quarta-feira, 3 de junho de 2020

Guerra do invisível. O exterminador do futuro pode estar entre nós e não é só o vírus.












                                               Guerra do Invisível.
                  O exterminador do futuro pode estar entre nós e não é só o vírus.



                              The Stars of the Banner will prevail.


My beloved America,
I have known you for so many years.
You always will be that America.

Born from the brave,
from hard work to be the New World
where freedom and future all must have.

The spirit of pilgrims , that of mccoy of the hills
together with the great names of a proud Heritage
meet now to pray and renew the Will.

America will reborn,
but must now stand and endure
to show to the World again why it was born.

Yes, after this ordeal,  time will show
the real value of this land
and the people  once more how.

Hard fight ,
invisible Evil,
still killing day and night.

The one thing who caused this
will repent , for here
 the land of the Good has never been this. 

The sound of victory
is coming slowly ,
soon will show glory.

No dead will return,
but every one of them will be part
of the parade of victory in the first turn.

All survivors will have tasks
to reshape America
and clean it from the time of masks. 

New generations will be born.
All this will soon be past
and History will register this painful thorn.

But as always
new facts will make the present
and that will be in shining brand new days.

Keep on going,
optimistic, positive, sound,
a stronger America is coming.

Odilon Reinhardt.


No aguardo, a vida continua e é de se observar que pertence mesmo à mediocridade do ser humano, quando querendo subir, ter sucesso, agir egoisticamente e tomar atitudes para bombardear quem está a sua frente, ou pior, justificar seu estado de atraso e fracasso, no sucesso e atos de poder de seu imaginário ofensor ou opressor. Isto corre no popular, no crítico , em qualquer um.
Em sendo um país a expansão de um organismo individual, fato já conhecido pelos pensadores gregos, o ego de um país age exatamente como o de uma pessoa; comete os mesmos erros durante sua experiência histórica. Assim, é do “olhar baixo” seguir, exaltar e ao mesmo tempo: maldizer o “olhar soberano” de quem vence na vida, quando não, fazendo-se de vítima;  desejar um dia  receber sua piedade e vê-lo, em quimera, um dia, igualar-se ao seu nível de comportamento físico e moral, obliterando diferenças profundas de origem, evolução cultural, social e econômica, baseadas em princípios de liberdade. Com tais esperançosas atitudes, deseja que o mais evoluído o entenda e agrade e um dia venha ao seu nível para sentir a mesma dor de oprimido, após algum caos e insucesso, como se tais atitudes o fizessem sentir-se igual  devido ao pretenso e imaginário rebaixamento do outro. Entre países, os egos conflitam e guerreiam com se duas pessoas fossem e a mediocridade é a esperança do fracassado, que a tudo e todos culpa pelos seus insucessos.   
Isto é típico do país em desvantagem, frustrado nas oportunidades que por si só perdeu para investir em sua própria identidade e valores próprios. Tendo permanecido na indefinição quanto a modelos a estabelecer ou seguir, perdeu tempo e vê agora os resultados de seus devaneios e se perde no jogo econômico e político dos interesses diversos de grupos e indivíduos de momento, obrigando-se a se entregar aos roteiros impostos e modelos que pega do exterior que nem mesmo sabe customizar a contento, criando uma idiossincracia do absurdo e do desesperado que não pensa mais por conta própria.
Seja lá como for, se for certa esta análise, quem continua cedendo  seu presente  a modelos selecionados e copiados sem cuidado e a projetos sem qualquer intenção a não ser interesses econômicos pessoais passageiros, deveria ter um compromisso pelo menos ético e moral com as novas gerações e com a Nação.  
Lendo o pano de fundo do teatro diário, observa-se que há algo  fundamentalmente errado. É tempo de repensar a política, a vida e os rumos a seguir, definir o que se pretende como Nação. É tempo de investir em objetivos dignos de educação e criar estímulos motivacionais de sucesso para pessoas e empresas. A saúde nos pegou por primeiro, atacou o centro da economia, debilitou o tesouro. A Educação revelou-se na sua realidade de fracasso total. A segurança é o mau reflexo da crise das duas, uma tragédia diária.  
Com a crise mundial do Corona vírus- 2019, muito foi revelado, principalmente a qualidade de nossa democracia e de seus políticos com seu nível de mentiras, hipocrisia e comportamentos umbilicais, tudo ficou escancarado. Agora vão surgir novos tempos e será necessário se readaptar para prosseguir? Sem educação, a saúde e segurança entram em pane permanente, vindo a ser sumidouro de dinheiro e fonte de corrupção. A quem interessa isto? Se interessava por motivos de negócio meramente pessoal, agora tal interesse é no mínimo antipatriótico.
Um dia no passado, quisemos seguir o “American Way of Life”, mas tendências outras da época minaram tal pretensão e ficamos no desvio dos jogos políticos ideológicos e do mero fisiologismo pessoal desde então; nisto ficou a vida e qualquer modelo, para ela pretendido, prejudicado pela política e pela vultuosa corrupção. O país perdeu a chance de ter boa trilha. Perdeu-se na falta de investimento em Educação, como linha básica para mudar o comportamento com qualidade e liberdade de quem quer progredir e ter sucesso. Face às permanentes dificuldades econômicas, nos tornamos o país onde a moral, a ética e a virtude cederam para a má-fé, o ganha-ganha do umbigo e o simples golpismo de operações diárias, de projetos de ocasião oportunista e que visam o umbigo de quem os implanta, certamente visando a corrupção, uma doença de sangue.   
O “American Way of Life” como modelo hoje sofreu suas mutações no tempo  também por forças internas na própria América, mas ainda continua sendo um bom modelo. Embora em muitos países tenha deixado de ser adotado, porque as bases econômicas de sua adoção foram sabotadas por disputas de ideologia que conduziram populações à progressiva e decadente pobreza intelectual, é um bom e honesto modelo que se pode seguir como imã de progresso. Ademais, o que deseja um cidadão além de uma família, casa, carro , móveis e alimentação digna num país de Educação forte onde se possa progredir nos negócios honesta e pessoalmente, com saúde e segurança ?
Boas práticas e modelos de progresso pessoal e coletivo ainda continuam sendo expostos e todos vem da América como referência. Todavia, contra tais modelos persistem as ideologias contrárias que gostam da pobreza, do povo eleitor cativo, da falta de esclarecimento e condições de sucesso material, da persistente visão de que ser rico é ruim e ter lucro é pecado. De tal luta, na maioria do tempo pouco visível, nos aproximamos de condições para permanecer como cão vira-lata e estamos cada vez mais degradados e candidatos a ter o indesejável, o modelo daninho  da mediocridade,  da falta de liberdade coletiva e individual, próprias de regimes de controle do ser, do ter, do fazer, do pensar e do existir. Em tal nível, só teremos o controle das massas, conduzidas ao trabalho e condicionadas para serem manipuladas. Para isto, o analfabetismo é uma mão na roda, a precariedade na saúde é o elemento coercitivo e a segurança o medo.  Nada se sabra do  viver e conviver com qualidade,  só do sobreviver. E o país continuará só uma fazenda e uma mina, tudo sem independência e liberdade. O momento atual poderia ser usado para repensar, para redefinir rumos nacionais, mas as lutas entre direita e esquerda continuam e não há definição. Como seria um pacto social para repensar ?
Que modelos seguiremos?  Que mestres invisíveis estamos seguindo ou estão atuando nas novas gerações hoje?  Sem educação, apetite pelo saber, sem adotar bons exemplos de progresso e liberdade, sem termos metas de conhecimento pessoal e coletivo, refinamento intelectual através de cultura e virtude, dificilmente teremos um nível de democracia desenvolvida e uma economia forte. Quem quer ser grande no pensar e no comportamento precisa ter modelos grandes, dignos. Aqui cabe bem a frase “ ter coragem de deixar o que se é, para alcançar o que se quer ser”. Tomar bons modelos para desenvolvê-los e a eles acoplar a particularidade e criatividade de nosso país, onde temos muita gente de talento, mas que infelizmente não contam com a oportunidade nem ser descoberto face à conjuntura.
Com a adoção de bons modelos teremos uma linha mestre, algo por onde as novas gerações possam guiar seus projetos e sonhos. Que não fiquem na mão de mestres invisíveis que forçam modelos sem qualquer restrição; isto porque pais e mestres perderam as coordenadas do certo e errado, perderam a voz, face as circunstâncias criadas para os desmoralizar e colocar fora do “moderno”. Alguém discorda disso? Quem criou ou deixou isto acontecer tem interesses de destruição, de pensamentos lunáticos de libertação, enganos niilistas frutos de suas cabeças frustradas.  
O momento seria de repensar onde estamos, por que chegamos a tal nível e onde queremos ir. Se não houver o início de aproveitamento deste momento histórico, em que a Pandemia fez a Humanidade ficar estarrecida, continuaremos a ter governos e mais governos do mesmo para os mesmos e pelos mesmos erros. Parecemos ser uma Nação à deriva. Por que quando voltamos do exterior temos a nítida sensação de que aqui tudo é de 5ª qualidade?  Estamos permanentemente fazendo esforços para conseguir ao menos boiar no cenário de ideologias de direita e esquerda, sem ir para a frente. A cada onda afundamos um pouco mais e encalhamos no mar da desorientação. Só progredimos esporadicamente quando interesses econômicos de fora conseguem grupos de apoio interno para empreendimentos pontuais, deixando, ao vagar, inúmeras outras oportunidades e potenciais.  Somos ainda a feirinha de eletrônicos, o campinho de testes, a quadra de exercícios, a ferrovia inglesa no meio da selva ligando a mina ao porto sem qualquer proveito sustentável para o país. Só esporadicamente chamamos a atenção de grupos de investidores para projetos reais e benéficos, ademais somos só um local de jogatina na Bolsa de Valores e na cotação do dólar e euro. Com estas atitudes, resultantes de décadas de negócios de umbigo, colocamo-nos numa posição histórica de atraso e dependência, ( hoje com mais gravidade, pois há necessidade de participar do mundo da exportações  num cenário mundial de progresso tecnológico de grande competição e muito pouco temos de ciência. O que temos para participar nesta fase sem mão de obra qualificada, ciência etc.? ), o que nos leva a ter que seguir modelos frutos de intelectualidade de outros países mais desenvolvidos. Não há como sair disto agora. A única alternativa é ter pelo menos cabeça para  escolher bons modelos e não os piores.     
Enquanto isto a América do Norte vai se recuperar, a crise de saúde vai passar, e a América vai voltar ao seu lugar, ao seu porto, ao seu caminho e normalidade. E nós? Não temos para onde voltar porque cada fase do nosso passado é pior do que a anterior. É isto, chegamos ao nível de não saber para onde voltar quando a crise de saúde mundial acabar. Para os demais países evoluídos, o novo normal será mera adaptação comportamental, mas depois tudo voltará ao normal. Para nos só restaria a oportunidade de ir em frente com novas ideais de como melhorar a educação, a saúde e a segurança; mas  tudo perfaz campo, porto, selva ainda no escuro, no indefinido, tendo o inseguro ainda como futuro. A nossa política não se acerta e não há acordo; a Nação parece ser só um detalhe no jogo de interesses mesquinhos pelo Poder.
Sem bons modelos, continuaremos a ser objeto de aulas dos mestres invisíveis, cujos objetivos são trazer negativismo e descrença em valores virtuosos da Humanidade. São mestres que vem atuando há décadas, fazendo a cabeça de gerações conduzidas ao nada em termos de modelos a seguir na educação, no trabalho e no pensar, sendo estas as verdadeiras armas para o indivíduo pensar bem , conviver melhor e prosperar.  
Que tal dar uma olhada, mais crítica e menos divertida, no que vai pelas  redes sociais, nos filmes de TV a cabo, vídeo games, mensagens em geral etc., disponibilizadas a todos de qualquer idade a qualquer momento, a título de promover diversão, mas subliminarmente explorando a juventude com mensagens de péssima qualidade e destrutivas. Não são sinais de que algo bem negativo vai sendo disseminado entre as pessoas? Que realidade estão plantando como normal?   Uma extensa programação de decadência, crimes, tragédias, catástrofes pessoais e planetárias, pessoas sem destino, desligadas,  que pregam ideais de relaxo e abandono, sem comprometimento, libertários sem causa, que sistematicamente dão lições através de imagens e frases quando não, tudo é subliminar endereçado diretamente a fazer opinião controversa e manipulação. Que plantação é esta?  Que ideologia está por trás disto? Pintam a América decadente, vendem uma imagem e uma realidade errada da primeira economia do mundo? Como isto vem da própria indústria do cinema para dar aulas diárias para as outras Américas? Quem no 2º e 3º mundo seleciona tais filmes e para atender qual interesse? O critério é de preço, filmes mais baratos? Não é de se crer nisto. Talvez pensem, vê quem quer, tem a opção de mudar de canal. É a liberdade de expressão, o cidadão é que deve escolher.
Ninguém tem o retrato inteiro do que é a América do dia a dia baseada no espírito americano, se vendo detalhes em fatos isolados de TV e filmes. É o mesmo que querer imaginar o Brasil como um todo, a partir de documentários sobre favelas e lugares afastados no Nordeste. O que quero dizer é que há para as pessoas a força das imagens, sendo que o desafio da discricionariedade geralmente não é vencido a contento e a pessoa acaba tendo uma visão incompleta, com a qual julga a realidade mesmo que imaginada e manipulada. Portanto, é necessário cuidar das mensagens e dos impactos diretos e indiretos que possam decorrer das imagens que estão sendo acessadas, mesmo que de passagem, já que a ansiedade do espectador, em ansiosa troca de canais e mensagens, a elas, muitas vezes, só superficialmente presta atenção.
É necessário reavaliar o impacto desta imagem distorcida face uma audiência,   que por analfabeta não tem discernimento suficiente para filtrar mensagens. Assim sendo é bem provável que por aqui se pegue de cada filme o pior ( justamente aquilo que o cinema americano quer criticar e remediar quanto à sociedade americana em si, tentando chamar atenção para curar aspectos que precisam ser consertados no American Way of Life em andamento. A estratégia de saturar a audiência com atitudes erradas para que sejam detestadas, num país atrasado em Educação como o Brasil, não dá certo e o ato a ser repudiado acaba tornando-se modelo, aula, dando ideias de como agir, no geral ilegalmente. Aulas diárias, que desafiam a polícia, especializada ou não, que já não consegue agir com eficácia, pegam a infância, adolescência,  juventude e a bandidagem de cheio. São exemplos diários visto nos filmes que vão desde armações criminosas, as roupas da periferia, o uso de armas, o vocabulário do submundo etc., etc. Seriam, então, no mundo emergente, atos assimiláveis, lá como corruptelas ou exceções no sistema, seriam comportamentos que se quer corrigir; mas aqui é escola, vira modelo de comportamento e ideia negativa. Aqui isto atinge de uma maneira bem democrática, qualquer lugar em São Paulo e vai para regiões mais distantes, onde a população não está no mesmo nível de evolução social para filtrar e entender, podendo só copiar. A manutenção de tais lições favorece a contestação de tudo, coloca em dúvida tudo, o poder constituído, a ordem, e por vezes enaltece a corrupção, a devassidão, o negativismo etc. e vai ao encontro da mentalidade superficial e ingênua do socialismo com dinheiro dos outros, regimes centralizadores que retiram a liberdade do cidadão e vivem do controle e opressão do povo.  Quem defende tais regimes só pode pensar que será um dos cabeças, deixando de se colocar  na hipótese de ser povo. Uma quimera.   
A América voltará mais forte, mais resoluta, mas precisa olhar que muito do que dela sai e vai para os mundos adjacentes está expondo sua imagem erroneamente, um império em decadência, e isto não é verdade. A América não pode se descuidar de sua imagem para o exterior. Deve cura-se da Epidemia e voltar a pregar e garantir a liberdade sadia, produtiva e assegurar que o modelo por ela proposto é o melhor para o indivíduo prosperar.
Como entre nós tudo tem que atender à liberdade de expressão e nada pode ser censurado, não teremos sucesso quanto a barrar qualquer programação comprada, pelo que a consciência deve ser de quem a vende e a compra lá fora. Aqui, com o alto grau de analfabetismo, nunca se espere que tal programação não seja aula de como agir e pensar. Isto tudo fica no invisível, ponto que o discernimento comum não é capaz de captar e entender, todavia é o pano de fundo do teatro nacional em todas as suas péssimas sessões.
Se este tempo de corona trouxe prejuízos ao mundo dos dinheiros grandes, pode pelo menos propiciar uma reflexão maior quanto a conceitos e princípios que estão sendo deixados de lado. É o tempo ofertado para pensar em rumos e redefinir rotas e objetivos. O aviso foi dado, a sineta tocou, o alarme foi dado ,o sinal vermelho está na fronteira.
Ao voltar ao seu normal, a América terá seus problemas próprios, mas nem de longe estes terão a dimensão brutal das consequências nas outras Américas. Mais um motivo para a América,repita-se, não esquecer seu papel de inspiradora de um espírito de liberdade e trabalho, de livre iniciativa e sucesso para a vida de uma pessoa e sua coletividade.  A questão é a preservação de uma imagem, de modelos a serem continuados, ajustados e que estão em jogo. O outro lado é de insucesso e escravidão, mas pode estar querendo tirar vantagens nesta época e consolidar-se face à pobreza e o analfabetismo.
A América de todas as gentes imigrantes, que fez o espírito americano, hoje está atuando em vários níveis de ciência e política; sai da Terra, procurando no espaço o futuro da Humanidade em esplêndidas naves espaciais; procurando ali o passado que explique tudo, mas também é agora afrontada por microscópicos seres maldosos numa inacreditável devastação, inexplicável fragilidade, mas perfazendo questão de ciência, que certamente será vencida com o espírito americano de sempre; é uma questão de tempo, a solução virá. Por hora, no entanto, ninguém convencerá o cidadão americano de que algo pode estar errado, seja quanto à imagem externa ou relações internacionais, quando a vida interna dá certo, é próspera e traz bons resultados para o dia a dia, como ele foi construído numa nação de progresso, mesmo com eventuais problemas sociais que são assunto de solução exclusivamente seu. Há problemas americanos que exigem aperfeiçoamento, mas a dinâmica lá é outra e numa democracia forte e irreversível, o povo americano logo achará soluções. O conjunto de resultados de progresso é bem maior do que defeitos. Lá há instituições fortes, legítimas, mais fortes do que qualquer cidadão ou autoridade; são as verdadeiras fortalezas para qualquer crise. Lá ninguém tem vergonha de comemorar dias nacionais e seus símbolos. Podem ter suas diferenças e problemas de discriminação, mas todo e qualquer cidadão tem orgulho de seu país e de sua bandeira. 
Se o problema é de imagem para fora e como está sendo usada contra a América nas demais Américas, deve-se perguntar se há preocupação quanto a isto por parte da própria América. Se não há, é bom revisar  a política externa e as relações internacionais, porque há muita gente interessada em boicotar e ultrajar os bons modelos americanos de democracia e liberdade. Há mentes lunáticas que criticam a América como uma fonte de Poder opressivo e dominador; é a atitude intelectual do fracassado, do atraso e do apego a quimeras ideológicas do passado que não deram certo. A ideologia de tais mentes é certamente descaracterizar a América, favorecendo outras bandeiras. Neste sentido, encontramos em jornais, blogs e colunas com viés ideológico, visando a crítica do sistema americano como autoritário, arrogante, fascista, de extrema direita etc. e com base nisto, tentam analisar até o passado sob a ótica libertária inconsequente de quem quer derrubar o muro sem saber o que há do outro lado ou simplesmente não tem assunto outro, senão afundar-se no negativismo. Erram em querer criticar o passado como os olhos do presente. Parecem se ressentir das várias derrotas passadas nas tentativas de implantação de ideologia do avesso ou simplesmente não têm o que escrever para satisfazer seus patrões. Neste condão, até os super-heróis do desenho animado assumem papel fascista e de opressão. A Disneylândia é centro de fantasia e ilusão e afasta as pessoas da realidade social e da “luta”. Ora, bolas! É a filosofia do oprimido, dos “olhos baixos”; é o “vitimismo” tentando justificar seus atrasos no sucesso de alguém, geralmente tomado com seu opressor. A análise é sempre feita com falta de isenção e com base em paradigma ideológico para atacar o capitalismo, a democracia, a liberdade, usando pontos que ainda precisam ser aprimorados, mas que em suas análises são apontados como grandes e irremediáveis defeitos em comparação com os sonhos e paraísos lunáticos da ideologia contrária, a qual, no entanto, nos seus exemplos históricos de implantação revelou-se incompetente para estimular as pessoas a progredir, pois, ou mantinha-os silenciados, presos ou mortos, tudo para manter um regime de mentiras, censura, controle absoluto, medo, patrulhamento, assassinatos, etc. Que sonho tem esses lunáticos libertários? Mesmo assim, as leis lhes dão liberdade para isto, mas nunca valorizam nada da liberdade que possuem, digamos, incendeiam o carro que os transporta, isto não querendo usar exemplo inferior. Enquanto a nossa intelectualidade patina no mesmo, o fato concreto, é que internamente a América será o que tem sido; pouca mudança haverá que se amolde ao pensamento e sentimento das elites negativas e intelectuais  dos países das demais Américas, onde tudo ressoa  como “ os cães ao ver a caravana passar”. Mas nota-se que aumenta a cada ano a expressão de tal pensamento negativo e derrotista, eis que já há um movimento não organizado, mas bastante impregnado de jogar dúvidas e incertezas numa atitude de pichação contínua, sem obstáculo, já que há  omissão americana quanto a preservação de sua imagem, e tal atitude vai   acontecendo  e vai moldando novas gerações na substituição de modelos mais claros, bons e positivos por modelos negativos e que não levam à procura da virtude, da sabedoria, da curiosidade pelo saber e ciência, da prosperidade pessoal e coletiva. Parece haver uma torcida para o quanto pior , melhor. Que país pode viver e vencer com isto?  
No mais, a América prosseguirá para seu propósito e só olhará com mais cuidado para os seus países de influência quando os dividendos e envio de lucros anuais de empresas diminuir. Talvez, as causas de tal diminuição estejam surtindo efeito na mão de obra desqualificada, no sistema de Educação inútil e ineficaz, na adoção pela juventude de modelos negativos etc. em uma longa lista, mas a América deixa isto por conta da liberdade de cada país, dentro de seu espírito.   
Seja lá como for, que não seja muito tarde. O fato é que muito do que pode ser feito não depende da América, mas das próprias autoridades políticas aqui que têm se revezando no Poder, mais preocupadas com seus umbigos e negócios do que com as novas gerações e o futuro da Nação. Tudo na vida de um indivíduo ou de um país é um processo com início meio e fim. Onde estamos nós?
Ademais, se estudarmos a História Americana veremos que a América já viveu tudo que estamos passando, em várias fases, e há muito tempo, principalmente de 1890 a 1930. Lutou e venceu. Não é mais a terra do atraso e não voltará atrás para contentar seus países de influência, porque hoje sabe a receita da prosperidade e com ela se ocupa. Quem desejar que a siga para ser grande.  Quem tem o olhar baixo, que não seja medíocre de querer vê-la a seu nível, mas trate de seguir seus bons modelos e obter sucesso, com trabalho e boa escola. Todavia, com educação sem rumo, forçando a saúde e a segurança, nenhum país aqui terá sucesso e os inquilinos do Poder continuarão a fazer seus negócios umbilicais, espoliando o Grande Leviatã em que se tornou o Estado em seus três níveis.
Enquanto isto, a América continuará a promover e avançar para apresentar o “avant garde” da Humanidade, daí sua missão, embora viva em estado de alerta, atormentada por nações de olhos baixos; vive em reação, pronta para a guerra entre humanos, mas curiosamente descuidou-se de uma ser microscópico, invisível assim como é o ego. Em questões de defesa de seus interesses políticos e de seus cidadãos empreendedores ao redor do Globo, a América tem razões que a própria razão desconhece. Mas no seu lugar, quem não teria? São também razões democráticas, de liberdade individual e do Estado de Direito e isto basta para justificar suas ações. A América, enquanto espírito americano, nunca baixará a bola para se equiparar a quem tem olhos baixos e não quer crescer, preferindo permanecer em pequenos negócios de umbigo e adotar ideologias erradas. Não reconhece e valoriza perdedores, mas lutará sempre pela liberdade individual, coletiva e de livre comércio como expressão dessa liberdade.
O certo é que o nível de sucesso obtido com o espírito americano provoca ciúmes, inveja, disputas; é como se a América fosse uma pessoa diante de tantas outras humanas, numa disputa de egos. Ela defender-se-á para preservar seus princípios e jamais reconhecerá os que não sejam de liberdade individual; tem o direito de fazê-lo, usando a própria liberdade que defende para todos. O lema é “ não gosto do que dizes, mas lutarei até o fim pelo direito de dizê-lo”.
Para se entender o espírito americano e o sucesso obtido pelo trabalho e comércio, é necessário ser americano, ter passado por todas as fases de educação e socialização ou viver na América com a intenção de incorporar valores, entender toda a História. Explicar a América sem isto, é atender a mensagens de seu estereótipo, construído para descaracterizá-la, aproveitando-se de seu aparente momento de descuido. É, além disso, querer justificar o insucesso próprio de cada país, querendo antepô-lo ao sucesso de um espírito de prosperidade e sucesso.
E assim, o falso caleidoscópio feito por notícias de TV, filmes, games, sites e textos   etc. que fazem um quadro que influencia pessoas em vários países, a serviço de forças medíocres e ideologias que nunca construíram nada de bom,  não é a América do dia a dia; não é a América verdadeira de sucesso e prosperidade, não é  espírito americano, o âmago da liberdade individual e do empreendedorismo, da vida útil, progressista e positiva. Não se confunda a imagem distorcida que foca exceções e quadros comuns a qualquer país com a vida americana que dá certo, que é positiva, que é baseada na liberdade e boa-fé, sendo o verdadeiro Estado de Direito, constitucional e feito pelo, para e com o cidadão, protegido por instituições fortes e independentes, unidas por princípios de liberdade. Há muito pouco para mudar na América como ela tem sido internamente e acontece; se há defeitos, são exceções e próprios de qualquer sociedade, embora tais detalhes sejam amplificados por interesses em denegrir o país. Como em qualquer sociedade, pessoas se perdem, vão à falência material e emocional, entregam-se ao alcoolismo e drogas; há dementes, incapazes etc., em porcentagens estatisticamente estudadas. Ademais, mesmo sob o melhor sistema político democrático, há um aspecto Universal a ser considerado, em qualquer lugar do mundo, haverá sempre, resguardado o nível de escolaridade, o ego e a sua manada, esta principalmente cheia de bezerros eufóricos ou revoltados, onde ações e reações são impetuosas etc., sujeitas a gerar frustração e raiva, por grandes ou mínimos motivos que sirvam de atiçador de suas contrariedades pessoais. A diferença está sempre na qualidade e segurança da estrutura social de cada país, permitindo que as pessoas possam usufruir da liberdade de se movimentar e se exprimir sem prejudicar o patrimônio de terceiros.      
Sim, a América, após as guerras, sempre voltou mais forte, e contra esta Pandemia não deixará de seguir sua missão de ser modelo bom de progresso, democracia e liberdade. Segue-a  quem quer, segue quem não quer se afundar no mar da escravidão individual e regimes sombrios que já mostraram e mostram sua má qualidade. Mas até nisto há liberdade, cada pessoa e povo podem escolher enquanto houver democracia para tal. No entanto, sem investimento pesado em Educação nada se faz, nada prospera mesmo que bons modelos sejam adotados para o caminho do país. Sem Educação “ o Brasil conhecerá a selvageria antes de conhecer a civilização”, segundo Nelson Rodrigues. Aqui, é cansativo escutar a repetição da frase “vamos levando, para ver no  que vai dar.!”   E infelizmente  está dando cada vez mais errado.

Odilon Reinhardt .3.6.2020











domingo, 3 de maio de 2020

Eles sempre estiveram entre nós.


                                          
                                            
                                               
                                               Eles sempre estiveram entre nós.

O ser humano e seu polêmico surgimento neste Planeta. Teses e teorias, milhares de escritos e livros se revezam. A origem espacial? Possível imigração marciana ou venusiana? Questões em exploração? Teoria da evolução?
O fato é que o humano espalhado pelos continentes, nesta quadra da sua diversificada evolução, gosta de admirar a maravilha das paisagens, campinas e montanhas, mares e lagoas, uma beleza, uma composição, um concerto sem igual no planeta azul. Todavia, o ser humano continua a impor sua presença num ambiente no qual sempre encontrou inúmeros problemas de adaptação e inclusão; parece a ele não pertencer.
A luta do humano contra o ambiente é secular, vive com ele brigando; só consegue progresso destruindo, poluindo e envenenando à exaustão. Só consegue proteína devastando e matando.  Luta o humano diariamente para aqui permanecer, mas parece não ser aceito, precisa de milhares de medicamentos, uma parafernália química e de equipamentos para se defender contra inimigos invisíveis.
Vírus, bactérias etc. estão a todo segundo querendo comprometer a saúde, matar a vida, eliminar o humano, que só com sua ciência consegue alguma vitória. Montou uma verdadeira indústria para tal fim; polêmica por sua ganância e ética, reflexo dos defeitos humanos, mas indispensável para a manutenção da vida no planeta. Agora, tudo isto é colocado contra a parede, pois tal indústria terá que usar a verdadeira ciência para segurar sua clientela viva, a própria Humanidade, a toda hora provocada e desafiada.
Em 2020, as forças microscópicas avançam; mais uma vez vieram para matar em massa. Um vírus diferente, mutante, inteligente está no ataque; faz patrulhas de destruição impiedosa, rápida, muda hábitos e costumes, altera a vida. Parece ter pressa, quer o maior número de vitórias contra a ciência humana. Espalha medo, incerteza, insegurança, desconfiança, discórdia  e atiça o ego de governantes e autoridades. É traiçoeiro e silencioso. Faz o humano pensar na dimensão da vida.
De onde veio ou vieram? A ciência se contorce e demora a responder; foi pega de surpresa. Seria um exemplo de aplicação da Lei de Malthus, onde a própria Natureza cria o controle da espécie?. Não importa, pois a existência do vírus é real, racional, desconhece as estruturas materiais e espirituais criadas pelo humano; esconde-se, não quer comunicação, só ataque. O ego de defesa animal, presente no humano, e seus auxiliares mais refinados como a emoção, a ilusão, a fantasia e a fuga vive na ansiedade, na impetuosidade e emoção, todos detalhes menosprezados pelo vírus que não quer saber de nada disto e espreita sua caça para matá-la em qualquer lugar. Alienígena ou não, o vírus já estava entre nós e de tempos em tempos vem se aprimorando para nos eliminar.
As estruturas humanas para prover proteína a favor da  população, agricultura, indústria e comércio se assustam, entram em pane. Pouco importa ao vírus a política; as disputas por dinheiro e poder, perdas e ganhos lhe são irrelevantes.  O vírus faz de todo o aparato e classificações criadas pelo humano um detalhe insignificante perante o valor maior que é a vida e sua existência. Derrota as coisas e os negócios do mundo do Ter e do Fazer, ameaça o Ser, amedronta  o viver, o conviver e o próprio sobreviver, este último com ênfase de prioridade emergencial; coloca em cheque as cerimônias, crenças e crendices imaginadas pelo humano que fica estarrecido com a inaplicabilidade de tudo diante do momento gerado. Todo o previsível tornou-se imprevisível; a Humanidade  embarca no escuro de um navegar  que se espera não seja de Caronte.  O medo cria fantasmas e tem alguns aliados perante suas próprias vítimas como o negacionismo (reação típica do humano frente a falência de sua realidade sonhada), a ignorância , o analfabetismo, a alienação, o desconhecimento básico das noções de ciência e por que não a repetição pela mídia de mensagens à exaustão, que podem ocasionar uma banalização e recusa a escutar notícias.  
A única saída parece ser a é racional, científica. Não adiantam boas e belas  palavras, intenções, objetivos e poesia, que valem, como sempre valeram entre os humanos por  acalento e apoio, mas não para a guerra entre Ciência e o microscópico monstro. Contra o monstro invisível só a ciência, fria, calculista, racional e, agora esforçando-se para ser eficaz. Ou mata-se o vírus ou morre-se. Só a ciência humana, com vacina e remédio, poderá salvar o humano desta invisibilidade. Governos e governantes se batem quanto às estratégias de combate mescladas à pressão econômica para evitar danos históricos e políticos para as economias. Autoridades eleitas negam o caos por não acreditar que seus planos de governo estão sendo severamente alterados, o sonho inicial não vale mais. De nada adiantam opiniões, bom senso, devaneios e delírios, retórica e demagogias pessimistas ou otimistas em palavras; eles simplesmente não se comunicam como o vírus e deixam ressaltada a total ineficácia das criações humanas perante um inimigo invisível, que age isoladamente e usa o humano como vetor, tornando-o inimigo dos demais; desafia o poder de controle dos Governos, a previsibilidade. Mesmo que o corpo de cada pessoa reaja com suas próprias forças com a ajuda dos equipamentos humanos, a ciência médica não sabe, com precisão, o que ajudou a curar. Milhões de remédios até agora desenvolvidos; nenhum serve contra o vírus. E por resto, a aparente vitória da assistência médica, representada em cada sobrevivente, não afasta sequelas que comprometem a vida do indivíduo talvez por tempo ainda incerto.
O humano conta com a sorte, espera pelo depois e usa oração  para que o vírus fique longe de seu corpo e amigos, sem ter noção alguma quanto à localização do vírus.  Ao humano só cabe torcer, ter fé, esperança, ilusões sempre presentes na vida, principalmente quando a realidade de seu país é emocional, passional, face o alto grau de analfabetismo. Só cabe esperar, rezar e torcer. Um país torcido e distorcido também por meios sensacionalista que fazem picadinho da audiência nesta hora. Redes sociais espalham “fake news”. No geral, informações são generalizadas com dados incertos, o que desafia o.   poder de discricionariedade da arrasada audiência, cujo sorriso já foi retirado há muito tempo.
Tampouco importa a politização da crise e disputas eleitoreiras. Neste sentido,  o humano procura culpados, quer punição, quer responsáveis, quer explicações, quer saber de onde veio o vírus, se foi criado ou não. Há suposições interesseiras quanto ao criador e suas intenções, ideologia e objetivos. No momento não é boa tática, pois o que interessa é o vírus em si e seu poder de fogo mortal.
O fato é que o humano sempre gastou trilhões para investigar sua solidão no Universo. Age sempre de modo exteriorizado, deixando de dedicar ações efetivamente eficazes para a investigação microscópica e seus ataques cada vez mais constantes contra a vida humana. Sempre agiu como um lunático que gasta seu tempo na janela admirando o céu e as estrelas e esquece de olhar sua casa que está ruindo e pegando fogo. Na ciência, quer descobrir planetas semelhantes à Terra, vida ou possibilidade desta no Universo, e acaba menosprezando  seres existentes, reais, microscópios que sempre estiveram entre nós e querem matar a toda hora. Agora o desafio não é como chegar a Marte, mas como ter gente para chegar lá. Bilhões gastos em quimeras e alucinações da espécie e agora a ciência toda pega em total despreparo, para combater um ser microscópico, que parece fazer pouco caso da Humanidade, reduzindo-a e humilhando-a perante forças bem superiores.   
Na fantasia, o ser humano tem  imaginado seres alienígenas horríveis, em máquinas totalmente impossíveis de existir; distrai-se com produções artísticas, criando tecnologias idealizadas para o futuro em cenários de sociedades frias e calculistas, padronizadas e robotizadas, defendendo-se de invasões e destruição por alienígenas visíveis, esbalda-se em filmes de catástrofes e fim do mundo,  mas não considera que os inimigos já estão aqui e se preparam para a letalidade descomunal. O humano sempre foi levado a concentrar-se no visível, no palpável e adquirível ou não; concentra-se sempre na “broader picture”  e agora é atingido traiçoeiramente por algo da “very small picture of a smaller world” feita de seres malignos, vindos  para matar. 
Repita-se, pouco importa se são daqui ou de fora, já estavam entre nós, aprimorando-se a cada ano para atacar, certamente estudando e testando a fragilidade do corpo humano. Isto leva a indagar como eles serão em 2021 e nos anos do porvir? Darão uma trégua ou agora é o pretenso Confronto Final?   Por hora, atacaram indiretamente o tecido produtivo, as fábricas de dinheiro, a produção e distribuição de proteína, as estruturas humanas de circulação.  Ensaiam  golpes derradeiros?
Assustador? Certamente, mas nem tanto. Pegou muitos países de surpresa, mas o mundo, mesmo com os mínimos investimentos face outros gastos, conforme acima destacado, evoluiu e fez a ciência progredir. Desde a H1N1 da Gripe Espanhola, que no começo do século passado ceifou milhares de vidas, o mundo mudou em termos de higiene e padrões sanitários, a medicina evoluiu conforme a lucratividade do mercado, de modo que o vírus, desta vez, será pela ciência, novamente afastado e obrigado a se retirar.
No entanto, tudo exigirá paciência, persistência e espera, o que afronta uma população que se acostumou com a “virtualização” de tudo, tornando-se vítima da ansiedade, da intolerância e da impaciência, sempre desejando a solução rápida e instantânea, sem precisar esperar nada, vivendo a época do descartável, do transitório.  Agora é a vez do grande teste humano. 
Ainda serão contabilizadas muitas mortes no diário número de infectados por um vírus que não sabemos onde está, tudo na indagação de como será depois. Poucos sabem o que fazer, no durante da crise, com suas vidas pouco intelectualizadas e muito condicionadas a seguirem padrões e modelos de massa e de consumo.  
O vírus matará muitas vidas. Até 2/5/2020, já eram no mundo 3.421.834 casos e 243.524 mortos, conforme a rede de TV CNN-US. Para muitos bebês, jovens, adultos e idosos já falecidos, este foi o embate final. Quantos mais?
Mesmo com todo este escândalo trágico e profundamente triste,  este vírus é menos letal que alguns aspectos que o próprio humano carrega consigo e alimenta todos os dias, o ego e algumas ideologias e crenças criadas que sempre matam e mataram diariamente em forma de violência física e moral, e que o humano já banalizou e nem junta dados estatísticos mundiais para tentar combater esta praga. O banditismo e a violência entre humanos matam mais no dia a dia.
A Humanidade ajoelha-se agora perante o vírus, mas segue se mostrando incapaz de cura para estes males interiores que corroem o comportamento e as relações humanas, resultando em morte aos milhões por dia. Poucos de dedicam a tomar atitudes reais e efetivas para adotar o esclarecimento (luz),  a compaixão ( amor) e a paz como meio de vida. Assim, o vírus do momento é grave e fatal, mas sua letalidade é até diferente perante o sacrifício humano imposto pelo ego, que destrói pessoas, deixando-as vivas. Necessário ressaltar que com o isolamento e afastamento, muitas doenças pré-existentes poderão agravar ainda mais o dia a dia de pessoas ansiosas, paranoicas, obsessivas e/ ou hipocondríacas, que vivem sozinhas ou mesmo  em grupos. A realidade do que está ocorrendo nos vários tipos de habitação humana deve estar no limite. Qual a dimensão e como isto explodirá? Mais um dos feitos e efeitos desta crise histórica.     
O vírus, no entanto, consegue seu intento, fez a revelação, mostrando o mundo dos mascarados. Afinal, faz mudanças como a de o humano agora não ter só medo da reação e ação do Próximo, mas da sua presença. Enfim, o Próximo como inimigo. Cobre de desconfiança as relações sociais mais amistosas, colocando os amigos diante da desconfiança.  Doravante, o medo não é só da aproximação de mendigos e pedintes, mas de qualquer ser humano de qualquer situação social. E tal afastamento e radical isolamento faz com que deixemos de ver seres queridos ou até conhecidos que neste meio tempo poderão ter o cartão de existência vencido, dependendo da fase da vida em que se encontrem e como sentirão a solidão.  Triste realidade. Já há até enterros solitários para pessoas de grandes famílias e outras de grande prestígio social, a vala comum, feita com trator e em caixões toscamente feitos de madeira barata. Inúmeras situações surgem a cada dia e quantos nem sabem, mas estão vivendo seus últimos dias ou quando viram pessoas queridas pela última vez, era efetivamente a última vez.  
O vírus, em verdade, acelerou tendências já em andamento há décadas, sentidas com mais intensidade em alguns países do que em outros. O ego agressivo, mais impulsivo quando contrariado, aparecerá agora mais globalizado na nova realidade? Talvez, mas continuará persistente e isto diz respeito à resposta à questão que já está sendo feita relativa a de se querer saber se haverá muitas mudanças depois desta crise. Certamente, a curto prazo, haverá mudanças operacionais no mundo do Ter e do Fazer , com reflexos no  campo comportamental, mas com o possível recuo do vírus estas desaparecerão; infelizmente pouca alteração aparecerá no Ser  normal das pessoas, a não ser aquelas que já estavam desejando mudar ou já estavam  num processo interno de mudança do mundo interior para maior consciência e possível caminho mais virtuoso. O fato é que seria surpreendente se houvesse mudança que aproximasse o humano do humano, afastando o mal ego que só cria contrariedade, ansiedade e conflito, sempre atrelado ao medo de perder.  Isto seria inédito, pois a História nos conta que depois de grandes ataques do ego no passado da Humanidade, nenhuma foi acompanhada de mudanças para melhor. Mais recentemente, depois que a gripe espanhola (H1N1) ter matado 50 milhões de pessoas, o mundo prosseguiu tal e qual e não evitou Hitler, Stalin, a Segunda Guerra, a Guerra do Vietnam e os conflitos raciais e religiosos atuais. Mudanças sempre ocorreram no campo da tecnologia militar ,com subprodutos para a sociedade civil, novos materiais, novos procedimentos, mais pragmatismo, racionalismo para o bem da produção, mas erroneamente adotados nas relações humanas com desastroso resultado, sempre dificultando a convivência e a adoção do esclarecimento (luz), compaixão (amor) e paz. Assim, é histórico que a manada incauta sempre prosseguiu até o próximo ataque, instintiva, seguidora, cega. Não aprendeu nada.  Possivelmente é o que veremos novamente.
Enfim, se o humano não mudar seu interior, é o umbigo que vai vencer; o ego estará, enfim, no seu reinado devastador, com auxiliares retirados do mundo da produção, qual sejam, repita-se, o racionalismo, o individualismo e o pragmatismo, que quando transportados da linha de produção para as relações entre humanos, produz o comportamento frio e calculista, próprio dos psicopatas, ou grosseiro e impetuoso, próprio do tosco e incauto. Se o humano aceitar a continuidade de tudo isto, seu comportamento egoísta marcará, doravante, a consagração do velho problema humano como soberano do “novo  normal”.
Quanto aos seres microscópicos, não há garantias nenhuma de que o novo ataque não venha como Covid-20, 21, 22... ou sob qualquer outra forma mais inteligente e aprimorada para matar. Até lá, a ciência talvez já tenha uma vacina e remédio para o Covid-19, como hoje já existe para as variações da gripe. 
O momento exige reflexão. Cabe a cada um refletir sobre o que está  aprendendo com a crise gerada por este vírus e a tentativa de caos por ele trazido. Se ainda não observou nem tirou nada para aprendizado, já é um grave sintoma pessoal, matéria suficiente para consideração no foro íntimo.
Para quem se interessar, abaixo há alguns arranjos de palavras que fiz para  ajudar a reflexão neste momento.
Odilon Reinhardt. 3.5.2020                                    

                                                 Teste humano.



Hora de apreensão,
a Humanidade treme,
extremada tensão e comoção. 

O humano se coloca longe do humano,
corpos em separação,
medo e pânico sano,  por vezes insano.

Há, desconfiança, incerteza, isolamento
receio, insegurança, pânico,
distanciamento e por vezes esquecimento.

Campo propício para a escuridão,
dias de trevas, mau humor, descrédito, pessimismo,
descrença , egoísmo e desorientação.

Tudo que só enfraquece e que não leva a nada ,
que só destrói , desconstrói , restringe,
só recolhe , prejudica e não ajuda.

Como inverter tal química?
Só com o pensamento positivo do mundo interior,
manter a cabeça acima e alimentar a alma simpática.

Quebra de hábitos pessoais,
rotinas alteradas,
não há perdão para erros fatais.

Com as notícias pela TV, muitos desesperam, há ansiedade ,
multiplica o egoísmo, o individualismo
e tudo parece piorar com a usual negatividade.

Solidariedade e fraternidade?
Impraticáveis por ações do fazer direto,
uma inusitada adversidade de verdade.

A amizade, afetividade, amor, compaixão,
nada de beijos e abraços, só por palavras e telepatia;
mandando para o Próximo muita comunicação e oração.

Como esquecer o próprio umbigo,
o prejuízo, do dano físico iminente,
e voltar-se ao Próximo como amigo?

Como deixar de lado o egoísmo,
o medo, a ansiedade pessoal
e privilegiar o humanismo?

Como ajudar, como manter o moral
sem ações, sem o fazer etc.?
É a hora das palavras, do conforto mais especial. 

Não podendo abraçar fisicamente,
agora, são as palavras que podem levar e trazer
o conforto que a alma pode dar à mente.

Na imensa população de nosso planeta solitário,
o punhadinho de gente que conhecemos
merece formar uma rede de fé no esforço diário.

Entre os conhecidos estão pessoas únicas também
que marcaram presença significativa em nossa vida
e merecem atenção neste momento em que cada um é refém. 

Pessoas que desistiram de se ver e se lembram agora,
que tomaram caminhos diferentes,
muitas que partiram e não foram embora.

Que cada um que observe quem é quem em seu existir,
que seja ou tenha sido importante no mundo psíquico e/ou físico
e possa considerar estas pessoas  em seu prosseguir.

Que cada um observe quem lembrou de quem desinteressadamente,
quem se importou ,
quem nos considerou nesta horta de pouca gente.

No mundo, as terras contam suas baixas e muitos nem sabem
que podem estar vivendo seus últimos dias
e continuam como podem e com  o que sabem.

A palavra é o alimento positivo de esperança,
de otimismo, de boa perspectiva, de reforço e coragem,
bem melhor do que a desesperança  e a descrença.

Neste momento o material, a economia derrete,
as estruturas materiais ainda se sustentam,
em rota para o que ainda vem pela frente.

Grave ataque ao aparelho estrutural,
Governos desesperados para manter a receita,
suspensos direitos à locomoção e tudo fora do normal.

Autoridades com desesperada retórica,
frases de liderança e orientação,
mas temendo a perda de controle, crise histórica.

O comércio fechado,
fronteiras cerradas,
indústria desacelerando.

Consequências funestas,
desemprego, falta de salários,
nada de reuniões, viagens e festas.

O medo de perder,
agora posto no amplificador,
o ego ativado para se defender.

Trilhões de dólares em perda material,
outros tantos em perdas humanas,
o mundo espiritual como último bastião imortal.

Diante dos danos e perdas financeiras,
a opção é ainda pela vida e sua preservação,
o mundo acordou  nestas horas.

Testes de guerra para o corpo e ciência humana,
contra o invisível, o microscópico, 
o globo terrestre em novo drama.

Tempo do invisível, mas real,
do não palpável , mas concreto,
tempo de ameaça e do medo do mortal.

Toda a ciência da Humanidade
foi pega sem preparo, de surpresa
e se esforça para lutar contra tal adversidade. 

Pouco importa a situação e posição social,
ricos e pobres ,
todos no suplício global.

Apocalíptica crise das cidades,
redutos doentios ,
quem vai viver ou morrer, e outras realidades.

Mesmo com tanta crescente ansiedade e comoção,
só o pensamento positivo pode ajudar,
é um meio de manter a alma na luz , amor e compaixão.

Entre os afetivos, irmãos nesta hora que pede calma ,
uma corrente forte e intensa,
pode ajudar dando pelo menos o conforto à alma.

Assim, com intensidade mando um abraço neste momento,
preservando a raridade de um encontro,
e celebrando estarmos neste dia em elevado pensamento.

Só o pensamento positivo pode ajudar,
sempre foi assim perante qualquer situação material ou de doença;
é a força da energia do mundo interior que pode sempre fazer melhorar.

Nunca se pode ceder ao negativo,
ele na História elevou o egoísmo  e só fez destruição
a nível pessoal e coletivo.

Só o elo de ligação da corrente positiva
entre seres humanos constrói
e ele vem do mundo interior de força ativa.

Doravante cada dia é uma sorte;
agradecer estar aqui, vivo, com saúde
e poder enviar  um abraço intenso dando às almas um norte.

O norte é pensar Bem,
orar para que a provação passe
e que tenha ensinado algo para alguém.

Que sejam centenas de “alguém”
e o mundo e as pessoas acreditem que no seu interior
deve imperar o amor, a luz, e a paz para espalhar entre todos  também.

O mundo precisa e precisará de menos pessoas calculistas, frias,
pragmáticas, interesseiras  e inconscientes, cartesianas
egoístas que tornam as relações pessoais utilitaristas.

Entre almas de igual valor,
basta terem tido a oportunidade 
de ter se conhecido neste mundo de tanto apego e dor e pavor.

Deste  patamar bem superior,
mando também um abraço de intensa luz e energia de encorajamento
trazido da pura essência, das camadas elevadas do Ser e todo seu ardor.

Feche os olhos, abra a alma e sinta-se com a alma abraçada
porque esta é a maior expressão de cuidado neste grave momento
e a sublime comunicação de almas  em dimensão elevada. 

Assim, todo dia devemos desejar estar vivos no centro
desta confusão  pandêmica, provação, teste mortal,
para sobreviver e poder afinal dizer, “estamos salvos por dentro”.

E não é só neste evento desesperador deste mundo; 
a força da energia contida no abraço revelado é a alimentação
para cada dia da vida num  nível mais profundo.

Quer viver  e viver assim?
Mande um abraço para qualquer alma de sua afetividade
e a vida será hoje e doravante um paraíso até o fim. 

Nada mais pode ser feito a não ser uma corrente do Bem,
telepática, imaginária mas feita de energia do bem querer
e que pode contribuir para todos também.
Odilon Reinhardt.

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                                         Dimensão da vida.


Nestes dias que o tempo fará ,
pensa-se na verdadeira dimensão
de tudo que ele pára.

Momentos de reflexão
sobre o limite do ter e do fazer,
as fronteiras da acumulação.

Ter ou não ter;
agora qual a importância,
diante do ser ou não ser?  

Como estava indo a vida;
o que foi feito, o que nunca foi; o que parou,
quem e o que nos colocou na partida?

A transitoriedade de tudo,
os limites do existir ,
as condições de permanência sobretudo.

Como seremos impactados
por estes inéditos dias,
o mundo, a vida e os tempos afetados?

Cada um que observe o que pode fazer,
os sonhos e projetos que não vão acontecer, 
são horizontes que cada um vai ter que esquecer.

O humano tão preocupado com suas coisas acumuladas
bugigangas guardadas em armários fora da vista,
falsas seguranças tão valorizadas. 

E quanto ao mundo interior, o pensar,
a única fortaleza de cada ser;
cada um sabe o que soube ali colocar.

Nesta grave hora da Humanidade,
onde cada um pode ser o escolhido,
só cabe esperar o melhor da sua espiritualidade.

Dimensão bem exata
da solidão de cada um
neste Universo, neste solitário planeta.

Não é o dia tudo o que se tem,
um presente do tempo,
começo, meio e fim do que se vive?

Agora cada vez mais evidente,
a dimensão da vida,
é a do dia que se tem em mente.

Saber programar o dia,
preencher os minutos com algo positivo,  
que celebre estas manhãs de céu azul , luz com alegria.

Com o mundo do Ter e do Fazer
agora em questionamento
resta o mundo do Ser.

Quem não o refinou
pode agora abrir a consciência
e ver o caminho a que chegou. 

Sempre há tempo
para cuidar do ser
e evitar os efeitos do contratempo.

Tempo de repensar a densidade do dia,
redimensionar, redefinir
e do próprio modo e concepção de vida. 

O mundo parou suas atividades,
mas não parou o Tempo
e o tempo é o da vida e suas grandes oportunidades.      
Odilon Reinhardt.

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                                                     O que fazer?



Vamos, nesta reclusão, concentrar-nos no Mal
ou vamos olhar para o futuro
e ali antever o que fazer de bom e essencial?

Vamos ver a TV mergulhada no pessimismo,
acumulando números do desastre
ou vamos dedicar-nos ao otimismo?

Vamos, no isolamento, nos apiedar
de terras e suas gentes em sofrimento
ou vamos aqui cuidar de quem devemos considerar?

Vamos embarcar na visão de mundo
que as notícias nos pregam
ou vamos fortalecer o interior do nosso mundo? 

Vamos sucumbir definhar, reclamando,
ou vamos reagir,
tomar atitude, agindo?

Vamos chorar e manter a mente agravada
com ansiedade e medo
ou vamos manter a alma elevada?

Vamos, neste distanciamento, cuidar só do umbigo
ou vamos lembrar da força interior
estimulada por algum amigo? 

Vamos enfiar a cabeça no travesseiro
ou vamos passar emails, telefonar,
para contatar afetivos de modo mais certeiro?

Vamos ficar olhando o chão
ou vamos imaginar no céu azul
uma melhoria para toda esta destruição?  

Vamos nos atolar neste presente
ou vamos repensar, redefinir planos, preparar-nos
e pensar no futuro como chance para um belo presente?

Esta pausa é o tempo de pensar
como queremos estar
depois que tudo isso passar

Quem quer sair dessa alquebrado,
sem ânimo para participar
do tempo bom que trará um mundo renovado?

Cada um que ache seu modo de pausar,
para ficar mais forte , mais consciente
e assim poder a tudo vencer e depois  comemorar.

Não é todo este suplício
que vai estragar este e outros dias
de céu tão azul feito sem qualquer artifício.

Os olhos focam
este algo mais sublime
e a alma e a mente se elevam.

Não é toda esta comoção
que afastará a beleza de cada amanhecer ou desta tarde.
A alma tem os olhos bons do coração.

Cada dia está aí fora,
uma beleza que nos ignora,
e passa , vai embora.

Como menosprezar todo este cenário,
um belo pedaço do Universo,
no nosso único e exclusivo caminho diário?

Céu azul ou céu cinza da tarde,
pouco importa, 
se ali navego sem alarde.

É a  paz de quem sabe olhar,
talvez um modo
de esperar tudo melhorar.

Por que não imaginar
tempos ainda melhores de renascença,
onde se possa prosperar?

Porque não ter coragem de imaginar
tempos melhores de bonança ,
onde se possa tudo realizar?

Vamos  colocar um sonho
voando no azul com nosso poder de pássaro,
como o que ali agora ponho.

Podemos fazer isto ainda neste dia
que espera a lua cheia
trazendo força , chuva e muita energia.

É um modo de esperar,
entre tantos outros
que cada um possa idealizar.  
Odilon Reinhardt.

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                                                 Invisibilidade.


Vírus invisível,
ao olho nu,
só em parelho é visível.

E o que temos de fantasmas invisíveis
como traumas, medos, culpas etc.,
que permanecem invisíveis?

O vírus é acessível,
tratável, pode ser combatido,
é combatível.

Os fantasmas tóxicos do nosso interior,
em sua invisibilidade
criam confusão, ações e reações para o exterior.

São acessíveis pela consciência,
o esclarecimento ,
mas após procedimento de muita inteligência.

Verdadeiras assombrações de mente,
servos do ego, cupins do mundo interior,
causam danos largamente.

Insistentes, persistentes,
até serem dissolvidos
pela luz e atos mais inteligentes. 

Difícil batalha do interior,
eliminar tais fantasmas,
vírus invisíveis que geram dor.

E o que dizer do que gera
tais fantasmas,
o ego que nos ferra.

Um pouco mais visível,
velho conhecido dos adjetivos,
penosamente destrutível.

A luz, a consciência
é que destrói o invisível da mente,
o ego e sua persistência. 
Odilon Reinhardt. 

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                                              Onde está?

Está por aí ,
Espalhando medo, paranoia;
está por aí.

Mas onde está?
Esta na mão, na roupa, no cabelo, na barba,
está .

Está no abraço,
no nariz, na boca,
cortando qualquer laço?.

Está no chão,
no carro, na sala, na cama,
na porta, na chave , no salão?

Está no ar,
no vento , no controle,
na tecla , no celular?

Está no avião,
na aeromoça,
no restaurante,  na comida, na solidão? 

Está em tudo,
está no terno, no sobretudo,
está por tudo?

Sou eu o portador?
Você?
Quem é hoje o portador? 

Só a  vacina
e o remédio
poderão tirar a dúvida da esquina.

A Humanidade acuada,
reunião postergada,
a vida paralisada.

O humano neste seguir,
não sabe como prosseguir,
um novo e estranho sentir.

Esperando o amanhecer,
o novo tempo aparecer,
o que e como vai acontecer.

Muito para supor,
onde , quando o vírus vai se compor,
como vai se recompor?

Na espera de uma vacina, do remédio,
o humano vive em temor e suspeita,
teme a presença do Próximo, um assédio.
Odilon Reinhardt 
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                            Longe de mim e de quem eu conheço.


Desvias de mim ,
tua invisibilidade me procura,
quero afastá-la de meu fim.

Sei que me espreitas,
praga imprecisa, maldosa;
vives onde, nas frestas?

Vírus fatal,
percorres lugares de descuido,
queres o fim do frágil mortal.

Desvias de mim,
coisa traiçoeira,
fantasma , fiques fora de mim.

Sei que estás por aí,
em qualquer passagem, no ar,
permaneças longe daqui. 

Espalhas temor, ansiedade,
dano, medo, negatividade;
mudas a realidade.

Não toques nem leves ninguém,
que eu conheça;
partas, vás para o Além.

Sei que me esperas,
que me queres  levar,
mas esta oportunidade não terás.

Esqueças este caminho,
que o Éter te atraia,
aqui não encontrarás ninho.

Deixes a Vida,
ninguém gosta de ti,
espero  que estejas de partida.

Sei que patrulhas noite e dia,
esperas a fragilidade,
tu és covarde e fria.

Vais reforçar as piores pragas,
o egoísmo, o racionalismo, o pragmatismo
no relacionamento humano criando mais castas.

Queres afastar, distanciar,
isolar,
matar. 

A Humanidade sofrerá, mas te mostrará
tua curta permanência.
Partas antes da morte que terás.

Já destes tua lição.
Largas da Terra.
Partas de vez em solidão. 

Odilon Reinhardt.

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                                                      Depois.


Depois todos saíremos
para  o mundo outra vez;
como renascidos seremos?

Abraçaremos,
passearemos;
muito mais faremos?

O céu, a terra, o sol
estarão onde sempre estiveram,
compondo o cenário diário e o arrebol.

Um concerto, tons já banalizados
a vida, uma sinfonia sem igual,
eventos, por muitos, nunca observados.

Principalmente por quem faz da vida
um frio corredor de tarefas diárias
e não sente o caminho que é só de ida.

Talvez agora a vida com novo olhar ,
talvez mais consciência;
uma existência para refinar?

Sairemos todos pelas avenidas,
encontraremos amigos,
faremos outros e juntaremos vidas?

Depois não haverá barreiras,
não haverá amarras,
a vida mostrou agora suas fronteiras.

Quem não as viu, não as sentou, não entendeu,
ainda prosseguirá cegamente,
quem o fez, agora enfim consolidou e percebeu.

E mais, se o humano continuar a temer o humano,
não só de sua  ação e reação, mas agora de sua mera presença,
será uma adição a um contínuo engano.

Deixaremos que a ansiedade e a impulsividade saiam vitoriosos;
o individualismo, o pragmatismo, o racionalismo
e os vários aspectos do egoísmo?

Uma antecipada ampliação
da realidade de alguns nichos humanos de sempre
e uma catastrófica visão?

Se o humano aceitar tal realidade,
muito irá mudar antes do futuro
e teremos a cada dia inédita verdade.

Ademais, sem um beijo, um abraço,
um aperto de mão, uma reunião,
como será a cortesia, o amor, a amizade, qualquer laço?

Só desconfiança, dúvida, medo,
angústia,  insegurança , afastamento,
fazendo da vida um horrível arremedo?

Não! Temos que dizer não,
para não nos arrancarem o coração, a alma ,
para não nos jogarem no calabouço da solidão.

Teremos que reagir, não aceitar que ações
como acenar à distância, mandar beijos e abraços pelo ar,
seja a consagração da “virtualização” das relações.

Que a inteligência humana concentre-se
na ciência e traga uma vacina e um remédio
para o humano poder de realidades adversas safar-se.

Não é questão só de sobreviver ,
a Humanidade quer Luz, Paz, Amor em alto grau,
para poder existir com qualidade , viver, conviver.

Odilon Reinhardt.

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                                          Reflexão.

Não é esta a hora,
de pensar , refletir,
adquirir consciência do agora?

Não é este o momento
de perceber onde estamos
no espiritual em desenvolvimento?

Não é neste tempo de pandemia,
que devemos notar quem nos liga,
quem se importa conosco no dia?

Não é agora o instante
para ver quem é frio, calculista,
interesseiro e fica virtualmente distante?

Sim, é nestes tempos
que devemos observar com atenção
quem é quem e quem some nos contratempos.

E mais, é o tempo de ver,
quem temos esquecido
e levamos como fava-contada neste viver.

É a hora de constatar
quem se importa,
quem é amigo e pode apoiar.

Cada um que faça sua anotação,
aceite a lista e analise este tempo,
e valorize as pessoas depois desta provação.

E a reflexão exige observar,
o que sentimos , o que pensamos, como agimos,
porque isto revelará quem somos ao caminhar.

Quem passar por esta tragédia,
sem nada aprender ou progredir,
tem que se preocupar com sua trajetória.

Não só a do mundo exterior,
mas a do interno,
onde talvez haja um umbigo centralizador.

Para pessoas bem exteriorizadas,
a reflexão sobre fatos e movimentos
políticos e estatísticas manipuladas.

Não é esta a pretendida reflexão,
mas sim, a de pessoas interiorizadas,
que possam valorizar a observação e cada lição.

E quem nada observar e perceber,
nada compreender como humano,
que pelo menos veja que ainda precisa crescer.

E não continue a buscar culpados,
pois, certamente, dentro de si mesmo,
há sérios motivos,  todos a serem condenados.

Odilon Reinhardt .