social e da “luta”. Ora, bolas! É a filosofia do oprimido, dos “olhos baixos”; é o “vitimismo” tentando justificar seus atrasos no sucesso de alguém, geralmente tomado com seu opressor. A análise é sempre feita com falta de isenção e com base em paradigma ideológico para atacar o capitalismo, a democracia, a liberdade, usando pontos que ainda precisam ser aprimorados, mas que em suas análises são apontados como grandes e irremediáveis defeitos em comparação com os sonhos e paraísos lunáticos da ideologia contrária, a qual, no entanto, nos seus exemplos históricos de implantação revelou-se incompetente para estimular as pessoas a progredir, pois, ou mantinha-os silenciados, presos ou mortos, tudo para manter um regime de mentiras, censura, controle absoluto, medo, patrulhamento, assassinatos, etc. Que sonho tem esses lunáticos libertários? Mesmo assim, as leis lhes dão liberdade para isto, mas nunca valorizam nada da liberdade que possuem, digamos, incendeiam o carro que os transporta, isto não querendo usar exemplo inferior. Enquanto a nossa intelectualidade patina no mesmo, o fato concreto, é que internamente a América será o que tem sido; pouca mudança haverá que se amolde ao pensamento e sentimento das elites negativas e intelectuais  dos países das demais Américas, onde tudo ressoa  como “ os cães ao ver a caravana passar”. Mas nota-se que aumenta a cada ano a expressão de tal pensamento negativo e derrotista, eis que já há um movimento não organizado, mas bastante impregnado de jogar dúvidas e incertezas numa atitude de pichação contínua, sem obstáculo, já que há  omissão americana quanto a preservação de sua imagem, e tal atitude vai   acontecendo  e vai moldando novas gerações na substituição de modelos mais claros, bons e positivos por modelos negativos e que não levam à procura da virtude, da sabedoria, da curiosidade pelo saber e ciência, da prosperidade pessoal e coletiva. Parece haver uma torcida para o quanto pior , melhor. Que país pode viver e vencer com isto?  
No mais, a América prosseguirá para seu propósito e só olhará com mais cuidado para os seus países de influência quando os dividendos e envio de lucros anuais de empresas diminuir. Talvez, as causas de tal diminuição estejam surtindo efeito na mão de obra desqualificada, no sistema de Educação inútil e ineficaz, na adoção pela juventude de modelos negativos etc. em uma longa lista, mas a América deixa isto por conta da liberdade de cada país, dentro de seu espírito.   
Seja lá como for, que não seja muito tarde. O fato é que muito do que pode ser feito não depende da América, mas das próprias autoridades políticas aqui que têm se revezando no Poder, mais preocupadas com seus umbigos e negócios do que com as novas gerações e o futuro da Nação. Tudo na vida de um indivíduo ou de um país é um processo com início meio e fim. Onde estamos nós?
Ademais, se estudarmos a História Americana veremos que a América já viveu tudo que estamos passando, em várias fases, e há muito tempo, principalmente de 1890 a 1930. Lutou e venceu. Não é mais a terra do atraso e não voltará atrás para contentar seus países de influência, porque hoje sabe a receita da prosperidade e com ela se ocupa. Quem desejar que a siga para ser grande.  Quem tem o olhar baixo, que não seja medíocre de querer vê-la a seu nível, mas trate de seguir seus bons modelos e obter sucesso, com trabalho e boa escola. Todavia, com educação sem rumo, forçando a saúde e a segurança, nenhum país aqui terá sucesso e os inquilinos do Poder continuarão a fazer seus negócios umbilicais, espoliando o Grande Leviatã em que se tornou o Estado em seus três níveis.
Enquanto isto, a América continuará a promover e avançar para apresentar o “avant garde” da Humanidade, daí sua missão, embora viva em estado de alerta, atormentada por nações de olhos baixos; vive em reação, pronta para a guerra entre humanos, mas curiosamente descuidou-se de uma ser microscópico, invisível assim como é o ego. Em questões de defesa de seus interesses políticos e de seus cidadãos empreendedores ao redor do Globo, a América tem razões que a própria razão desconhece. Mas no seu lugar, quem não teria? São também razões democráticas, de liberdade individual e do Estado de Direito e isto basta para justificar suas ações. A América, enquanto espírito americano, nunca baixará a bola para se equiparar a quem tem olhos baixos e não quer crescer, preferindo permanecer em pequenos negócios de umbigo e adotar ideologias erradas. Não reconhece e valoriza perdedores, mas lutará sempre pela liberdade individual, coletiva e de livre comércio como expressão dessa liberdade.
O certo é que o nível de sucesso obtido com o espírito americano provoca ciúmes, inveja, disputas; é como se a América fosse uma pessoa diante de tantas outras humanas, numa disputa de egos. Ela defender-se-á para preservar seus princípios e jamais reconhecerá os que não sejam de liberdade individual; tem o direito de fazê-lo, usando a própria liberdade que defende para todos. O lema é “ não gosto do que dizes, mas lutarei até o fim pelo direito de dizê-lo”.
Para se entender o espírito americano e o sucesso obtido pelo trabalho e comércio, é necessário ser americano, ter passado por todas as fases de educação e socialização ou viver na América com a intenção de incorporar valores, entender toda a História. Explicar a América sem isto, é atender a mensagens de seu estereótipo, construído para descaracterizá-la, aproveitando-se de seu aparente momento de descuido. É, além disso, querer justificar o insucesso próprio de cada país, querendo antepô-lo ao sucesso de um espírito de prosperidade e sucesso.
E assim, o falso caleidoscópio feito por notícias de TV, filmes, games, sites e textos   etc. que fazem um quadro que influencia pessoas em vários países, a serviço de forças medíocres e ideologias que nunca construíram nada de bom,  não é a América do dia a dia; não é a América verdadeira de sucesso e prosperidade, não é  espírito americano, o âmago da liberdade individual e do empreendedorismo, da vida útil, progressista e positiva. Não se confunda a imagem distorcida que foca exceções e quadros comuns a qualquer país com a vida americana que dá certo, que é positiva, que é baseada na liberdade e boa-fé, sendo o verdadeiro Estado de Direito, constitucional e feito pelo, para e com o cidadão, protegido por instituições fortes e independentes, unidas por princípios de liberdade. Há muito pouco para mudar na América como ela tem sido internamente e acontece; se há defeitos, são exceções e próprios de qualquer sociedade, embora tais detalhes sejam amplificados por interesses em denegrir o país. Como em qualquer sociedade, pessoas se perdem, vão à falência material e emocional, entregam-se ao alcoolismo e drogas; há dementes, incapazes etc., em porcentagens estatisticamente estudadas. Ademais, mesmo sob o melhor sistema político democrático, há um aspecto Universal a ser considerado, em qualquer lugar do mundo, haverá sempre, resguardado o nível de escolaridade, o ego e a sua manada, esta principalmente cheia de bezerros eufóricos ou revoltados, onde ações e reações são impetuosas etc., sujeitas a gerar frustração e raiva, por grandes ou mínimos motivos que sirvam de atiçador de suas contrariedades pessoais. A diferença está sempre na qualidade e segurança da estrutura social de cada país, permitindo que as pessoas possam usufruir da liberdade de se movimentar e se exprimir sem prejudicar o patrimônio de terceiros.      
Sim, a América, após as guerras, sempre voltou mais forte, e contra esta Pandemia não deixará de seguir sua missão de ser modelo bom de progresso, democracia e liberdade. Segue-a  quem quer, segue quem não quer se afundar no mar da escravidão individual e regimes sombrios que já mostraram e mostram sua má qualidade. Mas até nisto há liberdade, cada pessoa e povo podem escolher enquanto houver democracia para tal. No entanto, sem investimento pesado em Educação nada se faz, nada prospera mesmo que bons modelos sejam adotados para o caminho do país. Sem Educação “ o Brasil conhecerá a selvageria antes de conhecer a civilização”, segundo Nelson Rodrigues. Aqui, é cansativo escutar a repetição da frase “vamos levando, para ver no  que vai dar.!”   E infelizmente  está dando cada vez mais errado.

Odilon Reinhardt .3.6.2020