sábado, 3 de fevereiro de 2024

A hora da virada.

 

                               




  A hora da virada.

 

Todos os relógios se dirigem

para o momento 

onde mais 12 meses se despedem .

 

Em segundos as rolhas passam

de um ano para o outro

e todos celebram.

 

Euforia, feita de esperança e fé,

molas  espirituais que empurram a todos

que colocam no ano novo o pé.

 

No mesmo dia primeiro

os noticiários resumem os shows ,

a euforia do primeiro de janeiro.

 

Sob o manto ainda das resoluções pessoais

o final do dia resume o tempo, o trânsito, os crimes,

em meio a todos e muitos sinais.

 

Sem  muita pausa, as primeiras mentiras, tapeação no ar,

todos os bodes-expiatórios saem do rancho a pastar, 

os bois de piranha já estão a nadar.

 

Manipulações e enganações em números na televisão;

a vida continua com grandes eventos alucinógenos,

logo as conclusões de que tudo não passou de fascinação.

 

Orquestrada ilusão com muita música, bebedeira e selvageria,

comida e  baixaria;

o ano já está em sua habitual correria.

 

Inconscientes pensamentos positivos , 

cotidiana e benéfica  ilusão ,

a mesmice costumeira toma seus contornos ativos.

 

A inflexibilidade , intolerância , prepotência,

a imbecilidade , a ignorância ,

a brutalidade em qualquer instância.  

 

As consequências de toda a orquestra mal regida

continuam a aparecer ,

mas a visão popular foca na mentira repetida.

 

Cada cidadão como protagonista e seguidor,

fazendo o show da vida do dia a dia.

Algo deve resultar de tal falso esplendor. 

 

Mais demonstrações de atraso no conviver

mediocridade, nivelamento por baixo

e esvaziamento da vontade de aprender.

 

 

O momento começa a se formar, onde o passado mostra-se diariamente nas consequências  inevitáveis do despreparo da mão de obra de todos os níveis. Os defeitos da Educação,  mal aplicada em décadas  de descura, não ficam só ruim na retórica e nas frases de críticas de esparsos artigos de especialistas de vários setores, geralmente nunca lidas e sempre entendidas como sendo obra de alguém da oposição, pois começam a aparecer no noticiário em fatos bem delineados e claros, todavia, nunca bem encaixados no caleidoscópio que faz a realidade.

São fatos que chamam a atenção, mas que a imprensa não se atrasa em por panos quentes e jamais admitir que algo está errado na espinha dorsal da nacionalidade. O ser humano aqui é que está doente ,  sem preparo e sempre exposto à negligência e imperícia, à falta do amor ao Próximo e ao desrespeito em geral. 

Fica claro que quando um policial chuta a cabeça de um cidadão , há uma raiva incontida e um  lapso de treinamento enorme; quando um programador de serviço de manutenção de estrada coloca 3 homens para capinar a rodovia , causando engarrafamento de mais de 10 Km, há um descaso total com o cidadão; quando na repartição pública o atendimento é bom , mas nada acontece para solucionar o caso, há total despreocupação como cidadão;  quando milhares de estudantes do ensino médio não sabem escrever ou interpretar um texto, há um sistema todo falho e ineficaz, que todavia, ocupa milhares de horas de aula todo dia por anos;quando a corrupção deslavada, é solta por erro processual, há esquemas para que tudo dê em nada; quando ladrões furtam cabos de energia e instrumentos de um posto de saúde, há algo mais grave do que a exclusão social e ignorância; quando o cidadão honesto se retrai , não consome, não participa, vira as costas para a os assuntos de interesse público, há algo muito mais grave do que  a desconsideração e desobediência civil; quando mentiras e manipulações tornam-se parte do negócio, há um erro de concepção estrutural.  

Exemplos são fartos e só perfazem uma realidade onde sinais são menosprezados e a selvageria se mostra ainda camuflada no relacionamento pessoal e no institucional, mas prestes a se mostrar generalizada, talvez num nível preparatório do  Estado do Crime, quando as forças informais estiverem comandando abertamente o dia a dia de forma mais aberta,  consolidada e sem oposição alguma . O momento em que o Brasil já terá mostrado a sua cara. Um Estado onde os honestos serão abertamente perseguidos e punidos direta e indiretamente.

Por enquanto, observa-se os sinais da doença, sempre consideradas como caso pessoal, mera exceção, para evitar desdobramentos políticos para os ocupantes do Poder  local . Não é sintoma bem claro quando um ex-policial, foragido por ter matado a esposa, esfaqueia-se por três vezes no abdômen quando  localizado em outra cidade?  Exceções? Mas qual é a regra?

Eis a questão entre muitas, as antigas exceções estão virando regra. Que as minorias já tenham virado maioria, não se discute e o progresso democrático assim funciona, mas o problema não reside aí, mas, sim, na falsa mensagem de que está tudo bem para o futuro de gerações, quando o hábito de ler, escrever e ter vontade de saber está sendo vendido como liberdade. Mensagens sub liminares dos mestres invisíveis em lições cada vez mais normais. Acorda Brasil.  Quando pessoas são caçadas na rua como animais, há algo mais grave do que simples maldade.    

  

Odilon Reinhardt- 3.2.2024

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Vai e vem.

 




                                        Vai e vem.

 

Vai e vem ,

a mesma tapeação, frases  de efeito,

a mentira vai além.

 

Números e manipulações,

gráficos e tabelas, factóides,

muito boi de piranha e enganações.

 

As redes com teatro de revista,

fatos e fotos escamoteados,

a manchete dói na vista.

 

Ano vai , ano vem,

muitas palavras , intenções e condecorações, ,

o peito se rende ao deixa para lá,  e tudo- bem.

 

O dia a dia preenchido

Com fantasia e melodrama,

correria , confusão e chumbo perdido.

 

No comércio, a vida on-line ,  site-fake,

a ganância sem oral e ética , explícita. ,

muita irritação , em modo e a gastrite não é fake. 

 

Muito ódio e raiva

como fontes de sensacionalismo,

sangue quente , baba e saliva.

 

Nas ruas a caça solta ,

tentando chegar em casa,

a vida em reviravolta.

 

Alguém vai,

não volta, não vem,

ficou na esquina , na calçada, e daí ? 

 

Esperanças são renovadas. Juras de fim de ano. O cidadão, mais uma vez, ralando sua fé, esperando algo, esperando o trem, alguém, ninguém, o vagão da melhoria, da fantasia, da ilusão.

Últimas semanas do ano, festa. Primeiras semanas do ano novo, o mesmo renovado, já vem descorado nas mentes cheias de  ego e robusta arrogância da chamada integridade rude e tosca do ser meramente fisiológico. 

Todo um ano pela frente, vasto campo para o festival de tudo, onde todos vão de um dia para o outro, acionando o modo irado, indignado no painel de seu umbigo, sempre esperançoso . Salvos pelo ego da ilusão, que os mantém no embate de suas intenções e interesses contrariados.

Vai e vem o tempo. Vai com todos. Vem com inusitados fatos de cada novo dia; fatos em manchetes mais horripilantes, mais chocantes, mas sempre escamoteados, individualizados e nunca se admite que o país  está doente há décadas e cada vez mais esconde a cara em nome da hipocrisia de tentativas mal sucedidas para melhorar a vida e colocá-la como “ sustentável”.

Atrasados em décadas pelo jeito de ser corrupto, vamos em frente desviando e por vezes sendo enganados por  interesses difusos, é o jeito aqui. Mas vamos assim, tentando melhorar , ir em frente com o que se tem. Se estamos indo ou voltando em termos humanos, é questão de olho e posição. Mas no campo moral e ético, seja lá o que estiver indo ou voltando, a impressão é de piora. A liberdade vira libertinagem, a permissão vira licenciosidade, etc. Educação errada e atrasada, drogas, corrupção, hipocrisia e mentiras repetidas , formam o pentagrama do engano , criando realidades de tapeação.

Governos e governos se revessam. Entram e saem. Vão e vem. Não conseguem administrar as consequências do já feito como mal  passado, tampouco o que de informal a população vai criando ao avançar : desamor ao Próximo, desrespeito em tudo que se faz e como se faz. No dia vale o umbigo. Na informalidade de projetos da vida privada, o espírito de golpe, de tirar vantagem, de lograr e rapidamente cair fora. Novos modos de estelionato e estratégias de exploração. A vida honesta fica como refém; o cidadão fica  como caça e qualquer sistema formal fica como único culpado. O sistema é o culpado ! Frase que isenta a todos e dá imunidade a tudo. Aliás, a culpa sempre é de alguém. E, assim, vamos vendo a libertinagem se espraiando e contaminando lenta e subliminarmente; muita subliminar raiva social.  

E todos os dedos apontam facilmente para alguém. O culpado, pois a culpa sempre está no Próximo. Mas deixemos que o dedo vá e volte para ver que não vai longe entre o próprio naso e o umbigo, já que o que impera aqui, neste quadrante da história, é o fisiológico, turbinado pelos interesses do bolso, sem pudor e sem moral . Difícil etapa da transição da era analógica para a digital, aqui apressadamente introduzida na era do ferro quente e selvagem.

Vai e vem a vida nessa toada da grosseria, do rude, da intolerância,  do abuso entre os seres humanos, anulando, em seus diários relacionamentos, todos os princípios e concepções de união e fraternidade pregados pelas religiões.

Segue o humano fazendo kharma para pagar em breve ou a longo prazo, pessoal e/ou coletivamente com podemos ver em outros lugares do mundo, mas a quem interessa tal reflexão, se o dedo acusatório ao final vai direto na testa de cada dito cidadão, não importando sua função.

É tendência forte que moral, ética, bons modos, respeito ao Próximo enfrentem o desuso, face a crescente  mediocridade e nivelamento por baixo. Vive-se a  baixaria.   


Odilon Reinhardt .    3.1.2024  

 

 

 

 

 

 

 








                                     

domingo, 3 de dezembro de 2023

Erros do passado. Realidade em construção.

 

  


                             Erros do passado. Realidade em contrução. 


Realidade , sem rima.

  

Hoje,basta

uma palavra,

uma letra,

uma cor,

um símbolo,

um gesto,

um toque,

um compartilhar,

um trejeito,

um olhar,

tudo em ação, reação

ou até omissão

e impera a besta.

 

Em um mero segundo,

a vida toma outro rumo,

numa esquina de virada.

O ego e a impulsividade

agem na mente

e a pessoa se ajoelha e obedece

daí a nova realidade,

geralmente mais dura , mais penosa.

 

Na cidade ,

todo dia ronda o ego,

a cada segundo uma provocação,

quem resiste , vence,

quem cede ,vê a condenação.

teste em ação e reação,

em qualquer relacionamento

sempre a mesma provação.

 

Muitos já ajoelhados ao ego,

criam e vivem em mundo de insatisfação,

estressados nada vai bem:

trabalho, negócios, família,

tudo um caldo de muito atrito e apego.

em cada um na rua

o vulcão prestes a explodir

e assim vai a vida nua e crua.

 

O coração na ponta do nariz,

o umbigo na cabeça,

o tijolo sempre nas mãos,

o Próximo é inimigo.

competidor , rival,

guerra de hormônios,

animosidade potencial,

a vida sempre instável. 

 

Quem iniciar o dia

e conseguir terminá-lo

sem alteração espiritual

é o vencedor ,

raridade , bem aventurado,

um ser humano sobrevivente,

teve mais essa diária vitória

e segue para o outro dia com menos medo.

 

Tudo tem começo, meio e fim.  Óbvio, mas é bom repetir. Por vezes o meio leva muitas décadas e até séculos. O fim se arrasta mesclando-se ao meio e ocupa  por décadas de decadência. Isto está cada vez mais claro, em vários assuntos nacionais e internacionais, em temas, que fazendo o drama do povo, vão preenchendo a programação dos meios de comunicação e atolando  a mente do cidadão, sem o compromisso quanto às  consequências que o sensacionalismo traz ao fazer novas mentalidades junto às novas gerações, principalmente.

Observemos alguns exemplos de evolução. Drogas: o começo , nos alegres e festivos bailes  de carnaval do Rio de Janeiro e outras capitais, onde o lança-perfume, vindo da Argentina, parecia inofensivo e só uma brincadeira. Depois as boletas do Paraguai. Como evoluiu isto? Está aí fazendo a drama e o calvário de muitas famílias. Educação: ponto crucial. O começo mais acentuado com a República. Por volta de 1910, nem 10% da população sabia ler e escrever. Já era um país meramente oral. Como está hoje? Menos de 10% sabe ler e escrever corretamente, destes cerca de 6% pode ler um texto e dizer sobre o que leu.  Tudo está aí em consequências. Corrupção: o começo mais efetivo na extração do ouro e diamante. Depois o festejado jeitinho brasileiro. Como isto evoluiu? Está aí em toda sua potencialidade.

E assim, há vários títulos que evoluíram, quase sempre para pior , quando compõem o tem violência física e moral, pública e privada,  em suas causas e consequências. Incluída está  na versão pública, a truculência oficial nas atitudes policialescas e nos projetos em várias áreas.

Não é surpresa alguma, que a organização esteja cada vez mais forte em grupos privados dedicados à informalidade para a conquista de poder e bens materiais. A consequência é a periclitação da vida e o medo em tudo, causando instabilidade social constante, diante da selvageria, onde o cidadão é caçado e assassinado na rua do seu cotidiano.

Tudo é um sinal só, um pedido de socorro, pois o país está doente. 

É selvagem se apossar de dinheiro público diante de obras mal feitas ou nem terminadas, é selvagem não prover educação de qualidade, é selvagem vender e consumir drogas, é selvagem proteger os transgressores a qualquer nível, etc. vezes mil.

Nelson Rodrigues disse que o Brasil conhecerá a selvageria antes de conhecer a civilização. Então, está tudo dentro do programado e não temos o que fazer?

Não é tanto assim; muito avanço já foi conseguido. Lento, diante da corrupção e interesses feridos e conservados. Ademais, o país só aprende pelos erros e dor. Mesmo assim, muito já foi conseguido no campo material e espiritual. Mas tão lento que o Brasil de 1950 ainda vive em muitos locais, enquanto o de 1800 ainda persiste em vários aspectos.

Pouca educação de  qualidade, modelos errados, cabeça pequena , mão rápida e grande.

 

Odilon Reinhardt. 3.12.23

 


sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Restrições.

 





Restrições.

 

 

 

O medo está no ar?

 

 

A exceção se esforça,

para vencer a regra

e a luta implica força.

 

Casos de violência,

usados como sensacionalismo,

dilatam a ignorância.

 

A normalidade impregna-se de criminalidade,

a pobreza intelectual está vencendo,

a violência expressa a nova realidade.

 

Na rua o ar é de medo,

instabilidade,  uma guerra silenciosa, 

a caçada começa cedo.

 

O cidadão vive em restrições,

quer sobreviver  entre golpes, balas e facas,

diminui suas locomoções.

 

Os caçadores , mesmo quando hipotéticos,

patrulham as vias

e a mente de cidadãos vive em fatos tétricos.

 

Diminui o consumo,

carros, moradias , joias, roupas ,

o dinheiro tomam outro rumo.

 

Prédios supervisionados,

condomínios murados, eletrificados,

guetos alarmados.

 

O cidadão se esconde e foge,

a criminalidade o caça onde estiver,

é o mundo de hoje.

 

A regra de normalidade

altera-se,

a exceção vai mudando a realidade.

 

Pode acontecer, pode não acontecer,

a dúvida anda com o medo,

a calçada agora pode ser local de morrer.

 

A inteligência deve ser usada,

é estratégico pensar onde e como ir,

já há muita região bloqueada.

 

 

Curiosamente, entre os humanos, neste pedaço de terra habitada, pode estar surgindo com mais intensidade, a vergonha de poder comprar mais do que a média, mesmo que tal condição tenha sido alcançada por méritos de atividade honesta e bem realizada.  Poder comprar, mas não comprar. Poder ir, mas não ir. Uma restritiva realidade de defesa e preservação da vida.

Seria o resultado da má administração há décadas, atendendo  prioridades de contestável aprovação. O Leviatã come tudo dentro de seu castelo, pouco sobrando para melhorar a realidade dos aldeões. Tempo das consequências, tempo de mediocridade e nivelamento por baixo. Ideais de baixa qualidade, muito umbigo e ego no domínio. A educação ainda abandonada. Esta a causa principal, hoje transfigurada em múltiplas consequências, que recebem investimentos inócuos e eleitoreiros.

Neste condão, a barbaridade e a selvageria fazem o noticiário de cada dia e geram ansiedade, ódio, medo e muita instabilidade social em todo canto. 

2023 anos de Era Cristã, 523 anos de Brasil e caminhamos lentamente. Muito do rude já foi vencido, mas o sutil ainda a está no horizonte. Muita crueldade e cenas tétricas decorrentes da falta de respeito ao Próximo. As religiões prosseguem, mas o discurso parece ser bonito só na boca do padre ou pastor. Na prática, a pouca educação e o ego fazem a vida e determinam a realidade.

No dia a dia, a parte da manhã ainda parece mais segura; a tarde já é ameaçadora, a noite já totalmente feita de campo escuro e de violência. Há um velado toque de recolher, só desafiado pela ignorância e destemor. 

O dia pode ter suas repartições, mas as exceções ocorrem e a maldade ocorre no dia como um todo e a rua tornou-se  canaleta por onde o ser humano arrisca passar, sendo caçado pelas aves de rapina do crime, que estão à procura de qualquer coisa que sirva  de escambo. Ainda talvez um estágio prévio à caça motivada por  pura maldade contra o ser humano  em busca de matar por matar, como se vê na América do Norte, de onde saem exemplos, cada  vez mais frequentes, de horríveis assassinatos. Todavia, por aqui,  já há casos de atentados  em escolas, mas por motivos pessoais e conexos com as instituições.  Será agora o início do medo de ir para a escola? Os assassinos, todos com passagens tenebrosas pelos sites e redes sociais, onde acham fonte de rejeição e lições para a vingança, podem atacar a qualquer dia. E mais, há sites que se equivalem à suas mais violentas, que não são combatidos, seu acesso fica defendido pela libertinagem de expressão e a critério e discernimento do usuário. A questão é se um adolescente tem condição de discernir totalmente?

Assim, a tônica é o medo e a instabilidade social crescente, já  banalizada e sempre minimizada pelas autoridades, que frente ao desgaste social e político , acham um jeito de justificar tudo e pouco fazer para acabar com a fonte dos problemas. A falha é recorrente. Foco imediato e passageiro nas consequências, enquanto as causas persistem.

Exemplos, exceções cada vez assustam mais. O cidadão torna-se refém da realidade e nunca sabe quando será o próximo a sofrer diretamente a violência física, já que o mal é direta e indiretamente disseminado ao entrar na casa do cidadão via redes sociais, rádio e televisão.

A banalização e vulgarização dos atos violentos é mera reação humana, que criando ilusão, tenta seguir vida normal , quando na realidade o anormal é que está latente e incomoda.

Há, por influência religiosa, um sentimento de velada culpa, de compaixão coletiva, que impede as pessoas de consumirem o que realmente podem, para não destoar da maioria e evitar a raiva social ou mesmo tornar-se alvo.

Já vemos essa grande restrição à liberdade individual de usufruir de seus ganhos justos e de vida. Um freio social que afeta a economia com um pensamento de tal magnitude, o que acaba desestimulando o consumo, diminui a produção e não gera empregos, mas desemprego afetando a sociedade na raiz.

Nesta toada de mau gosto, já se torna imoral e socialmente incorreta  qualquer comemoração individual. O comunismo utópico de igualdade cria a socialização de tal mediocridade, nivelando para abaixo, o que contraria a natureza humana.

Pode ter, mas não tem, pode comprar, mas não compra. Vale dizer que não pode, não tem e não quer. Pode andar, mas não na rua a qualquer momento, tem que saber quando, onde e como. Pode pensar, mas não se expressar, nem escrever livremente, porque pode ser vilipendiado em redes sociais, cancelado e até assassinado. Pode sentir, mas nada compartilhar, não acrescentar, não citar. Que liberdade é esta?

Só crescem as restrições. A brutalidade contra a opinião adversa cresce.

As restrições ao consumo e os efeitos  disso na economia dariam uma bela  tese de doutorado a nível mundial , tipo Prêmio  Nobel , quanto aos novos caminhos da Economia frente a globalização da  

Miséria, não só de coisas, mas da mais perigosa, a intelectual.

 

Odilon Reinhardt  3.11.23